
Capítulo 1. ...... Dois Eus
Capítulo 2. ...... Porque
Parei de Julgar os Pecadores
Capítulo 3. ...... Poder
Contra o Pecado
Capítulo 4. ...... O Novo Plano
Capítulo 5. ...... Você Tem o
Direito de Ficar Livre
Capítulo 6. ...... Livre para
Escolher
Capítulo 7. ...... Como Acabar
com Essa Luta
· Prefácio
David Wilkerson diz:
Este
bem pode ser um dos livros mais importantes que você lerá. Ele pode dar uma
virada em sua vida nas próximas horas, que é o tempo que levará para lê-lo.
Este livro foi escrito para um grupo
seleto. É para aqueles que estão buscando real paz de espírito, e libertação
de um mal que controle suas vidas. Até o pessoal do agito tem de enfrentar a
solidão do íntimo depois que a música cessa. Os machões choram a sós. Na
hora que os bares e as danceterias fecham, a tristeza bate. E, para milhões, os
domingos são realmente de arrasar. Em alguma hora desta marcha, a verdade sobre
nós mesmos terá de ser enfrentada.
Às vezes somos atores de dar dó, usando
falsas máscaras, e representando falsos papéis . Contudo, em algum lugar no
mais íntimo do nosso ser, há um permanente desejo de conhecer e de agradar a
Deus.
Este livro não tem absolutamente nada a
dizer aos pecadores orgulhosos e arrogantes que se recusam a enfrentar a verdade
sobre suas fraquezas. Foi escrito para aqueles que buscam desesperadamente a vitória
sobre si próprios, e que honestamente admitem que precisam de ajuda.
·
Introdução.
Iniciei este livro num esforço para levar pessoas, que
tenham problemas que estejam controlando suas vidas, à uma vida liberta do
poder do pecado. Mas logo descobri que é mais do que isso. É uma busca pessoal
de vitória total em minha própria vida. Mesmo sendo um ministro, sofro como
todo mundo. Necessito de poder sobre o pecado, tanto quanto qualquer outro
pecador sobre a terra.
Minha busca de poder sobre o pecado me
levou a uma jornada de dez anos por bibliotecas, artigos, conferências com
estudiosos bíblicos e a um estudo completo da Bíblia - especialmente no livro
de Romanos. Aprendi bastante sobre a condição humana da fraqueza e a sempre
presente luta contra o pecado - mas pouco sobre a cura.
O que aprendi sobre libertação do poder
do pecado veio através do meu próprio desespero para me livrar da escravidão
ao mal.
Você não experimentará o poder
convincente deste livrinho, enquanto não o ler por inteiro. O que ler poderá,
no começo, lhe deixar com raiva; mas não o ponha de lado enquanto a mensagem
por inteiro não tiver sido digerida. Você vai descobrir que a verdade pode lhe
libertar.
Só peço que o leia inteiro, com a mente
aberta.
[assinado] David Wilkerson
NT: a versão bíblica de J. B. Phillips (esgotada em português), usada no texto original pelo autor, foi substituída pela edição revista e atualizada, ou pela versão Bíblia Viva (BV).
·
Capítulo 1- Dois Eus
Sou
uma pessoa estranha, com duas mentes opostas em um corpo. Duas forças distintas
em mim ficam tentando controlar minhas ações.
Há coisas em mim que me dão medo. Coisas
como uma grande necessidade interior, que não pode ser explicada. Como a
necessidade constante de amor e de realização. Também, aqueles desejos sutis
que aparecem de surpresa certas horas, me fazendo desejar ter experiências
contrárias à minha melhor natureza.
Não sei explicar porque sou uma pessoa tão
dividida na hora do certo e do errado. O mal que detesto está sempre presente
em mim. Os desejos bons e éticos também estão presentes e deixam a minha cabeça
o tempo todo agitada. Não é uma briga de todo dia, e nem dura o tempo todo,
mas o mal, às vezes, tenta me dominar.
Bem na hora que eu acho que consegui
controlar a situação, tudo despenca e mais uma vez estou fazendo coisas que
realmente não quero fazer.
Essa guerra entre o bem e o mal fere toda
a humanidade. Um pastor, que teve seu adultério revelado confessou: “A minha
natureza má exercia uma estranha força sobre mim. Me fazia buscar falsos
sonhos que eu sabia não iriam dar em nada. Me amarrava à uma lascívia que
finalmente me destruiria. Me forçava a concessões que me enfraqueciam. Suas
promessas de amor acabavam em miragem. E mesmo sabendo que continuaria me
machucando com isso, eu seguia os ditames de minha mente má como escravo
obediente."
Um indivíduo, que antes era do grupo de
Jesus, e que tocou num conjunto religioso, tenta explicar porque voltou para a
velha turma, para as drogas e para o álcool.
“O que eu sei é que há uma terrível
luta buscando o controle do meu corpo. Sempre havia uma presença má em minha
mente, tentando pôr um fim nas coisas boas e decentes que eu tentava fazer.
Essa minha parte ruim ficava me puxando para baixo, me levando a fazer coisas
que eu realmente não queria fazer. Era uma presença tremendamente dominadora.
"Eu obedecia todas as ordens, e ficava com sentimento de culpa, solidão e
vazio."
“Porém, quando eu fugia de todos os ruídos
da multidão e me isolava dos prazeres, o meu eu, então só e pobre lá no
fundo, chorava em busca de satisfação, como o grito doloroso de uma criança
com fome. A voz gritava: 'Por favor não me deixe sozinho; me alimente; me
ajude; me dê amor.'
“Às vezes uma parte de mim ficava
zangada com Deus por não tirar o pecado do meu coração. Cansei da batalha
dentro de mim. O inimigo de minha alma parecia tão forte, e eu me sentia tão
fraco. A minha natureza de justiça queria que Deus pisoteasse essa iniqüidade,
arrancasse meus fortes desejos malignos, e me libertasse do pecado."
"Sei que uma parte de mim quer
obedecer a Deus. Não tem nada a ver com igreja, pastores ou com os caretas
moralizadores. É ainda mais do que um desejo de perdão. É mais do que apenas
ser salvo. Não tem nada a ver com medo do inferno ou condenação. É até
maior do que a necessidade de paz e preenchimento. É uma necessidade, bem no
fundo da alma, de conhecer a Deus de um jeito muito pessoal, e sentir Seu amor.
Algum dia espero voltar para Deus e ficar livre.”
Centenas de alcoólatras e viciados
derramam suas sofridas histórias para mim em meu escritório. Quase sem exceção,
ouço a mesma confissão: “Odeio isto! Me fez virar um animal! No começo era
uma curtição, mas agora está me arrebentando. Sou como duas pessoas. Estou
preso a um hábito na cabeça; agora não consigo parar. Mas no fundo do coração,
quero ser livre. Me mostre como sair dessa.”
Um de meus jovens amigos viciados,
desesperado, deitou na cama, tirou das veias uma seringa cheia de sangue, e
respingou no teto: SOCORRO, DEUS!
O dilema homossexual é uma das lutas
interiores mais complexas entre duas naturezas, apesar de que a maioria dos gays
não considera sua preferência sexual como sendo um problema que controla suas
vidas. Para eles, homossexualismo é normal e se ofendem quando se sugere que
sofrem com seu estilo de vida. A maioria afirma que não sofre.
Desde a rua Castro em São Francisco até
Greenwich Village em Nova York, tenho ouvido inúmeros gays me dizendo o quanto
são bem ajustados. Vangloriam-se de que não há mais culpa neles, e que têm
orgulho de serem gays. Vivem me repetindo que só gays confusos e paranóicos
querem mudar.
Um líder gay ativista em São Francisco
me preveniu: “Não há um único gay nesta cidade que queira mudar. Os
pastores simplesmente estão perdendo tempo. Não somos doentes - não estamos
precisando de uma chamada cura. Temos orgulho, somos mais ajustados que os não
gays - e temos todo o direito de nos sentirmos ofendidos por fanáticos
religiosos que entram em nossa região para tentar nos mudar. Volte lá para os
seus heterossexuais, que fazem troca de esposas, vivem em fornicação, e faça-os
mudar. Nos deixem em paz!”
Mesmo assim, a comunidade homossexual não
consegue explicar porque um número crescente de gays admite agora perceber
lutas tremendas com seu estilo de vida. A bebedeira, a alta porcentagem de suicídio,
a psicanálise constante, são indicadores que sugerem que a luta entre as duas
naturezas ainda fere dentro dos corações e das mentes dos gays.
Tenho um amigo homossexual que me conta de
sua batalha íntima contra a lascívia e da luta para ser livre. Ele diz:
“Quando comecei no homossexualismo, uma
parte de mim curtia e outra parte detestava. E eu me odiava. Uma estranha sensação
passou a me dominar, e comecei a me sentir como se houvessem dois eus - duas
partes de mim que se opunham - e me deixavam frustrado e deprimido. Fui
desenvolvendo um apetite insaciável por sexo e no começo o desejo expulsava a
culpa. Fiquei obcecado pelo meu corpo. O triste é que a luxúria consumia todos
os meus pensamentos e energia, e eu não tinha força para reagir contra isso.
Eu sentia a mente rasgando em duas direções opostas. Uma parte de mim curtia o
sexo selvagem, porque me dava alívio temporário; a outra parte adoecia pelos
terríveis atos que eu odiava. Eu estava numa armadilha. Apesar de todo o
sucesso, me sentia só. Quando o impulso sexual vencia, eu buscava o álcool
para me aliviar. De algum jeito, eu sabia que o que eu fazia destruía todo o
meu corpo.”
“Comecei a me perguntar como poderia
haver um Deus que me criasse com desejo por este tipo de sexo, e me deixasse
prisioneiro do próprio corpo. Abandonei qualquer possibilidade de fuga. Eu
simplesmente faria o melhor possível. Iria arranjar um jeito de viver uma vida
dupla, e aceitaria o meu modo de ser. Desistiria de lutar para mudar.”
“Comecei a xingar Deus por me deixar
nascer com esse peso todo. Sentia que Deus tinha me abandonado. Agora, outra
pessoa me controlava. Ela falava comigo de longe, de um túnel profundo e
escuro. O outro eu, o eu bom e espiritual, ficava só choramingando. A
homossexualidade dominou completamente a minha personalidade. Tomou o comando da
minha vida e fiquei muito frágil para resistir.”
Ouvi um homossexual na região do
Tenderloin em São Francisco descrevendo o terror de sua alma: “Amigo”,
disse, “a troca de corpos num bar gay é a coisa mais insensível da terra. É
degradante e repugnante, porque a maioria dos bares gays agora são prostíbulos
informativos, espalhando fofocas, panfletos e levantando dinheiro para causas
políticas.”
“É terrível ter de resolver suas
necessidades sexuais nas ruas. Pego alguém na rua, e espero que algo de bom
aconteça. Continuo na esperança de que o amor aconteça. Toda sexta e sábado
à noite vem a esperança de que talvez desta vez vai acontecer: o meu grande
amor vai aparecer e me libertar da prisão de desespero.”
“Mas nunca acontece. Fico carregando uma
sensação profunda de engano, de que fui enganado. Todas as promessas, que dou
ou recebo para um compromisso eterno são rompidas, e o que deveria ser o grande
amor da minha vida vai murchando e morre. E de novo volto à caça, tentando
acabar com um prurido que não consigo localizar. Volto a ter nojo de mim mesmo
e a me sentir abandonado.”
