
Por
David Wilkerson
29 de outubro de 2001
Na quinta feira, 20 de setembro, o presidente dos Estados Unidos fez um discurso forte durante uma sessão do Congresso. Ele previne os Estados Unidos de que estamos agora em guerra contra o terrorismo mundial. O presidente chama esta guerra de batalha entre liberdade e o terrorismo religioso. Os terroristas que combatemos buscam impor suas crenças religiosas no mundo inteiro.
Este verdadeiramente é o objetivo assumido por todos
extremistas islâmicos. Eles querem susbstituir a Bíblia pelo Alcorão, e
procuram forçar uma única religião na terra: o islamismo.
Porém a guerra atual vai muito além deste conflito. A guerra
na qual estamos envolvidos sempre foi, e sempre será, entre dois poderes
eternos: os principados e potestades de Satanás, e o unigênito Filho de Deus,
o divino Cristo. Deixe-me explicar.
Esta guerra se iniciou há eras atrás, no céu. Uma guerra
real teve lugar entre o arcanjo Miguel junto com seu exército de anjos,
combatendo Lúcifer e os anjos rebeldes que tomaram posição com ele. “Houve
peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também
pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou
o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama
diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e,
com ele, os seus anjos” (Apocalipse 12: 7-9).
Lúcifer, que chamamos de Satanás, perdeu a batalha. E foi
lançado à terra com os outros anjos rebeldes (que compreendiam um terço dos
anjos dos céus). Então, agora a guerra começou a ocorrer na terra. O diabo
estabeleceu um reino secreto, subterrâneo, com seus anjos demoníacos. E começou
a travar uma guerra contra o povo de Deus, possuindo os corpos de seres humanos
ímpios.
Satanás começou sua própria religião, unindo seus possuídos
num corpo mundial único. Nomeou pessoas possuídas pelo demônio para profetas,
mestres, e até líderes mundiais. E os enviou para disseminar seu evangelho
profano. Mas o diabo tinha um problema. Ele não conseguia convertidos através
de seus ensinos. Não conseguia convencer ou persuadir ninguém com seu
evangelho. Por que? Porque não produzia vida. Não conseguia produzir paz,
alegria ou poder sobre o pecado escravizador.
Então Satanás teve de lançar mão da guerra. E suas armas
foram sendo a força e o medo. Em resumo, o diabo levantou um exército de
terroristas para romper a oposição. E usou um exército sedento de sangue para
ocupar nações inteiras. Colocou sociedades embaixo de sua autoridade demoníaca,
e enviou milhões de missionários destas nações para divulgar seu evangelho.
Muitos, desde então, têm pago com a vida o esforço em favor de sua religião
mundial única.
A guerra que Satanás trava sempre foi contra o povo de Deus.
“Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher [a
igreja] que dera à luz o filho varão [Cristo]” (Apocalipse 12: 13). Esta
perseguição começou com a igreja de Deus no deserto. Satanás possuiu o faraó
do Egito para poder destruir Israel através do trabalho escravo. O diabo sabia
que Cristo viria através da linhagem de Israel. Então tentou destruir Israel,
a fim de impedir o nascimento do “filho varão”.
Mas as Escrituras dizem que uma “grande águia” desceu
para salvar o povo de Deus: “e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia,
para que voasse até ao deserto...onde é sustentada durante um tempo...fora da
vista da serpente” (12:14).
O Senhor livrou a Sua igreja do Egito, e a cobriu com asas
divinas de proteção: “Porque a porção do Senhor é o seu povo...achou-o
numa terra deserta e...rodeou-o e cuidou dele, guardou-o como a menina dos
olhos. Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes,
estende as asas e, tomando-os, os leva sobre elas, assim, só o Senhor o
guiou” (Deuteronômio 32: 9-12).