Outro gay, vestido inteiro de drag queen e
se chamando de Renee, me diz como efetivamente deu permissão para que parte
dele surgisse, e se integrasse com a outra parte de seu eu.
“Reverendo”, disse ele, “posso
desfilar por aí desse jeito porque estamos numa zona segura para os gays. O seu
terror é causado pela tentativa de controlar o impulso sexual de maneira
correta; o meu é causado pela tentativa de conseguir o maior número de
resultados. A maioria dos gays do meu círculo é tão insegura quanto eu, com
medo do fracasso. Os acertos para transa, feitos por códigos, mantém você
atento. Você fatura mais um, e volta rapidinho, querendo faturar mais pontos. A
fome nunca é satisfeita; nunca é o suficiente! Mas, cara, com certeza isso
deixa cicatrizes. Até meus amigos gays olham para mim como que dizendo 'bichona
poderosa'. O riso deles é mais cruel do que o dos não gays."
“Um dia resolvi agir como o deslocado
que eu achava ser. Cansei de sonhos não realizados, da dor contínua, da solidão
constante. Fiz minha escolha - resolvi me libertar. Sabia que tinha uma
dualidade de identidade, que eu era na verdade duas pessoas, e só uma no fim
iria vencer. Abandonei o aconselhamento, pus de lado os comprimidos, e resolvi
fazer amizade com o corpo, e mostrar isso como quisesse. Renee é o nome que dei
ao meu eu dominador. Durante o dia, sou professor numa sala de aulas; à noite,
deixo que Renee venha à tona, entrando na competição, na caça de troféus
masculinos."
“Em meus momentos de honestidade, sei
que é tudo superficial. Vejo meus amigos abatidos e abandonados, magoados e
feridos por toda essa competição destrutiva. Alguns de meus melhores amigos
cometeram suicídio. Me sinto terrivelmente triste quando estou só, mesmo
quando não tenho motivo para me sentir assim. Os domingos são um horror. Dia
terrível de escuridão e dor. Sei que sou gay, mas digam o que quiserem, não dá
para se alegrar com isso. Renee agora me chateia. Os meus amigos na verdade não
se preocupam comigo.Os cigarros já estão fedendo. Ser popular e ficar por cima
não tem significado. As bebidas simplesmente me deprimem. Rapidinho fico
agitado. O que estou fazendo está na cara que é fim de linha. Sou um gay de
quarenta e dois anos, drag queen, que sai se pavoneando por aí e tentando negar
uma tragédia."
Sei de um homossexual que achou que uma
transformação de sexo mudaria a agitação interior. Ele escreve: “Não
suportava agir como homem. Eu tentava; até me casei, mas logo me divorciei.
Resolvi que não havia socorro para mim, então entrei no mundo gay e me
entreguei aos desejos.”
“Os meus desejos dominaram minha razão.
Eu era duas pessoas ao mesmo tempo. Eu queria ser mulher; pensava como mulher;
então por que não poderia ser mulher? Arranjei um médico e fiz uma operação
que mudou meu sexo. Eu achava que tinha ido longe demais para Deus me perdoar,
então aparecia em um night-club como bailarina exótica. Mas minha mudança de
sexo não trouxe paz ao coração. Me defini a favor da luxúria, da excitação
do momento, das baladas, das roupas caras, de comidas finas, jóias, bebidas e
companhias atraentes.”
“Mas quando estava só, eu continuava
tendo de enfrentar a mim mesmo. No espelho, uma mulher me espreitava mas, por
dentro, eu era a mesma pessoa que sempre tinha sido. Continuava me sentindo só,
rejeitado e minha guerra continuava."
“Descobri
que não era fácil sair. Sempre há a culpa e o medo de ser descoberto. Mas
lentamente você se endurece até que a coisa pára de lhe incomodar tanto. Há
dias em que ela ainda lhe incomoda, mas a gente arranja desculpas ou então,
fica bêbado para esquecer. No princípio o corpo se rebela contra atos
antinaturais, mas você força a se conformar, até que pára de doer. Aí você
acaba dizendo a si próprio que estes atos são naturais e belos. Dias, semanas
e meses passam, e as desculpas fazem com que você nunca enfrente a verdade.”
A Luta Para Ser Santo
Li dolorosas confissões de monges que se
trancaram em mosteiros durante anos, tentando dominar suas malignas paixões.
Mesmo assim, suas imaginações más quase os deixaram loucos. Não alcançaram
poder sobre a lascívia através do isolamento da sociedade. No momento em que
achavam que estavam livres da luxúria, e que os desejos carnais estavam sob
controle, caíam sob o domínio de paixões descontroladas e maus pensamentos
desenfreados.
Certo monge viveu por cinquenta anos numa
caverna subterrânea, tentando levar seu corpo em sujeição ao Espírito.
Outros se enterraram em areia fervente até o pescoço, esperando “queimar”
as iniquidades.
Li sobre monges que dormiam em cima de
blocos de espinhos e pilhas de vidro quebrado. Outros prendiam um pé e ficavam
saltitando sobre um pé até perder o uso do outro. Um monge obrigou o corpo a
se moldar à curva da roda de uma carroça, e ficou na posição fetal por dez
anos, tendo de ser alimentado pelos outros.
Simão Stylites ficou por trinta anos no
topo de uma coluna e, ao ficar muito debilitado para ali permanecer , construíram
um poste ao qual se acorrentou. Todos estes métodos de auto-tortura foram
impostos por monges tentando afastar de si a presença do mal. Tentavam
aniquilar aquela sua parte que ansiava pelo pecado.
Ao longo da Idade Média, longas procissões
de flageladores iam de um país para outro, lamentando-se, chorando, cantando músicas
tristes de arrependimento, chicoteando as costas ao longo da marcha. Milhares
juntavam-se a estas procissões num esforço para “acabar com o pecado”.
Santa Eteldra cria que sua carne era tão
má e impura, que recusava-se a se lavar. Ela andava pelos lugares, sem se lavar
e coberta de sujeira, e era reverenciada como santa porque ela supostamente
havia conquistado a carne.
Leio a Bíblia e descubro que não sou o
único pego na luta entre o bem e o mal. Davi era um homem amado por Deus.
Contudo, cometeu adultério com Bate-Seba e depois assassinou o esposo dela para
que não descobrisse que ela estava grávida. Foi levado ao desespero. Ele
admite: “Os meus pecados estão sempre diante de mim...São demais para mim. Não
me entendo...não há coisa sã em minha carne...envelheceram os meus ossos por
causa do meu pecado. O meu corpo está cheio de doença repulsiva.”
Paulo, o apóstolo, diz: “Não me
compreendo de modo algum, pois realmente quero fazer o que é correto, porém não
consigo...Faço sim aquilo que eu não quero - aquilo que eu odeio. Eu sei
perfeitamente que o que estou fazendo está errado e, a minha consciência má
prova que eu concordo com essas leis que estou quebrando...Seja para que lado
for que eu me volte não consigo fazer o bem. Quero sim mas não consigo. Quando
quero fazer o bem, não faço; e quando procuro não errar, mesmo assim eu
erro... Em minha mente desejo de bom grado ser um servo de Deus mas, em vez
disso, vejo-me ainda escravizado ao pecado... QUE SITUAÇÃO TERRÍVEL, ESTA EM
QUE EU ESTOU! QUEM É QUE ME LIVRARÁ DA MINHA ESCRAVIDÃO À ESSA MORTÍFERA
NATUREZA INFERIOR? MAS, GRAÇAS A DEUS! ISSO FOI FEITO POR JESUS CRISTO, NOSSO
SENHOR. ELE ME LIBERTOU.” (Romanos 7: 15-25 BV - No original do autor: versão
de Phillips)
Dois Paulos, também? Sim! Havia uma
guerra desesperada nele entre uma natureza espiritual e uma natureza não
espiritual, uma natureza atada à outra em constante luta. Esta tragédia
desesperadora, que Paulo descreve, é a experiência mais temível que uma
pessoa poderia algum dia suportar. É um medo tremendo de perder o controle --
um medo tremendo de aborrecer a Deus por ceder a um pecado secreto que de
repente fica freqüente, ou pior, medo por ter se submetido ao controle deste
pecado.
A vítima que cede à lei do pecado começa
a pensar: “O que tenho de fazer para vencer este mal em mim? Chorei um mar de
lágrimas -- tentei força de vontade - me condenei -- prometi mil vezes mudar
-- já li tudo no mundo que havia sobre como se tornar santo. Mas cheguei ao
ponto de exaustão. Será que Deus vai desistir de mim antes de eu aprender como
ficar livre? Como posso enfrentar uma força tão poderosa que me puxa para
baixo? Do que adianta isso?”
Os que não têm esta tremenda luta íntima
chegaram a isso pela fé, ou então são desonestos; não sentem pesar pelo
pecado, porque escolhem fazer vistas grossas. Alguns se tornaram endurecidos
pelos pecados, e não sentem mais dor de consciência. Outros, programaram para
si um esquema primoroso de desculpas e justificativas para tudo que fazem,
absolvendo-se de todas as fraquezas e faltas. É prática comum dos que
descobrem possuir um problema que controla suas vidas, estudar História,
Psicologia, Sociologia, e Religião -- para achar justificativa para seu
comportamento.
Mas aquele que é honesto ao fazer sua
busca, não pode arranjar desculpas tão facilmente e viver bem consigo próprio.
Ele tem de enxergar seu lado carnal horrível e admitir: “Sou vendido ao
pecado como escravo. Sem Deus, inexiste qualquer coisa de bom em mim. Sou fraco,
frágil, inclinado ao pecado, preciso da ajuda de Deus todo dia”. Em verdade,
quanto mais santo um homem se torna, mais sabedor ele se torna da própria
pecaminosidade.
Há mais de cem anos atrás, o grande
pregador escocês Alexander Whyte usa de honestidade ao admitir a batalha entre
as duas naturezas em nós. Ele escreve:
“Os escritores têm tido medo de revelar
toda a verdade sobre suas tribulações. Uma pessoa cheia de verdade tem de
admitir que 'nunca houve outra com um coração tão débil e mau quanto o meu,
nenhuma vida com tanta maldade quanto a minha; nenhum pecador cercado por tantas
tentações e provações quanto eu'. Ela deve admitir, por experiência própria
de pecado íntimo, que seu pecado é maligno; que o pecado, às vezes, ainda tem
domínio sobre ela; que um mal indescritível se oculta no coração; que tudo
isso ocorre em seu próprio coração. Essa é a agonia de cada dia, de todo
homem cujos olhos estejam abertos para o próprio coração.”
“Não há nada de que se possa ter tanta
certeza e segurança, quanto do pecado de seu próprio coração ímpio; de seu
egoísmo, de sua inveja, malícia, orgulho, ódio, espírito de vingança e luxúria.”
·
Capítulo 2 - Porque Parei de Julgar os Pecadores
Um dia dei uma longa e honesta olhada para dentro do meu próprio coração, e não gostei do que vi. Vi um ministro pregando santidade para os outros, só para travar uma guerra particular contra a mesma presença maligna que há nos outros pecadores. Descobri desde então, que alguns destes ministros famosos, que gritam tanto contra a corrupção da sociedade e contra o mal na terra, estão lutando suas próprias batalhas pessoais contra a lascívia. É possível ser um evangelista famoso mundialmente, apregoar sobre a moral corrompida do pecador, e ser tão falso quanto o pior hipócrita do mundo.