Que imagem incrível. Como uma águia-mãe feroz, Deus pegou
Sua igreja e a carregou em todas as provações: no mar Vermelho, no deserto, e
na Terra Prometida. Só Ele guardaria e preservaria a “mulher” que daria à
luz Cristo.
Veja
Como Satanás Mandou Uma Tempestade de Seduções
Para Atrair Israel no Deserto e na Terra Prometida
As escrituras dizem que o dragão inundou Israel com
principados demoníacos: “Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da
mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo
rio” (Apocalipse 12:15). A missão destas forças satânicas era seduzir o
povo de Deus com idolatrias demoníacas. Vemos isto ocorrendo à medida que as
nações que rodeavam Israel começaram a seduzi-lo com todo tipo de
sensualidade.
Esta terível inundação demoníaca continuou por toda a história
de Israel, desde o tempo dos reis, passando pelos profetas. Davi descreve a
enchente de ímpios e de águas profundas. Igualmente, Isaías escreve: “pois
virá como torrente impiedosa” (Isaías 59:19).
Finalmente, ao fechar do Velho Testamento, a igreja parecia
mortalmente ferida. A torrente de Satanás tinha quase derrotado o povo de Deus.
Na época, a adoração de Israel estava poluída, miscigenada à sensualidade e
à idolatria. Este estado tenebroso levou Deus a gritar com o povo: “Onde está
o respeito para comigo?” (Malaquias 1:6). E aos sacerdotes ele troveja: “ó
sacerdotes que desprezais o meu nome...ofereceis sobre o meu altar pão
imundo...Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem
aceitarei da vossa mão a vossa oferta... Mas vós vos tendes desviado do
caminho...tendes feito tropeçar a muitos...dizeis: ...Qualquer que faz o mal
passa por bom aos olhos do Senhor, e desses é que ele se agrada” (1: 6-7, 10,
2:8, 17).
Contudo, bem no fim de Malaquias, o últimos livro da Velha
Aliança, vemos um raio de luz. O Senhor proclama no último capítulo: “Para
vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação
nas suas asas...Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das
plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei” (4: 2-3).
Deus tinha um remédio para a Sua igreja sofredora. O Sol da
justiça viria trazendo vitória. Bem na hora em que o inferno parecia ter
vencido, os céus gritaram: “O socorro está chegando. Não tenha medo. As
portas do inferno não prevalecerão contra o povo de Deus”.
Veja, o tempo todo Deus sabia que essa inundação satânica
viria; o nosso Senhor nunca é pêgo desprevenido. Ele conhece o fim desde o
começo, e sabia que a tormenta de Satanás contra a igreja teria de ser
frustrada antes que a consumisse.
As Escrituras revelam o socorro que estava chegando: “A
terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o
dragão tinha arrojado de sua boca” (Apocalipse 12: 16). O socorro veio através
da ressurreição de Cristo. Quando “a terra abriu a boca”, ela descerrou o
sepulcro que detinha o Messias. Satanás não conseguiu deixar Jesus trancado
debaixo da terra. Deus abriu o túmulo, e Cristo ressuscitou. E a Sua ressurreição
engoliu o poder da inundação de Satanás. A vitória da cruz predeterminou o
fim de toda a oposição do inferno.
O que aconteceu depois? “Irou-se o dragão contra a mulher e
foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos
de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17). E quem são os
restantes da descendência da mulher? Somos nós, a igreja. O diabo agora está
outra vez em guerra contra o povo de Deus, nestes últimos dias.
Mas os ataques de Satanás não são dirigidos contra aquilo
que o mundo chama de igreja. A guerra dele não é contra os sistemas
religiosos. Satanás ataca o remanescente santo, o remanescente que exalta
Cristo. Ele está em guerra contra os que crêem e pregam Jesus Cristo como
Senhor.