“Tu, pois, que ensinas a outrem, não te
ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?” (Romanos
2:21- Rev. e Atualiz. Original: versão Phillips).
Estou naquele ponto em que se acha que o
cristão sem caridade, duro e sem perdão, é o responsável por afastar o
pecador do poder redentor de Cristo. A igreja muitas vezes leva aquelas pessoas,
cujos problemas controlam suas vidas, a um abandono e a um desespero
devastadores, através de uma falsa e sacrossanta fúria contra o pecado. Cristãos,
eles próprios vítimas de todos os tipos de tentação, muitas vezes afastam os
freqüentadores dizendo-lhes que seus casos não têm cura. Essa atitude
condenatória diz aos pecadores: “Continue se afundando no pecado! Você não
tem solução! A Bíblia lhe condena, então caia na iniqüidade. Você já está
perdido, por isso não vamos desperdiçar tempo tentando lhe ajudar.”
Uma jovem lésbica que assistiu uma de
minhas reuniões, me disse de sua dificuldade em ser aceita pelas pessoas da
igreja -- mesmo depois de sua conversão a Cristo.
“Gostaria que os cristãos parassem de
'cutucar' os pecados e tratassem todo mundo igual. Eles tendem a pôr os
homossexuais no último lugar quando se trata de se preocupar com eles, e em
primeiro lugar na hora de achar que não têm mais esperança".
“Fico cansada de ver os cristãos
aceitando os adúlteros, as prostitutas, os alcoólatras e os masturbadores que
se convertem, e depois se encolhendo como víboras quando os homossexuais
procuram ajuda. Dá a impressão que estão quase vomitando quando falam comigo;
ficam de olho em cada movimento meu; fixam o olhar e ficam me analisando,
buscando erros. Eles não conseguem esquecer o meu passado, como se Jesus
tivesse vindo a este mundo para salvar todos, menos os homossexuais.”
Não é de se admirar que o pecado
funciona por baixo do pano; não é de se admirar que pessoas que possuam hábitos
controladores de suas vidas tendam a reagir com violência. Estas almas
atormentadas são desprezadas; o escárnio é jogado em cima delas por uma
igreja que não quer ter nada a ver com “bichas” e “sapatões”. Todos nós,
ficamos muito adeptos da idéia de tratar com desdém pessoas que achamos serem
pecadoras e que não têm mais jeito. O desprezo e o sorriso forçado dos cristãos
estão dentre as causas maiores de trauma para as pessoas que caem na
sensualidade.
Estigmatizamos pessoas portadoras de
problemas que estejam controlando suas vidas. Deduzimos a respeito de seus
caracteres, e achamos que estão presas para sempre. Ficamos tão ofendidos com
suas práticas, tornamos seus pecados tão escandalosos, que as transformamos em
degredadas, sem chance de volta. Ajudamos a destruir sua fome de Deus,
arrastando-as na avalanche da reprovação e da raiva sem perdão.
Se você rouba do pecador o seu caráter,
se você remove sua dignidade, se você se concentra só em seus fracassos, se
você o trata como algo não humano, se você bloqueia todas as estradas para um
escape -- ele é levado ao endurecimento. Ele fica calejado e começa a reagir
porque só lhe sobra isso. É fácil pular do endurecimento à violência.
Humilhe o pecador, remova seu senso de valor, e logo você o terá levado ao
total remorso. Se não há Deus nele para o sustentar, ele vai perder a esperança,
e finalmente se entregará àqueles que o aceitarão. Então, ele muitas vezes
usa esta hostilidade como desculpa para permanecer em pecado.
A minha compaixão pelos pecadores
endurecidos tem sido seriamente testada. Já vi gangues de sado-masoquistas em
trajes de couro desfilando pela rua Folson em São Francisco, exibindo a perversão.
Eles andam com cintos cheios de pregos, correntes pesadas, chicotes e outros
instumentos sado-masoquistas.
Drag queens se empavonam, orgulhosos,
mostrando a cara a pessoas decentes. Um número incontável de gays já me
chamou de fanático e impostor. Xingam meus esforços honestos para os ajudar --
jogam meus livros na sarjeta, pulam em cima deles e ofendem o autor com
torrentes de palavrões.
É nessa hora que pensamentos horríveis
começam a surgir em mim. Vou pensando: “Deus, não há jeito para eles. Eles
não Te querem; não querem ajuda. Estou perdendo o meu tempo. Talvez um
terremoto seja a única linguagem que consigam entender. Por que pregar cura
para pessoas orgulhosas que nem admitem que precisam de ajuda?”
Mas quando vou para a região do
Tenderloin em São Francisco, e converso com os que chegaram ao fundo do poço
-- e estão drogados, estourados, no fim da linha -- algo de belo acontece. Os
pecadores tendem a ser honestos na hora do desespero. A verdade vem à tona no
fim do jogo. O falso atrevimento, a fachada de faz de conta, tudo desmorona. E
de repente você encontra apenas mais um pobre e perdido pecador, precisado do
amor e da compaixão de Cristo. Eles deixam escapar dolorosas confissões de
terem sido jogados de um lado para outro, de terem sofrido abusos, de terem sido
usados, rejeitados e mal compreendidos.
Não dá para explicar a alegria de ver
corpos e mentes em frangalhos sendo restaurados pelo poder de Deus. É isso que
faz com que de tempos em tempos voltemos novamente para as ruas, dispostos a
sofrer maltratos dos endurecidos adversários de Cristo. Pode ser só um em mil
que admita a necessidade, ou sofra o suficiente para querer mudar. Mas Deus nos
guiará à esta pessoa -- e não há poder na terra ou no inferno que possa
impedir o Espírito Santo de limpar este coração faminto trazendo a cura.
Paulo o apóstolo diz: “Deus me mostrou
que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (Atos 10: 28).
Procurando
a Solução
Durante anos tentei achar a chave do poder
contra o pecado. Vejo em mim tantas coisas nocivas e anseio ficar livre da
escravidão da carne.
A procura de poder contra o pecado
levou-me à uma peregrinação de dez anos por bibliotecas, artigos, conferências
com eruditos bíblicos, e a um estudo completo da Bíblia - especialmente do
livro de Romanos. Tudo que li e ouvi descrevia claramente a situação humana de
fraqueza, e a sempre presente luta contra o mal. Desde Paulo o apóstolo, até líderes
da igreja como Orígenes, Cipriano, Crisóstomo -- de Agostinho até Lutero,
Calvino, Zuínglio, Wesley, e mesmo teólogos e estudiosos modernos -- todos
descreviam a batalha, e todos admitiam que eles, também, estavam na mesma luta.
Por um lado, isto me reassegurava que eu não era um tipo excêntrico de cristão,
e que a vergonha pelo pecado do coração era compartilhada pelos homens mais
piedosos que já viveram na terra. Mas por outro lado, era desencorajador
aprender tanto sobre a luta, e tão pouco sobre a cura. Como Paulo, todos faziam
a grande pergunta: “Quem vai me livrar dessa desventura que há em mim? Como
posso ficar livre desta natureza pecaminosa?” E, como Paulo, todos respondiam:
“Através de Jesus Cristo, o Senhor.”
Ótimo! Cristo é a cura. Paulo sabia
disso; os pais da igreja sabiam disso; e eu sei. Mas o que exatamente isso
significa? É como dizer: a luz é produzida pelo sol. Como Cristo é a cura?
Como recebo Seu grande poder em meu corpo tão fraco? Como me ligar à essa
fonte sobrenatural de retidão? Não é suficiente dizer que Jesus pode me
salvar e me guardar do pecado. Não basta me dizerem: “A libertação vem pela
fé."
Paulo tenta explicar os passos para o
poder contra o pecado na carta aos Romanos. Ele fala sobre a luta entre um velho
homem e um novo homem. Ele admoesta os cristãos contra a tendência à
carnalidade - uma mente carnal - e previne que a vitória contra o pecado é
possibilitada pela inclinação ao espiritual - uma mente espiritual.
Dois homens em mim? Duas leis agindo em
mim? Duas mentes tentando me controlar? Dois espíritos em combate? Francamente,
é muito confuso. Li muitas interpretações eruditas do que Paulo supostamente
está dizendo, e fiquei ainda mais confuso. Os intelectuais discordam quanto ao
real significado da mensagem de Paulo em Romanos. Até Pedro tinha dificuldades
em entender certos argumentos de Paulo: “Ao falar acerca destes assuntos,
como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas
cousas difíceis de entender.” (2 Pedro 3:16).
Não posso acreditar que o caminho para o
poder sobre o pecado seja um segredo negro e profundo, que se leva anos para
aprender. Veja, estou precisando de ajuda já. Não dá para esperar dicas. Se
eu não entender como Deus funciona, e o que Ele espera que eu faça, para mim
acabou. O pecado pode me derrotar e destruir, a menos que Deus me jogue uma
corda de salvamento com a verdade.
O que preciso mesmo é que Deus chegue até
esta minha alma tão ligada às coisas terrenas, tão confusa, tão inclinada a
pecar, e me mostre como romper este encantamento do pecado.
·
Capítulo 3 - Poder Contra o Pecado.
Eu achei que o jeito de ter poder contra o pecado seria estudando a
origem dele. Em outras palavras, de onde veio o pecado, e como fui infectado por
ele? Mas como esse estudo é longo e complexo. Trata-se de uma história um
tanto quanto complicada de uma guerra nas estrelas que ocorreu antes de eu
nascer, quando o anjo chefe, Lúcifer,levou um exército de um terço dos anjos
de Deus a uma inssurreição
A origem do pecado também tem a ver com o
fato de o homem nascer com livre arbítrio, incluindo alternativa para praticar
o mal. Tem a ver com Satanás trazendo esta alternativa à atenção de Eva, a
primeira dama da criação. Tem a ver tanto com Adão, quanto com Eva, tendo
seus olhos abertos para a luta interior que eles introduziram em seus corpos e
mentes. Como o pecado foi comunicado de Adão para o resto da raça humana, é
outro daqueles problemas teológicos que ainda se discutem.
Decidi-me não tentar buscar a origem do
pecado de Adão. Estou mais preocupado com a minha própria luta. Uma pessoa com
câncer não está preocupada em se envolver num estudo sobre como o câncer se
originou. Ela simplesmente quer a cura para a doença dela. É verdade que o médico
deve entender a causa da doença a fim de achar uma cura. Mas o corpo aflito está
mais interessado em ajuda imediata.
Simplesmente pedi ao Espírito Santo que
me mostrasse como honestamente lidar com o mal, que agora mesmo está presente
em mim. Para mim não importa de onde ele veio, como se originou, ou como entrou
em minha mente -- o que eu sei é que ele existe, que não quero que ele me
domine, e que preciso de ajuda para superá-lo. Pedi que Deus me desse a
resposta em termos simples que eu pudesse entender. Com fé como a de uma criança,
topei com três absolutos que abriram minha mente para uma nova vida de
liberdade em relação ao domínio do pecado. Eles são a chave para a minha vitória
contra o engano do pecado. Se você, também, está procurando verdadeira
libertação, estude estes absolutos cuidadosamente.
Absoluto
1:
Todos Somos Pecadores
A Bíblia diz: “Todos, tanto judeus como
gregos, estão debaixo do pecado” (Romanos 3:9).
Algumas pessoas são melhores do que as
outras? Os heterossexuais são melhores do que os homossexuais? Os abstêmios são
melhores do que os que bebem? Os esposos e esposas fiéis são melhores do que
os vizinhos adúlteros?
A Bíblia deixa a coisa clara, de uma vez
por todas. NINGUÉM É INOCENTE. Todos pecamos.
“Ninguém é bom - ninguém no mundo
inteiro é inocente. Ninguém jamais seguiu realmente as veredas de Deus, nem
mesmo desejou verdadeiramente fazê-lo. Todos se desviaram; todos caíram no
erro. Ninguém, em parte alguma, fez só o que é direito durante toda a sua
vida - nem uma só pessoa” (Romanos 3: 10-12 - Bíblia Viva)
A Bíblia não desperdiça palavras na
descrição do que está no coração do pecador. É um quadro feio com o qual
todos estamos familiarizados. O que está no coração do homem sai pela sua
boca.
“O que falam é abominável e tão sujo
quanto o mau cheiro de uma sepultura aberta. Suas línguas estão cheias de
mentiras. Tudo o que dizem tem o ferrão e o veneno de serpentes mortíferas.
Suas bocas estão cheias de maldição e de amargura. Estão prontos para matar,
odiando qualquer um que não concorde com eles. Por onde quer que vão eles
deixam a miséria e o transtorno atrás de si. Nunca chegaram a saber o que é
sentir-se seguro e desfrutar das bênçãos de Deus. Não se importam com Deus,
nem tampouco com o que Ele pensa deles” (Romanos 3: 13-18 - BV).
É muito importante a maneira pela qual
vejo meu pecado. A Bíblia diz que minto se vanglorio-me dizendo que não há
pecado em mim. A única maneira pela qual posso alcançar a Deus, é primeiro ir
fundo em meu próprio coração, arrastar para fora toda a imundície - as
coisas más escondidas lá - e deixar que Sua luz revele tudo.
A Bíblia diz: “Desde a planta do pé até
à cabeça não há nele cousa sã (em nós)” (Isaías 6:1). Pecado é a
palavra que polui cada parte de nossos corpos e mentes.
A Bíblia diz que o meu coração é
“Enganoso..., mais do que todas as cousas” (Jeremias 17:9). Por que será,
então, que não vemos nosso pecado como sendo algo mal e perigoso, e por que
damos desculpas para ele?
Saimos por aí enganando a nós mesmos na
crença de que o pecado não é tão pecado quanto Deus diz que é, e que não
somos tão maus quanto realmente somos. Inventamos uma lenga-lenga enorme de
palavras suaves e frases nebulosas, formadas para dar uma explicação quanto à
corrupção do pecado.
O pecado raramente se apresenta a nós em
suas cores verdadeiras; ele não aparece e diz: “Sou seu inimigo mortal; estou
prestes a lhe enganar, lhe destruir, e mandar para o inferno”. Antes, o pecado
nos chega como uma aparição angelical, com um beijo, um braço estendido,
palavras de elogio. O pecado raramente parece pecado no começo. Mas, mesmo que
se disfarce o pecado com nomes suaves não se consegue mudar seu caráter.
A teologia aberta e liberal que nos
empurram atualmente, é uma praga moderna que não consegue trazer conforto nem
mesmo a quem a prega. Temos um número excessivamente grande de falsos profetas
nos púlpitos que são hábeis enganadores. Eles tentam absolver o pecado
pintando-o inteiro de cinza. Para eles, ninguém está certo e ninguém está
errado. Todo mundo vai se salvar; Deus ama a todos; pecado é apenas
inospitalidade ou ódio pelo semelhante.
Mas estes mesmos “silenciadores do
pecado” compartilham com todos os pecadores o mesmo tormento interior, o mesmo
sentimento de culpa e corrupção. Deixam a solidão, o vazio, e o desespero
para fora de suas considerações. Eles podem tentar tornar o pecador confortável
em seu pecado, mas não conseguem supri-lo de descanso e paz duradouros. Não
conseguem aquietar a voz interior profunda que clama: “Apesar de tudo isto,você
ainda é culpado.”
O pecado se manifesta de duas maneiras:
primeiro, parecendo insignificante e inocente; e segundo, parecendo encantador,
prazeroso e reconfortante.
O pecado quase sempre cria uma falsa sensação
de paz e “correção”. Dois amantes, pegos em um caso secreto ilícito,
dizem para si: “Isto não é pecado; me dá tanta paz e alegria. Me sinto tão
completo, mais do que tudo na vida”.
Essa paz falsificada leva o pecador a
imaginar que não está pecando. Eles presumem que o quê estão fazendo está
correto, pois sentem-se tão satisfeitos, e assumem que não estão fazendo mal
a ninguém. Mas a satisfação que o pecado cria está baseada numa ilusão. É
uma liberdade falsa alicerçada no erro. E quando a ilusão se esvai, não sobra
nada senão a dor e o desespero. É por isso que o pecado leva à depressão.
O pecado produz orgulho. E o orgulho
aborta todo desejo de verdade e retidão. O resultado final é uma arrogância
que ridiculariza Deus e os inimigos. A Bíblia descreve claramente o estilo de
vida do pecador orgulhoso:
“O perverso, na sua soberba, não
investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações ...quanto aos seus
adversários, ele a todos ridiculariza...A boca, ele a tem cheia de maldição,
enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade...Põe-se de
tocaia nas vilas... Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu, virou o rosto e não
verá isto nunca” (Salmo 10:4-11).
Os pecadores muitas vezes se acham livres
dos pecados aos quais estão mais escravizados. Não há renovação ou conversão
porque não podem ser convencidos de qualquer erro ou culpa.
Alguns prefeririam morrer a abandonar a
sensualidade. Como disse um gay: “Prefiro morrer e ir para o inferno, a deixar
de ser gay. Para mim não existe céu sem gays. É melhor vender a alma a ter
que mudar”.
O pecado reina de modo tão completo, que
leva à uma total desilusão consigo mesmo. Leva as vítimas a desconhecerem a
si próprias, de modo que não sabem o que realmente pensam, o que amam ou
detestam, ou que se habituaram a algo e estão aprisionadas. Os pecadores com o
tempo minimizam tanto a Cristo, que dificilmente voltam a pensar em salvação
ou justiça. Ouvem tanto sobre Cristo e sabem tão pouco sobre Ele - pois o
pecado destrói a compreensão das coisas espirituais. Ele estreita a liberdade
de escolha que possuem, que se reduz a objetos de auto gratificação, e
rouba-lhes o poder de servirem a Deus.
A mente fica tão distorcida pelo pecado,
que leva os homens a temerem o câncer, mas a rirem do inferno. Buscam ajuda por
uma dor de dente -- porém permitem que suas almas entrem em decadência, e se
percam pela negligência. Que pena! Que estupidez!
Só com o passar do tempo o pecado revela
sua verdadeira natureza cancerosa. O homem peca e, porque não cai morto, ele
acha que não é perigoso. Sua consciência cauterizada não lhe causa nenhuma
dor no corpo, o peso do pecado cresce devagar, e o indivíduo não tem idéia do
quanto está carregado dele.
O pecado mantém controle sobre o pecador
prometendo mais e mais liberdade pela vida à fora.
O pecado possui sua própria lei oculta da
gravidade, que provoca rebaixamento automático. Quanto mais baixo se vai, maior
se torna a amplitude. É sempre contagioso, e leva para o fundo todos que
estiverem ligados a ele.
O pecado é mais perigoso no pecador,
quando este está ouvindo o chamado de Deus. O pecado vai se utilizar de
qualquer tipo de engano para não deixar de ter controle sobre suas vítimas. O
pecado se torna sutil quando o evangelho está perto. Ele não sugere: fuja ou
zombe; ele prefere sugerir: Espere! Não se apresse! Mais tarde! Se isso não
funciona, o pecado vai fingir ser a VOZ DO ESPÍRITO, dizendo ao homem interior:
“Renda-se a Deus; transforme-se -- daqui a pouco”.
O pecado oferece serviço à humanidade em
substituição ao serviço para Deus. O caminho para a dignidade e a satisfação
é então através da ajuda aos necessitados: levantamento de fundos,
envolvimento social em muitas e diferentes causas. Torna-se uma religião
substituta de boas obras e atos de caridade. A Bíblia denuncia esta religião
de boas obras.
“A salvação não é uma recompensa
pelo bem que fizemos, portanto nenhum de nós pode obter qualquer mérito por
isso...” “Devido à Sua (de Deus) bondade é que vocês foram salvos,
mediante a confiança em Cristo...” (v. Efésios 2:8,9 BV).
Sejam eles cometidos abertamente ou em
segredo, todos os pecados precisam ser renunciados e confessados -- ou Deus não
poderá lhe ajudar a se apartar deles. A CAUSA DA AGONIA MAIOR É A MANUTENÇÃO
DE ALGUM PECADO OCULTO. Ele cega os olhos da alma, e os enfraquece para que não
vejam a triste situação.
Nenhuma pessoa pode ser um crente
verdadeiro, enquanto o pecado não se tornar para ela a maior dor e apreensão.
Toda alma que vem a Deus deve admitir "a pecaminosidade" de seus maus
procedimentos.
Absoluto
2:
Nossos Pecados nos Tornam Escravos
Jesus deixou bem claro que qualquer homem
que comete pecado se torna escravo dele. Ele diz: “Vocês são escravos do
pecado, todos vocês” (João 8:34 BV).
Temos o temível poder de escolher nossos
próprios senhores. Paulo diz: “Será que vocês não compreendem que podem
escolher seu próprio senhor? Podem escolher o pecado (com a morte) ou então a
obediência (com a absolvição). Aquele a quem você mesmo se oferecer, este o
tomará, será o seu senhor e você será escravo dele” (Romanos 6:16 BV).
Passo a passo, o pecado secreto leva a vítima
a um estado de cativeiro desesperador. Cada vez que se cede a ele, é uma nova
corrente sendo colocada. Leva à uma “fixação” pelo que é corrupto.
Quando a mente descobre que o corpo está preso por um hábito cruel, ela simula
desamparo. “Fui destinado à escravidão”, argumenta a mente. “Deus me fez
assim. Como Ele vai poder me julgar, se não sou responsável por essa maligna
tração magnética que sofro? Sou assim desde a infância”.
Não é assim, segundo a verdade de Deus.
Escravizamo-nos a nós mesmos seguindo nossas cobiças até o ponto sem volta.
Somos afastados e seduzidos pelas cobiças que guerreiam em nossos corpos.
Não vem naturalmente, pois todos nascemos
com livre arbítrio para escolher o certo ou o errado.
Paulo diz: “...vocês...embora...
tivessem escolhido ser escravos do pecado...” (Romanos 6:17 BV).
Você pode rejeitar este conceito de
escravidão como sendo um processo aprendido de comportamento. Você pode pôr a
culpa em algum tipo de defeito de personalidade, neurose, ou algum outro fator
de stress. Você pode ficar repetindo a si próprio que não é responsável por
seus atos -- MAS VOCÊ NUNCA SE LIVRARÁ DO SEU PECADO ENQUANTO NÃO ACEITAR A
RESPONSABILIDADE DE TRATAR COM ELE. VOCÊ TEM DE QUERER LIBERTAÇÃO.