Há
Uma Única Questão
E Uma Única Causa Nesta Guerra Final
A questão no centro desta guerra é a divindade de Jesus. É
Ele o Cristo, o unigênito do Pai, Deus encarnado, o Salvador do mundo? Ou, foi
Jesus apenas mais um profeta que andava fazendo o bem? Foi Ele um homem comum, e
não o Salvador ressurrecto que se assenta com Deus na glória?
O apóstolo Pedro testifica a exclusividade de Cristo: “E não
há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro
nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).
Pedro deixa isso totalmente exclusivo: nenhum outro nome embaixo dos céus
concede salvação eterna. Unicamente Jesus é o Messias, o divino Filho de
Deus. E Ele não compartilha esta glória com nenhuma outra entidade.
Igualmente Paulo declara: “E qual a suprema grandeza do seu
poder...o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e
fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo
principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa
referir não só no presente século, mas também no vindouro” (Efésios 1:
19-21). Paulo então acrescenta que Jesus é o cabeça único de todas as
coisas: “E pôs todas as cousas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre
todas as cousas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo” (Efésios 1: 22, 23).
Paulo também assinala que um dia todo ser reconhecerá Jesus
como exclusivo Senhor: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu
o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo
joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que
Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2: 9-11).
Toda língua na criação vai testificar, não que Maomé é
Senhor, não que Alá, ou quaisquer dos milhões deuses hindus o sejam, mas que
Jesus Cristo é o real e único Cordeiro de Deus. Esta é a questão que está
no coração desta guerra. Mesmo assim, não se engane: a guerra atual não é
por causa de um nome. Ela é em relação à divindade de Jesus, o ressurrecto,
o Senhor.
Agora mesmo, a igreja apóstata e ecumênica está correndo
para os braços da estratégia satânica em favor de uma igreja única. Com o
passar do tempo, esta igreja unificada vai incluir todas as grandes religiões
do mundo: o catolicismo, os ortodoxos gregos, o islamismo, o budismo, o
hinduismo, e mesmo o protestantismo. E Satanás conseguirá um acordo único
entre estas religiões, para levar adiante esta união. O que as manterá
juntas? O nome de Jesus.
É claro, o Jesus que manterá juntos estes grupos será um
Cristo diferente, de um evangelho diferente. Mesmo assim, o nome em si fará com
que denominações no passado evangélicas, se juntem à outras fés, dizendo:
“Numa coisa concordamos: Jesus foi mestre e profeta. E é um espírito de
bondade humana em todos nós. Todos podemos aceitá-lo como um homem santo”.
Imagine o Criador do universo sendo reduzido a isso. Jesus não
será mais aceito como o Cristo, o Senhor divino. A igreja ecumênica porá fim
à qualquer idéia quanto à Sua ressurreição, e ao Seu poder salvador. Em vez
disso, usarão o Seu nome para unir os outros na religião mundial única de
Satanás.
O fato é que o mundo inteiro pode abraçar um Jesus que seja
somente homem. Satanás não vê problema nisso; ele pode aceitar a admiração
e os elogios do mundo para um Jesus unicamente humano. Em verdade, muitos
escritores enalteceram as obras humanas de Jesus, porém zombaram de Sua
divindade. Algumas das palavras mais floridas que já foram escritas sobre Ele,
foram produzidas por ministros agnósticos.
Dá
Para Você Ver a “Armadilha do Amor”
Em Tudo Isso?
Quando a igreja mundial única do diabo finalmente começar a
trombetear sua mensagem por toda a terra, milhões de cristãos mornos serão
enganados. Eles pensarão assim: “Essa união mundial de todas as igrejas deve
ser ótima. Os líderes falam tanto de Jesus. Toda pessoa que fale tanto de
Jesus deve ter uma fé cristã legítima”.
Eles não poderiam estar mais errados. A exata fórmula mística
de encantamento da união diabólica de Satanás será: “Jesus, Jesus,
Jesus”. Hoje, líderes evangélicos já perguntam: “Por que todos os grupos
não podem ser um em Jesus? Afinal de contas, os judeus reconhecem Jesus como
profeta; os muçulmanos O vêem como um bom homem e grande mestre. Até os sikhs
e hindus respeitam Jesus”.