Se continuar acreditando que o pecado é
herdado, e que você é igual à uma rolha levada por uma enorme correnteza, você
finalmente se renderá à escravidão: que adianta lutar se não dá para
vencer? Por que procurar cura, se não há nenhuma? Por que falar de cura se você
não admite que está doente?
Esta abordagem fatalista é uma mentira
esperta de Satanás para manter os escravos em fila. Não há um til de verdade
nisso. Inexiste pecado muito difícil para Cristo curar, cativeiro muito
poderoso para Ele romper. Você pode achar que está inevitavelmente acorrentado
a um hábito, ou aos encantos físicos de algum homem ou mulher, mas Cristo pode
derreter estas correntes como se fossem cera.
Há vinte e dois anos atrás fui para os
cortiços de Nova York para trabalhar com os viciados em drogas. As maiores cabeças
científicas e religiosas daquele tempo diziam que os viciados em drogas não
tinham cura. O então governador do estado, Nélson Rockfeller, tinha acabado de
completar um programa multi- milionário de pesquisas, sem um único resultado
positivo. Em reuniões médicas, uma após a outra, eu ouvia “especialistas”
dizendo: “Não há cura conhecida para o viciado em drogas. Ele é uma pessoa
psicológica e fisiologicamente acabada. O máximo que se pode fazer é oferecer
metadona como droga substituta”.
Comecei o trabalho para Deus em um velho e
deteriorado casarão em Brooklin. Porém, eu ficava com aquele pensamento me
incomodando no fundo da cabeça: “Talvez eles não possam se curar. Talvez
haja personalidades que já tenham uma tendência, e sejam destinadas a viverem
como escravas das drogas”.
Todo viciado em drogas que entrava pela
nossa porta repetia a frase dos especialistas. Toda hora repetiam: “Não tem
jeito. Não dá pra segurar. Uma vez drogado,sempre drogado. Nasci para acabar
assim mesmo”.
Era uma tremenda mentira do diabo. Deus
nos ajudou a mostrar isso com um grau documentado de 85 por cento de cura, e
hoje milhares de viciados em drogas e alcoólatras, ficaram totalmente libertos
da escravidão. A maioria não tem sequer o menor desejo por aquela coisa que no
passado os escravizava.
Creio que o mesmo é verdade no
homossexualismo. Ouço os especialistas, mesmo dentro da religião, me dizendo
que este problema é diferente. Me dizem que os homossexuais nascem assim. Que
se trata de um padrão psicológico de comportamento tão profundo, que nada
pode alterar seu curso. Igrejas e ministérios capitulam, e alguns agora
rejeitam a possibilidade ou a necessidade de cura. No entanto, centenas de gays
e lésbicas estão agora mesmo encontrando poder para transformar suas vidas
através de Jesus Cristo. Uma fome espiritual está se desenvolvendo no coração
dos homossexuais por todo o mundo. Acho que é o resultado de uma obra soberana
do Espírito Santo, para mais uma vez provar que Cristo pede cura, não capitulação.
Tão certo quanto o Espírito Santo quebrou as pernas do vício das drogas e do
álcool, Ele quebrará o mito de que o homossexualismo é incurável.
Pode-se justificar qualquer tipo de
escravidão, se você comprar a mentira de que Deus lhe pregou uma peça, e o
escolheu como vítima para ser acossado. Que alívio poder pôr a culpa nos
pais, em Deus, no destino. E que final devastador este engano pode trazer!
Os convertidos estão constantemente sendo
tentados a cair de novo neste engano. A batalha estará perdida, desde que a
mente se convença de que nada pode ser feito em relação ao problema do
pecado. Quando desejos antigos retornam, a presença do mal sugere: “A sua
liberdade nunca será definitiva. Entregue-se ao inevitável. Você não muda.
Como o leopardo, suas manchas não podem ser removidas. Volte; você está
perdendo tempo; o destino está contra você. Isso nasceu com você; é a sua
natureza; pare de lutar contra. Saia do armário, e viva com isso”.
A vitória é possível só quando a
verdade se desenha de modo claro e definitivo:
- NÃO NASCI PARA SER ESCRAVO.
- POSSO DESAPRENDER TUDO QUE APRENDI!
- ESCRAVOS PODEM SER LIBERTOS!
- SATANÁS NÃO PODE ME FAZER CULPAR A
DEUS POR TER ME MARCADO!
- NÃO SOU DEFEITUOSO!
- NÃO ESTOU PRESO PARA SEMPRE. EU
APRENDEREI A SER LIVRE!
Com Deus não há essa coisa de “no
fundo do poço”, ou “envolvido demais”, ou “tarde demais”, ou “muito
difícil”.
"Para os homens é impossível;
contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Marcos 10:27 -
Rev. e Atualiz. - Original: versão de Phillips).
Absoluto
3:
Um Plano Foi Desenvolvido Para a Nossa Liberdade
A lei do Velho Testamento levou a
humanidade à culpa e à condenação, porque mesmo mostrando o pecado com
clareza, faltava a ela o poder para produzir obediência. Era impossível a
qualquer ser humano cumprir inteiramente todas as leis e mandamentos de Deus.
Paulo diz: “Vocês podem ver agora?
Ninguém pode jamais ser declarado justo aos olhos de Deus por fazer o que a lei
ordena. Quanto mais conhecemos as leis de Deus, mais claro fica que não as
obedecemos, pois que suas leis nos fazem ver que somos pecadores” (Romanos
3:20 BV).
Suponha que você tropece em um homem lá
no meio da selva distante, longe dos recursos do conhecimento. Ele está sentado
no chão, cercado por uma variedade de coisas que ele não tem idéia como usar.
Ele tem um pedaço de carne crua, uma vasilha de água, um pequeno pote com
terra, correntes de ferro, roupas feitas de peles, e um fogo queimando.
Ele fica com sede, então pega o pote e o
joga no rosto, deixando-o com os olhos assombrados. Ele fica com fome, então
mastiga as próprias roupas. Ele fica com frio, então senta-se na vasilha com
água. Ele sente dor no tronco, então ele o bate com correntes de ferro. Quando
fica cansado, ele se deita no fogo. Ele tenta forçar a carne ouvido a dentro,
para acabar com uma dor de ouvido.
Que tormento este pobre homem teria de
suportar por não ter idéia de como usar as coisas à sua disposição. Ele não
entende a lei do fogo, da dor, da fome, ou da sede. Suponhamos que você se
aproxime deste homem, e lhe mostre como cozinhar e comer a carne, como usar as
correntes para puxar a lenha para a fogueira, como vestir as roupas quando
estiver com frio, como beber água para matar a sede. A partir daí, ele irá
saber que é errado fazer do jeito antigo..
Você mostrou a ele como é errado deitar
no fogo, só para colocá-lo sob cativeiro? Você o fez para roubar-lhe a
liberdade de escolha? Não! Você o fez para salvá-lo da auto-destruição.
Dessa maneira, as leis de Deus e os Seus
mandamentos são para o nosso próprio bem. Não objetivam limitar nosso livre
estilo, ou impedir nossa liberdade. Elas são feitas para nos ensinar a maneira
apropriada de usar as coisas criadas por Deus. As leis de Deus são designadas
para nos mostrar que se usarmos de maneira inapropriada o mundo e as coisas que
estão nele, isso nunca poderá trazer felicidade ou satisfação - que apenas
acrescentaremos à dor e ao erro de procedimento, as coisas designadas para nos
auxiliar.
Quero lhe mostrar a fraqueza de tudo isto,
e porque um novo plano tinha de ser desenvolvido. Você pode mostrar àquele
homem mal orientado, o quão prejudicial pode ser a maneira que ele usa para
fazer as coisas; você pode lhe mostrar como fazer da maneira certa - mas você
não pode forçá-lo a fazer do jeito certo. Ele pode voltar a golpear o peito
com a corrente, jogar terra nos olhos, e sentar na água fria num esforço para
se esquentar, simplesmente porque ele está acostumado a fazer desse jeito.
Deus tinha de enviar Cristo para morrer na
cruz. Teimosos como somos, continuamos fazendo as coisas do jeito que queríamos,
e a nos destruir. Deus nos deu a lei para nos mostrar a maneira tola pela qual
conduzíamos nossas vidas, e para nos avisar das conseqüências, mas preferimos
continuar fazendo do jeito que estávamos acostumados. Então a lei falhou em
nos levar a fazer o que era certo. A lei era uma aula ilustrada à qual ninguém
prestava muita atenção.
Eis porque um novo plano para salvar a
humanidade foi desenvolvido. Um novo caminho tão simples que até uma criança
pode compreender. O novo plano consisitiu em crer, em vez de fazer.
·
Capítulo 4 - O Novo Plano.
"Agora, porém, Deus nos mostrou um caminho diferente para o céu
- não o fato de sermos 'bonzinhos' e procurarmos guardar suas leis, mas um novo
caminho” (Romanos 3:21, 22-BV)
Que situação difícil! Tudo que Deus
queria era compartilhar Seu amor, e tornar Sua criação feliz e plena, mas
agora o pecado O estava levando além do Seu amor. Se o ser humano continuasse
nesse curso, Deus no final das contas não teria ninguém querendo Seu amor, e
toda a humanidade estaria se escondendo de Sua presença. Ele não podia
permitir isto.
O homem acaba em um dilema angustiante. O
homem natural, criado com fome pelo amor divino, não consegue compreender ou
captar este amor. Então o homem sai buscando métodos de satisfazer esta fome
por meios carnais.
Alguns acham que a fome se origina no
ventre. A comida se torna seu deus. “Cujo deus é o ventre”, dizem as
escrituras. Confundem o apetite por Deus com apetite por alimentos, e se tornam
glutões. Na solidão, comem. Na depressão, comem. Quando aquela fome
desconhecida, íntima e profunda começa a roer por dentro, tentam afogá-la num
avalanche de comida. Não adianta. Nunca se satisfazem.
Esta fome leva a humanidade para o álcool!
Recentes pesquisas revelam que uma maioria impressionante da população agora
bebe regularmente. Quanto mais o homem se desgarra do amor de Deus, mais ele
bebe. Ele pode afugentar a fome por algumas horas, mas ela sempre volta com
intensidade maior.
Outros, acham que o apetite está na região
lombar, no tronco. Desenvolvem um apetite insaciável por sexo. São vencidos
pelo instinto de serem segurados, tocados, abraçados, profundamente amados.
Pulam de uma pessoa para outra, na tentativa de satisfazerem este desejo
profundo e íntimo. Alguns cobiçam homens; outros, cobiçam mulheres.
Infelizmente para eles, o espírito não está ligado ao tronco. É por isso que
o sexo não pode produzir amor. O tronco de uma pessoa tem tanta chance de
produzir amor quanto o ventre. Nem pessoas legalmente casadas conseguem produzir
amor com sexo. Eles podem se entregar ao sexo com freqüência, e ainda assim não
satisfazerem sua real necessidade de amor. O amor é uma dádiva espiritual
divina que não é produzida com sexo. Duas pessoas fazendo sexo é igual a duas
pessoas almoçando. Ambas atividades estão satisfazendo uma fome espiritual,
mas de modo algum produzem real amor. O sexo pode temporariamente satisfazer a
fome humana, mas não consegue satisfazer a fome do homem interior.