Vou fazer uma parada aqui para deixar algo claro: sou grato
pela união nacional que se criou nos Estados Unidos pela tragédia de 11 de
setembro. Sou gratificado por americanos de várias fés terem conseguido se
juntar como nação unida. Oro que esta união se mantenha muito tempo após
nossa dor ter cessado.
Mas a unidade de religiões que estamos prestes a ver envolverá
algo muito diferente. O que prevejo está contido na profecia de Jesus:
“Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos
nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu
nome não fizemos muitos milagres?” (Mateus 7:22).
Quase todas as religiões realizam exorcismo. E certas igrejas
reivindicam muito sucesso no exorcismo de demônios. Mas muitas destas igrejas
promovem seu exorcismo, ensinos e boas obras em nome de um Jesus diferente. Como
assinala Cristo, estas pessoas dirão no julgamento: “Senhor, fizemos estas
coisas em Teu nome. Éramos do grupo de Jesus”. Mas o Senhor responderá:
“Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os
que praticais a iniqüidade” (7:23).
Jesus lhes dirá: “Não conheço vocês. E vocês certamente
não Me conhecem. Eu era o Filho do Deus vivo, mas vocês diziam a todos que Eu
era apenas um homem. Vocês tentaram remover o poder do Meu evangelho. Vocês
aceitaram o Jesus errado. Agora, apartem-se de Mim. Vocês não têm parte no
Meu reino”.
Paulo nos adverte para não nos corrompermos da
“simplicidade [e pureza] devidas a Cristo” (2 Coríntios 11:3). Em grego a
palavra simplicidade neste verso significa singeleza, exclusividade. Em outras
palavras, “Cristo não é uma entidade complexa. A verdade sobre Ele é muito
simples: Jesus é Deus. Ele é divino, nasceu de uma virgem, foi crucificado e
se levantou dos mortos. Mas temo que a corrupção os esteja afastando desta
verdade simples e exclusiva”. “Receio que, assim como a serpente enganou a
Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte
da simplicidade (simplicidade absoluta) [e pureza] devidas a Cristo” (2 Coríntios
11:3).
Paulo então previne sobre ministros que pregam um Jesus
diferente: “Se...vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou
se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente
que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais” (11:4). Paulo
estava dizendo aos coríntios basicamente: “Vocês estão ouvindo outro
evangelho, não o evangelho de Cristo. Estão ouvindo de um outro Jesus, não
dAquele que os salvou. E temo que serão corrompidos por este Jesus diferente,
que não é de maneira nenhuma o Cristo verdadeiro”
“Vocês não percebem, mas estão sendo afastados da
divindade de Cristo. E não quero acreditar que aceitem isso. Vocês estão
tolerando de bom grado estes mestres que os corrompem. Vocês nem testam o que
eles dizem, para ver se é bíblico. Neste exato momento, vocês estão perdendo
o discernimento. Estão aprendendo um evangelho demoníaco, com um outro Jesus
sendo exaltado. E não sabem para onde isso os está levando”.
Uma
Grande Perseguição Está Chegando
Contra o Remanescente Consagrado dos Santos
A união de igrejas ecumênicas de Satanás trará grande
perseguição. E a própria união será a maior força perseguidora. Agora
mesmo, a Igreja Ortodoxa Russa está pressionando o governo da Rússia para
fechar todas as igrejas evangélicas daquele país. Ela quer expulsar totalmente
a cristandade evangélica do seu meio.
Aqui nos Estados Unidos vemos o início do mesmo tipo de pressão.
Foi me entregue o videotape de uma entrevista feita na TV por um conhecido
evangelista. O entrevistador pergunta de chofre ao ministro: “Os muçulmanos vão
se salvar? E os judeus serão salvos se não crerem em Jesus?”
Claramente, o evangelista estava sendo encostado na parede;
sabia que, se respondesse com a declaração de Pedro “Não há nenhum outro
nome pelo qual os homens sejam salvos, senão Jesus Cristo, o Filho de Deus”,
ele seria tratado com depreciação. A imprensa lhe crucificaria.
Em vez disso, o evangelista foi aplaudido por sua resposta:
“Os muçulmanos amam Jesus. E os judeus possuem em si o Espírito de Jesus.
Sim, ambos serão salvos”. Eu não conseguia acreditar no que este líder
cristão estava dizendo, ele, pessoa comprometida com o evangelho.
É impossível ser aceito pelo mundo, se você se posiciona em
favor da divindade de Cristo. As pessoas começam a lhe evitar, rejeitar, e você
se torna alvo de zombarias. Por outro lado, todo ministro que recebe o louvor do
mundo e das outras religiões, abriu mão do evangelho de Cristo. Uma pessoa
assim prega um outro Jesus.
Creio que o mundo todo fará desta a pergunta definidora, nos
dias que virão: “Você crê na exclusividade de Jesus Cristo? As pessoas estão
indo para o inferno por não crerem que Ele é o único caminho para a salvação?”
Seremos confrontados com esta questão pelos amigos não crentes, pelos colegas,
patrões potenciais. Eles podem não perguntar isso literalmente, mas a pergunta
se mantém, assim mesmo. E se nos posicionarmos, respondendo: “Sim, creio que
unicamente Jesus pode salvar”, seremos vistos como fanáticos religiosos.
Seremos alvos de zombaria e perseguição, como politicamente incorretos e
intolerantes.
Como cristãos evangélicos, nós na Igreja de Times Square não
somos anti-semitas, anti-islâmicos, ou anti qualquer pessoa. Cremos que Deus
ama o mundo todo; Ele ama judeus, muçulmanos, homossexuais, ateus. Mas como
cristãos, somos forçados a discordar no que se refere á fé, de cada um
destes, porque nos sustentamos na Bíblia como Palavra de Deus.
Você pode achar que esta perseguição não virá senão num
futuro distante. Mas agora mesmo, vários grupos ecumênicos estão delineando
declarações teológicas para a união em um igreja mundial única. E estão
lidando com o que denominam “a questão de Jesus”.
A União Européia de nações já redigiu leis proibindo
qualquer crítica de suas atividades. Breve, ninguém poderá questionar
publicamente a união. Eu acredito que este tipo de atmosfera dará lugar á
igreja única mundial. As leis da União Européia estão agora a apenas um
passo de proibirem o “fanatismo religioso”, e de tornarem ilegais o fazer
convertidos em nome de qualquer religião.
Na minha opinião, tudo isto é parte da ira de Satanás
contra o santo remanescente de Cristo na terra. Ele está travando uma guerra,
enfurecendo multidões sejam quais forem suas crenças, contra os cristãos.
Mais e mais, veremos o diabo mobilizando multidões, para se confrontar com todo
aquele que crer que unicamente Jesus tem poder de salvar. De repente, todo mundo
que antes nos ignorava nos perguntará explicitamente: “Você crê que Jesus
é o único caminho para o céu? Sou uma pessoa boa, mas não creio em nada. Você
está me dizendo que vou para o inferno porque não creio que o seu Jesus é
Deus?”
Assumir posição em relação à verdade pode nos custar o
emprego, carreiras, amizades. Em alguns países, já está custando aos cristãos
as suas vidas. Contudo Jesus é o nosso exemplo de como responder. Quando o sumo
sacerdote perguntou: “És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?”, Jesus
respondeu sem hesitação, “Eu sou” (Marcos 14: 61,62).