Em relação à atual geração pode se
dizer que “...o tronco é o seu deus”. Em vez de adorar a Deus, e aceitar
Seu amor, buscam satisfazer a fome na adoração do corpo, e tornando o sexo o
seu deus. Mas não demora muito para descobrirem que o sexo não produz
felicidade, alegria duradoura, ou paz.
Perversão não é praticar um ato sexual
ilegal; é recusar o amor de Deus, substituindo-o por amor a si próprio. É a
adoração do próprio corpo. É fazer do tronco o seu ídolo. E todos os
problemas do homem resultam da recusa de ele reconhecer que suas reais
necessidades são espirituais, e não física.
A
Solução Final
Sendo o homem culpado, estando ele com
medo de Deus e escondendo-se dEle, Deus decidiu Ele mesmo entrar na raça humana
através de Seu Filho Jesus. O trabalho de Jesus era muito simples: Ele foi
enviado para trazer a humanidade de volta para Deus.
“Pois Deus estava em Cristo, recuperando
o mundo para Si, não levando mais em conta os pecados dos homens contra eles, e
sim apagando-os. Esta é a mensagem maravilhosa que Ele nos deu para transmitir
aos outros” (2 Coríntios 5:19 BV).
Pense nisso! Deus estava naquele Homem
Jesus, movendo-se na tentativa desesperada de restauração da humanidade ao Seu
glorioso amor. A comprovação é impressionante:
“Deus, no entanto, mostrou seu grande
amor por nós, enviando Cristo para morrer por nós enquanto ainda éramos
pecadores” (Romanos 5:9 BV).
Deus se cansou de permitir que obstáculos
se colocassem entre Ele, e o Seu objeto de amor. Ele resolveu que nunca mais
coisa alguma separaria o homem do Seu amor. Porém, o pecado ainda era a grande
força que separava o homem de Si, Deus. Toda vez que o homem pecava, ele corria
e se escondia de Deus. Adão fez isso; Caim fez isso; Davi fez, e nós ainda
estamos fazendo. Deus disse: “CHEGA!”
Deus resolveu colocar todos os pecados da
humanidade sobre o Seu próprio Filho, deixando que Ele morresse como condenado
cheio de culpa, e através disso deixando o homem livre de pagamento e castigo.
Seria mais ou menos como um juiz escolhendo uma pessoa inocente para pagar por
todos os crimes de cada um dos prisioneiros de todas as cadeias, sentenciando-a
à morte, abrindo as prisões, e deixando que todos os prisioneiros saíssem em
liberdade. Será que soa ridículo que uma pessoa possa pagar pelos crimes de
todos os infratores? Claro que sim! Mas por um ato de amor que denominamos de
GRAÇA, Deus fez exatamente isto.
Deus resolveu libertar, soltar, perdoar a
dívida pelos pecados do mundo inteiro. Cristo foi crucificado, e ressuscitou; e
Deus disse: “O Meu plano foi completado. O homem agora pode retornar ao Meu
amor, porque livremente o perdôo. Eu libero-o de toda culpa; não tenho
absolutamente nada contra ele. O pecado já não pode mais interpor-se entre nós”.
Perdoados? Perdoados de adultério? de
homossexualismo? de assassinato? Estupro? Incesto? Vício em drogas? Alcoolismo?
Roubo? Jogatina? Lascívia? E perdoados de todos os outros pecados conhecidos
pela humanidade? Exatamente isso! Perdão integral sem ter de trabalhar por
isso, sem o merecer! É uma dádiva de Deus, tornada possível pela morte de
Cristo, recebida pela fé.
Alguém perguntou a Jesus: “O que devo
fazer para ser salvo?” Em outras palavras: “Qual é o meu papel neste plano
feito para me ajudar? Há algum truque? Como poderei desfrutar desta libertação
do pecado e da culpa?” Jesus respondeu com uma única palavra: “Creia!”
Você ouviu isso a vida inteira: creia e
seja salvo. Mas o que quer dizer isto?
Crer é consentir com algo que você
ouviu.
Fé é o que você faz em relação a algo
que você sabe.
Por exemplo, o diretor da cadeia chama um
prisioneiro, lhe mostra um documento oficial e diz: “Tenho em mãos o seu perdão!
Você crê nisso?”
O prisioneiro acena a cabeça e diz:
“Sim, eu creio”.
O diretor da cadeia abre o envelope do
documento, lê o perdão em voz alta, volta-se para o prisioneiro e diz: “Você
é um homem livre. Você pode ir embora na hora que quiser”.
O pobre prisioneiro, equivocado, aperta as
mãos do diretor da cadeia, diz: “Obrigado”, e VOLTA DIRETO PARA A CELA, E
AOS ANTIGOS COMPANHEIROS!!
Ele ouviu a boa palavra; creu em cada um
dos termos; até foi educado e disse obrigado. Mas se tivesse fé no que ouviu,
ele teria saído do escritório do diretor da cadeia sem olhar para trás.
Até os diabos “crêem” em Deus e
tremem na Sua presença. Você não será transformado simplesmente concordando
com a Palavra. Não é para você dizer: “Claro, estou ouvindo; eu entendi”,
e aí voltar para os pecados, sem fazer algo em relação ao que você sabe ser
a verdade. O que você faz em relação ao que sabe, é a responsabilidade que
Deus coloca sobre você.
“Porque, assim como o corpo sem espírito
é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:26 - Rev. e
Atualiz. - Original: Phillips).
·
Capítulo 5 - Você Tem o Direito de Ficar Livre.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).
Não há nenhum outro direito pertencente
à humanidade mais importante que o DIREITO DE FICAR LIVRE DO PODER DO PECADO.
Permissão para pecar à vontade não é liberdade, antes, leva à uma escravidão
que fica lhe cobrando.
A liberdade oferecida por Cristo é a
ruptura de todas as correntes do pecado, e a saída da prisão de todos os maus
hábitos. Sugerir que um pecado controlador de vidas é aceitável a Deus, é
acusá-Lo de cruel negligência e de desinteresse. Que Pai amoroso aceitaria que
um filho Seu permanecesse preso às correntes, e usado como escravo?
Pode o cristão continuar entregue a paixões
secretas, e permanecer favorecido por Deus? A minha resposta é: por que ele
iria querer isso? É como perguntar: “Será que uma pessoa pode estar ótima,
acorrentada na prisão?” Por que um prisioneiro iria preferir ficar trancado,
com um juiz diante de um portão aberto lhe apontando a liberdade? Não há propósito
em se condenar o pecado sexual como sendo apenas uma abominação, algo não
natural, uma perversão ou depravação. Estes são apenas efeitos colaterais do
problema real: CATIVEIRO.
A Bíblia diz que A VERDADE LIBERTA O
HOMEM. Cristo morreu para nos conceder esta liberdade, e Ele não está disposto
a permitir que os homens zombem disto. Eu, em absoluto, não estou interessado
nos antiqüíssimos argumentos sobre qual era o pecado de Sodoma, ou em mexer
com teologias sobre o que a Bíblia diz ou deixa de dizer em relação a
homossexualismo, alcoolismo, vício em drogas, ou outros hábitos controladores
de vidas. Tudo que sei, é que quando as pessoas aceitam a verdade de Cristo,
isso as deixa livres -- ponto final! Os homens não podem explicar a liberdade
cristã como sendo o direito de se pecar à vontade - Deus então define
claramente o que é a liberdade.
“Porque a velha natureza pecaminosa
dentro de nós está contra Deus. Ela nunca obedeceu às leis divinas e nunca o
fará. É por esta razão que NUNCA PODEM AGRADAR A DEUS aqueles que ainda estão
sob o controle de sua própria natureza pecaminosa, inclinados a seguir seus
antigos desejos malignos” (Romanos 8: 7,8 BV).
Um
Novo Amor
É impossível levar qualquer problema
controlador de vidas a parar completamente, e removê-lo sem colocar alguma
outra coisa no lugar. O pecado não cede quando revelado; o medo não acaba com
ele; ele não se auto destrói. Não existe essa coisa de simplesmente se
separar de um velho hábito.
É preciso mais do que um simples ato de
resignação. É preciso mais do que um dia de repouso, ou do que tristeza na
hora de dormir. É preciso mais do que um superficial arrependimento teatral. O
coração não consentirá em ter uma sua afeição roubada, sem que uma outra
preencha o vácuo. Ele não consentirá em ficar desconsolado sem amor, a menos
que um maior amor desaloje o velho.
O coração do homem se revolta contra o
vazio; ele não suporta ficar em estado de penúria, ou de sofrido esvaziamento.
A natureza efetivamente abomina o vácuo, por isso romper com qualquer afeição
do coração, e deixá-lo vago, se trata de uma empreitada desesperadora. O coração
humano precisa se agarrar e unir à uma afeição maior. Ele tem de ter algo a
que se apegar, a que se prender.
Toda pessoa que tenta arrancar do coração
algum tipo de pecado prazeroso ou afeição, sem colocar outra coisa no lugar,
está flertando com uma situação desastrosa.
O estado final deste homem pode ser pior
do que o primeiro, com uma legião de demônios se juntando para preencher o
vazio.
Cristo não é um tipo qualquer de
“desligador de pecado” que sai removendo hábitos e prazeres dos pecadores,
deixando-os limpos, porém vazios. Deus não tira nada de ninguém; Ele
simplesmente oferece algo muito melhor. Deus não produz vazios; Ele os
preenche. Nós entendemos Deus errado. Ficamos Lhe pedindo que tire algumas
coisas de nós, em vez de pedir que inunde nossas almas com as poderosas
cataratas do Seu amor, e nos dê algo muitíssimo maior.
O amor de Deus e o amor deste mundo são
duas afeições; não apenas rivais, mas inimigas. Eles não podem habitar
juntos no mesmo coração. Mas o amor de Deus é tão poderoso, tão consumidor,
que sujeita todos os outros amores. Se outras afeições não cedem, Ele as
expulsa.
Quando aceitamos nossa adoção na família
de Deus pela fé em Cristo, Ele coloca o coração sob o domínio de uma única
e gloriosa afeição, através disso livrando-nos da tirania de velhas afeições.
Você não será livre enquanto não
dispuser sua mente a possuir esta afeição pelas coisas do alto. Não permita
que a incredulidade lhe oculte a visão do maravilhoso amor de Deus. A melhor
maneira de lançar fora as afeições impuras, é convidar uma pura para entrar.
·
Capítulo 6 - Livre Para Escolher.
Agora chegamos aos detalhes pequenos e importantes, ao âmago deste livro.
Será que a crença em Jesus Cristo como
Senhor, fará com que todos os meus maus desejos sejam removidos? Será que
nunca mais serei tentado? Se me arrepender, e entregar minha vida a Cristo pela
fé, será que Ele me transformará?As paixões que têm garras de ferro sobre
mim serão rompidas? Como ter poder para resistir à tentação? Será que eu
realmente posso me tornar uma nova pessoa?
Primeiro, quero lhe mostrar o que a Bíblia
diz sobre o assunto.
1. A Fé em Cristo Desaloja a Natureza
Pecaminosa.