Breve o mundo todo pedirá que aceitemos um outro Jesus. Nos
pressionarão para que deixemos de lado nossa fé em Jesus como Salvador e
Senhor. Vão querer que neguemos Seu nascimento virginal, Seu poder
sobrenatural, Seus milagres, Sua morte sacrificial, Sua ressurreição, Sua
segunda vinda. Porém, como Seus seguidores, sabemos que estas são verdades das
quais depende a eternidade. E precisamos estar querendo morrer por elas.
Já decidi como vou responder. A qualquer um que colocar estas
perguntas, vou declarar com amor e compaixão: “Você tem o direito de crer
como desejar. Ou tem o direito de descrer. Você pode adorar qualquer deus, ou
pode não adorar nada. Não vou interferir com o caminho que vai seguir. Mas eu
também tenho o direito de crer no que escolho crer. E eu creio que não há
outro nome embaixo do céu pelo qual possamos ser salvos, senão Jesus Cristo. O
meu Deus ama todo mundo. E a cruz de Cristo é a prova deste amor”.
O
Vencedor Desta Guerra Já Foi Predeterminado
O livro de Daniel nos dá uma visão profética quanto a como
a guerra atual vai acabar. O rei Nabucodonozor teve um sonho, e Daniel o
interpretou:
“Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua...de
extraordinário esplendor...e a sua aparência era terrível. A cabeça era de
fino ouro, o peito e os braços, de prata, o ventre e os quadris, de bronze; as
pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro” (Daniel 2:
31-33).
O rei tinha sonhado com uma enorme imagem em forma humana,
brilhante, e terrível. O corpo inteiro era feito de metal rígido. Porém os pés
eram feitos de barro. Daniel mostrou que a estátua representava os reinos do
mundo, e a areia significava a fragilidade dos últimos poderes mundiais. Estes
reinos se tornariam menos brilhantes e menos terríveis com o aproximar do fim.
Então Daniel continua:
“Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio
de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então...se
fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou...mas a pedra que
feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a terra”
(Daniel 2: 34-35).
A pedra que Daniel descreve aqui é nenhum outro senão Jesus
Cristo. Ele é a Rocha Eterna. E descerá dos céus para esmagar os impérios
terrenos. Quando o mundo vir isso acontecer, a divindade de nosso Senhor será
inegável. Todo joelho se dobrará diante dEle, e toda língua confessará que
Jesus Cristo é Senhor.
Não vamos acabar com os terroristas com armas, bombardeios ou
mísseis. Não podemos livrar o mundo desta vilania perversa com a força
humana. Deus diz que o reino de Seu Filho irá finalmente romper e consumir
todos os impérios do mal. Sim, haverá justiça. Mas ela virá do Pai celestial
no alto.
Que tremendo dia será quando todos os terroristas do mundo
despertarem diante do julgamento de Cristo. Eles vão pensar: “Prometeram-nos
o paraíso em troca de nosso sacrifício. Disseram que teríamos mulheres
bonitas, comidas e bebidas em abundância, por toda a eternidade”. Mas
subitamente perceberão que exatamente aquele nome que tentaram erradicar
totalmente, agora está diante deles como Juíz.
A minha mensagem para você reduz-se a um único versículo:
“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao
Pai senão por mim” (João 14:6). A afirmação de Jesus aqui é totalmente
exclusivista. Nenhum muçulmano, nenhum hindu, nenhum judeu, nenhum gentio,
ninguém pode vir ao Pai por nenhum outro caminho senão por Cristo.
Assim como Jesus perguntou aos Seus doze discípulos, Ele nos
pergunta hoje: “Quem dizem os homens que sou eu” (Marcos 8:27). Os discípulos
responderam: “João Batista, outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas”
(8:28). Mas a pergunta real de Jesus aos Seus seguidores veio a seguir: “Mas vós,
quem dizeis que eu sou?” (8:29).
A nossa resposta tem de ser a mesma de Pedro: “Tu és o
Cristo” (8:29). Que possa essa ser a nossa confissão diante de todo o mundo,
agora e para sempre.