“Se, porém, Cristo está em vós, o
corpo, na verdade, está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do
pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça” (Romanos 8:10 - Rev. E
Atualiz. - Original: Phillips).
2. Ele ajuda a Secionar o Nervo dos Maus
Instintos.
“Se viverdes segundo a carne, caminhais
para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo,
certamente vivereis” (Romanos 8:13 - Rev. e Atualiz. - Original do autor: versão
Phillips).
3. Ele Rompe a Tirania do Pecado de Uma
Vez Por Todas.
“Os antigos desejos malignos de vocês
foram pregados na cruz juntamente com Ele; aquela parte que em cada um de vocês
gosta de pecar, foi esmagada e mortalmente ferida, de maneira tal que esse
corpo, amante do pecado, não está mais sob o controle do pecado e não
necessita mais ser escravo dele. Quando vocês morrem para o pecado, libertam-se
de todos os seus atrativos e do seu poder sobre vocês” (Romanos 6: 6,7 BV).
Agora chegamos à grande questão -- à
pergunta que tem confundido a mente de crentes que amam a Deus, desde Paulo o apóstolo
até hoje. É a pergunta que persegue aqueles que abandonam o caminho cristão,
porque ele não parecia romper os grilhões do pecado:
SE Cristo torna os crentes mortos para o
pecado, se o nervo dos instintos malignos é cortado, se a natureza má é
esmagada -- por que eles ainda descobrem velhos desejos maus brotando? Por que
ainda existe uma presença do mal em seus corpos? Por que ainda são capazes de
praticar coisas pecaminosas como os demais pecadores? Por que ser cristão, se não
rompe o poder do pecado?
Os crentes realmente descobrem que velhos
desejos retornam, e são forçados a dizer com Paulo:
“Não me compreendo de modo algum, pois
realmente quero fazer o que é correto, porém não consigo. Faço, sim, aquilo
que eu não quero - aquilo que eu odeio. Eu sei perfeitamente que o que estou
fazendo está errado” (Romanos 7: 15,16 BV).
“Agora, se estou fazendo aquilo que não
quero, é simples dizer onde a dificuldade está: o pecado ainda me retém entre
suas garras malignas” (Romanos 7: 20 BV).
“Quanto à minha nova natureza, eu gosto
de fazer a vontade de Deus; contudo existe alguma coisa bem no meu íntimo, que
está em guerra com a minha mente e ganha a luta, fazendo-me escravo do pecado
que ainda está dentro de mim. Em minha mente desejo de bom grado ser um servo
de Deus mas, em vez disso, VEJO-ME AINDA ESCRAVIZADO AO PECADO” (Romanos 7:
22-25 BV).
Paulo não estava falando de uma experiência
antes de aceitar a Cristo -- pois declara: “gosto de fazer a vontade de
Deus”. Também fala de sua “nova vida” que lhe manda fazer o certo. Isso não
é testemunho de um pecador. Paulo, em alguma época, enfrentou esta luta após
a conversão, e abriu para nós sua guerra interior. Tem sido a guerra pessoal
de todo cristão honesto.
Quase que soa como sendo conversa
enganadora. Soa como se os cristãos não fossem nem um pouco diferentes dos
pecadores. Parece que a batalha nunca acaba.
Não é assim! Há uma explicação
provando que o poder do pecado foi quebrado. Paulo diz:
“Que situação terrível, esta em que
eu estou! Quem é que me livrará da minha escravidão a essa mortífera
natureza inferior? Mas, graças a Deus! Isso foi feito por Jesus Cristo, nosso
Senhor. Ele me libertou” (Romanos 7:25 BV).
Que descoberta Paulo fez, que conseguiu
levá-lo a se alegrar e dizer: “Agora...já nenhuma condenação há”
(Romanos 8:1- Rev. e Atuliz. - Original: Phillips)? Que grande descoberta fê-lo
parar de dizer “Quero fazer o certo, mas não consigo”? Como Paulo conseguiu
enfrentar este dilema?
Ele fala sobre UM NOVO PRINCÍPIO DE
LIBERDADE. Este novo princípio de liberdade através de Jesus Cristo fez parar
o carrossel do pecado, desligou o gira-gira sem fim, e o libertou de uma vez por
todas de seu poder.
Em colocações simples, eis como este
PRINCÍPIO DE LIBERDADE funciona. Três grandes verdades estão envolvidas.
I. Os Que Crêem Não São Mais Escravos do Pecado.
“Portanto...vocês não têm, para com a
velha natureza pecaminosa, qualquer obrigação de fazer o que ela lhe pede”
(Romanos 8:12 - BV; Original: Phillips).
Dizemos que a princesa Isabel “libertou
os escravos” com a proclamação da Abolição. Este documento legal declarou
a escravidão acabada. Todos os escravos foram libertos.
Quando a notícia começou a se espalhar
pelas fazendas, muitos dos escravos não acreditaram. Continuaram escravizados
aos senhores, convencidos de que a promessa de liberdade era um trote. Inúmeros
fazendeiros inescrupulosos disseram aos escravos que se tratava de rumor falso,
e os conservaram sob cativeiro. Mas pouco a pouco, a verdade foi crescendo
neles, ao verem antigos escravos caminhando por lá, aproveitando a liberdade
recém encontrada. Um a um, jogaram fora as cargas, viraram as costas para a
escravidão, e saíram para iniciar vida nova.
Talvez você ainda não tenha ouvido, ou
talvez soe bom demais para ser verdade, mas Cristo libertou todos os escravos do
pecado no Calvário. Você pode “se mandar” do diabo! Você pode jogar fora
a carga do pecado, sair do domínio de Satanás, e ingressar numa nova vida de
liberdade.
Quero lhe mostrar o que a Bíblia quer
dizer quando ela fala de morrer para o pecado. Quando a princesa Isabel libertou
os escravos, a “questão” da escravidão morreu; não o tirano, não o
escravo. Este podia sair livre, dizendo para si: A ESCRAVIDÃO É ASSUNTO MORTO.
O VELHO ESCRAVO EM MIM MORREU. SOU UM HOMEM LIVRE.
Quando alguém recebe Cristo como Senhor,
o que morre nele? O pecado não morre; Satanás não morre. Nem a tendência
para o mal. A “questão” ou a “controvérsia” morre. O pecado criou uma
controvérsia no coração do homem em relação a quem manda, e a batalha entre
o bem e o mal é o resultado. Deus simplesmente libertou a mente do controle do
pecado, matando a controvérsia da escravidão ao mal.
Quando a Bíblia diz, “morremos para o
pecado”, simplesmente significa que para nós O ASSUNTO MORREU! Não há mais
argumento -- É INEGOCIÁVEL - A HUMANIDADE FOI LIBERTA NO CALVÁRIO! A questão
sobre quem manda morreu!
Paulo usa termos legais para descrever a
liberdade do cristão quanto à escravidão ao pecado. Os mesmos termos legais são
usados todo dia no Congresso Nacional: O PROJETO É ASSUNTO ENCERRADO. A EMENDA
FOI DERRUBADA. A RESOLUÇÃO CAIU.
A Bíblia diz: “...quem morreu está
justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com
ele viveremos” (Romanos 6: 7,8).
Isso quer dizer simplesmente: já que a
questão da escravidão ao pecado é assunto morto, vendo que Cristo já lhe
declarou liberto, você agora está livre para viver como nova pessoa em Cristo.
Em outras palavras, você morreu para a escravidão, então por que voltar e
ficar plantando milho e café para o diabo?
Agora, o escravo poderia dar uma
escorregada no campo, e pegar alguns pés de milho -- talvez por medo ou pelo
instinto -- mas isso, de maneira nenhuma, o tornava escravo outra vez. Ele
estava livre, mas tinha de exercitar a liberdade. A proclamação não podia forçar
obediência, e nem o senhor podia forçar o escravo a voltar. Tratava-se de uma
questão da vontade do escravo.
Cristo não pode levá-lo a fazer o certo,
e Satanás não pode levá-lo a fazer o errado. Cristo declara que somos livres
pela fé, mas precisamos agir como pessoas livres.
Há muitas eras atrás, nas cortes do
inferno, Satanás decretou uma lei segundo a qual, como príncipe do mundo,
todas as almas eram seus súditos. A corte suprema de Deus MATOU ESTA LEI DO
PECADO. Ela morreu porque Satanás não pôde mais impingi-la. Deus a declarou
inconstitucional, e a substituiu por Sua própria lei: A LEI DO ESPÍRITO, dando
a Ele todos os direitos em relação ao corpo dos crentes.
Após anos de tentativa para entender o
que Paulo queria dizer por MORRER PARA O PECADO, ou MORTE DA VELHA NATUREZA, eu
agora vejo o quanto isto é simples. O pecado não morre, só a ESCRAVIDÃO ao
pecado é que morre! Seu poder sobre mim morre. Então agora não preciso viver
tentando morrer, ou lutar para me sentir morto. Nada em mim morre, exceto a lei
que me mantinha sob o controle do pecado. O pecado ainda está presente em mim,
mas não estou mais sob o seu controle.
Pense na libertação do pecado como uma
anulação. Cristo leva o crente até o Pai, o Juiz, e recebe uma anulação do
pecado, de tal maneira que pode aceitar este mesmo crente como Sua noiva. Cristo
nos amou enquanto ainda vivíamos no pecado; Ele morreu para provar este amor, e
isto Lhe deu o direito de anular as reivindicações do pecado sobre nós.
Esta anulação nos torna mortos às exigências
de nosso antigo caso, mas não impede o velho namorado ilícito de aparecer para
assediar, seduzir, ou tentar forçar mais reivindicações. Satanás jamais
aceita essa anulação sem brigar. Ele chega trazendo ameaças, acordos, ofertas
sedutoras. Mas legalmente, Satanás não pode mais reivindicar nenhum crente.
Paulo escreve: “...estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de
modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra”
(Romanos 7:6).
Nenhum cristão pode agora dizer: “Não
dá para evitar. Não consigo romper com o pecado”. Paulo finalmente ficou
livre deste tipo de conversa, e assim devemos ser! Satanás não pode lhe fazer
pecar agora; mas sua velha natureza de escravo pode tentar se reafirmar. Se
Cristo não quebrou o poder do pecado, a crucificação foi uma piada.
Você sempre será um escravo, enquanto não
parar de desculpar sua fraqueza alegando ser frágil. Você não é frágil como
filho de Deus. Você não é mais o bode expiatório do diabo; então entre em ação,
e discipline sua vontade feroz e teimosa. O cristão que diz “Não consigo”,
está na realidade dizendo “Não quero”. Fingir ainda ser escravo, é um álibi
que os cristãos usam para postergar o enfrentamento da responsabilidade da
libertação.
“E assim não devemos ser como escravos
medrosos e servis, mas devemos nos comportar como verdadeiros filhos de Deus,
adotados no meio de sua família” (Romanos 8:15 BV).
“Foi assim que Cristo nos libertou.
Agora, cuidem de permanecer livres e não fiquem novamente presos pelas cadeias
da escravidão” (Gálatas 5:1 BV).
II. A Libertação da Escravidão ao Pecado Precisa Ser Aceita
Pela Fé
“Tudo se trata então de uma questão de
fé da parte do homem, e de generosidade da parte de Deus.”
Já declarei neste livro que a fé é algo
que você faz em relação ao que sabe. O saber não quer dizer nada, a menos
que você aja quanto a isso.
Os filhos de Israel receberam a boa
palavra de que Deus lhes havia dado Canaã para ser a sua terra. Tal informação
não lhes iria significar absolutamente nada se tivessem continuado no Egito
como escravos. Mas a Bíblia diz, “Pela fé...(Israel) abandonou o
Egito...Pela fé, atravessaram o mar Vermelho” (Hebreus 11: 27-31).
Os israelitas não marcharam até os
limites de Canaã, nem lançaram uma saraivada de flechas, e ficaram esperando
que o exército inimigo caísse morto. A terra era deles, mas eles tinham de se
apossar dela “soldado a soldado”.
O que isso tem a ver com vitória contra
as amarras do pecado? Tudo! Cristo definiu a questão da escravidão ao pecado
me declarando liberto do seu domínio, mas tenho de crer nisso até a hora em
que resolvo fazer alguma coisa em relação a esse ponto.
Não basta dizer: “Sim, creio que Cristo
perdoa os pecados. Creio que Ele é o Senhor. Sei que Ele pode quebrar o poder
do pecado na minha vida”. Você está mentalmente concordando com o que ouviu.
Mas fé é se mover em cima desta promessa de liberdade, e agir baseado nela.
Como? Rompendo com velhos amigos que lhe
arrastam para baixo; convencendo-se que a liberdade é, na realidade, sua.
Reivindique-a! Se Deus disse, aja baseado nisso. Livre-se da passividade, e
entre em sua nova vida de paz e liberdade, com determinação e segurança.
Enfrente os fatos. Todos os seus outros métodos
para achar paz e libertação falharam. Você derramou um mar de lágrimas; fez
mil promessas que quebrou; tentou auto-controle, auto-negação, e vários
programas de auto-ajuda. Depois de tudo que experimentou, ainda acabou com
algumas vontades, não realizadas, que não conseguia entender. Você se
descobre incapaz de parar de pecar. Às vezes, foi levado ao pecado por puro tédio
e depressão mental.
O problema, é que você ainda não chegou
à raiz do problema. Você pode ter ouvido que Cristo o libertou morrendo na
cruz, mas você nunca desfrutará desta liberdade enquanto não der a Deus o quê
Ele lhe pede: ou seja, UMA MENTE QUE CONFIE. Ele quer que você creia que suas
preces são ouvidas, e serão respondidas.
“De fato, sem fé é impossível agradar
a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que
Ele existe, e que se torna galardoador dos que O buscam” (Hebreus 11: 6).
Fé é simplesmente aceitar Deus segundo
Sua palavra, e agir em cima disso. O crente verdadeiro é a pessoa que pode
dizer: “Deus disse, logo creio. Eu aposto minha vida, o meu futuro, a minha
eternidade nisso. Se Deus decretou que sou livre, se me diz que o pecado não
tem mais domínio sobre mim, se diz que minha fé torna tudo possível -- ENTÃO
ACEITO -- ABANDONO ESTA LUTA INÚTIL -- E ENTREGO TUDO A ELE. EU CREIO!”
III. Os Crentes São Auxiliados de Modo Sobrenatural na Hora
da Tentação
“Não vos sobreveio tentação que não
fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das
vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá
livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13).
Esta é a promessa mais poderosa e
encorajadora em toda a Bíblia para os crentes que enfrentam tentações. Deus
deixa muito claro que nenhum filho dEle é deixado sozinho na luta contra a luxúria,
a paixão, ou qualquer mal hábito. Ajuda sobrenatural é necessária e é
fornecida.
Crentes de todo o mundo estão se tornando
fracos contra a tentação, e estão cedendo à carne em números crescentes.
Parece que alguns cristãos agora acham que a tentação é um tipo de doença
incurável, que não sai enquanto não destrói a vítima. Eles se mostram
subservientes e com medo quando a tentação ataca, pensando: “Não! Lá vou
eu de novo. Ela me pegou, e já sei que vou ceder. Não tenho força de vontade;
sou muito fraco para resistir”.
Este é o pensamento derrotista dos
crentes que não sabem como reivindicar o DIREITO à assistência. Qual é este
DIREITO prometido a todos os crentes? É O DIREITO À AJUDA SOBRENATURAL NA
TENTAÇÃO.
Será que com isso estou querendo dizer
que Cristo não só livra o crente do poder do pecado, como também o ajuda a não
voltar para ele? É exatamente isso que a Bíblia diz.
Quando a tentação irrompe como inundação,
Cristo exerce Seu senhorio e faz algo sobrenatural para a combater. Ele “provê
livramento”, tal que os crentes possam sobreviver à prova ou, em outras
palavras, “a possam suportar”.
A tentação é um teste do livre arbítrio
do homem; portanto, Deus não pode tirar a alternativa para pecar sem destruir
este mesmo livre arbítrio. Então Deus faz algo igualmente eficiente por todos
que confiam nEle. Ele dá um jeito no OBJETO DA LUXÚRIA. Ele age fora de nós
na fonte exata da tentação.
Isto é melhor ilustrado pela mãe que
deseja resolver a questão da tentação que o filho tem de roubar biscoitos do
jarro. Ela não pode desmanchar a tentação do filho - então simplesmente põe
o jarro “fora de alcance”.
É ainda ilustrada pelo pai que se muda
com a família de uma zona infestada de drogas, para evitar que os filhos sejam
seduzidos pelos viciados e traficantes.
Pais e familiares já se mudaram para
outro continente para deixar o filho ou a filha longe de más companhias e influências.
Estes pais todos agiram em amor, esperando que a intervenção temporária desse
tempo aos filhos para aprenderem de cor a obedecer. Apesar de que chega a hora
quando os filhos resolvem as questões sozinhos, um pai amoroso não pode ficar
sem tomar atitudes, e deixar que uma criança imatura seja presa de influências
do mal. Pais responsáveis ou vão deixar o filho longe da tentação, ou de
algum modo deixá-la fora de alcance.
A Bíblia ilustra como Deus pode colocar
objetos de tentação para fora do alcance dos Seus filhos. Por exemplo, os
filhos de Israel começaram a murmurar contra Moisés por tirá-los do Egito.
Eles queriam voltar à velha vida. A liberdade parecia custar muito. Então Deus
fez com que se abrisse o mar Vermelho, e deixou que o exército egípcio os
perseguisse sobre terra seca. Ele então fechou o mar - bloqueando qualquer
chance de retornar. Deus fez isso só em resposta à fervente oração de Moisés
e dos outros israelitas que desejavam a liberdade.
Assim como fez Jesus, os crentes devem
resistir à tentação com a Palavra de Deus. A maioria das tentações pode se
neutralizar concentrando o “laser” da verdade sobre elas. Mas há outras
tentações que estão tão arraigadas, tão selvagens e tenazes -- que não
podem ser agüentadas sem intervenção sobrenatural. O agravamento das tentações
é muitas vezes o resultado de ataque direto e pessoal de forças satânicas.
Paulo fala de “lutas por fora, temores
por dentro” (2 Coríntios 7:5). Satanás efetivamente declara guerra contra
certos convertidos que deixam o seu exército, porque estes no passado melhor
exemplificaram seu poder de posse. Na fúria por ter perdido um “troféu”
destes, ele os combate de fora, golpeando-os com uma tentação séria atrás da
outra, para peneirá-los como trigo. Jesus disse a Pedro: “Eis que Satanás
vos reclamou para vos peneirar como trigo!” (Lucas 22:31). Em outras palavras,
assim abalado, ele espera que você ceda.
Será que você é um crente que está
sendo triturado por uma tentação repetitiva, que parece além de suas forças
resistir? Seria um hábito que não consegue controlar? Pessoas envolvidas em
casos de amor ilícitos são especialmente invadidas por tentações
arrasadoras. Então muitas vezes elas cedem, e logo são devoradas por remorso,
culpa, e sensação de impotência. Se são crentes, não duvidam que Cristo as
libertou da obrigação de obedecer à cobiça da carne; e, em muitas áreas, têm
visto progresso e vitória. Contudo, permanece um pecado que as assedia -- uma
tentação dominadora para que se rendam à uma certa luxúria.
Graças a Deus, há uma rota de fuga! Deus
é o “interventor milagroso”. Foi preciso uma tempestade, uma baleia, e
muita intervenção sobrenatural para tirar Jonas do problema. Sabe-se que Deus
fez as águas ficarem “amargas”, e o maná “feder”, num esforço de
tornar a obediência menos difícil.
Deus, em resposta à oração fervorosa,
pode transformar seu objeto de cobiça num fedor abominável, e pode fazer com
que a entrega ao pecado se torne tão amarga, que você vai hesitar quanto à
possibilidade de algum dia voltar a ele. Ele pode mudar o seu curso; pode
remover pessoas de sua vida; pode fazer com que o objeto de sua lascívia se
torne contra você; pode colocar todos os tipos de bloqueio; pode colocar um
“muro” de proteção; Ele pode simplesmente levá-lo de modo irresistível a
entrar no lugar secreto de oração; Ele pode enviar alguém para lhe prevenir
ou corrigir -- mas de um jeito sobrenatural ou de outro, Deus responderá a oração,
e intervirá, tornando possível aos crentes sobrepujar as tentações mais
violentas.
Aqueles que, lá no fundo, não querem
abrir mão da lascívia, e secretamente têm esperança de continuarem entregues
à ela, não podem nunca receber esta intervenção milagrosa quando tentados.
Deus se move para prover escape, só quando o coração está inteiramente
compromissado com uma vida de separação e pureza.
Se não existe tal comprometimento, não
vai funcionar. Deus não é obrigado a intervir quando a pessoa na realidade não
quer libertação.
Os que ficam flertando com pecado secreto,
são deixados a lutar contra a tentação com sua própria força. Aí, quando
caem em pecado, culpam Deus por não lhes ter “tirado” do problema. Eles
dizem: “Fiquei esperando em Deus, mas Ele simplesmente deixou que eu fossse em
frente, e cometesse o erro”.
Mas o crente que honestamente deseja ficar
livre do cativeiro do pecado, pode ficar seguro de que o Pai amoroso vê a sua
luta, e usará todos os poderes dos céus para lhe dar assistência.
Quando estiver sendo tentado de maneira
pesada, peça a intervenção sobrenatural de Deus, e peça em fé, crendo que o
fará.
Deus prometeu “LIVRAR-NOS DE TODO O
MAL”. Eis a prova da ajuda de Deus na hora da tentação:
“Vós que amais o Senhor, detestai o
mal; ele guarda a alma dos seus santos, livra-os da mão dos ímpios” (Salmo
97:10).
“Escapamos vivos como uma ave que foge
do alçapão. O alçapão se quebrou e nós ficamos livres!” (Salmo124: 7 BV).
“Sempre levanto os olhos para o Senhor,
porque somente Ele pode me livrar das armadilhas desta vida” (Salmo 25:15 BV).
“Temerão, pois, o nome do Senhor desde
o poente e a sua glória, desde o nascente do sol; pois virá como torrente
impetuosa, impelida pelo Espírito do Senhor” (Isaías 59:19).
Não preciso mais ter medo de escorregar
ou cair. Ele me guardará, me amará, e me levará à glória pelo Seu poder.
“E Ele pode guardá-los de escorregar e
cair e levá-los, perfeitos e sem pecado, à sua gloriosa presença, com
vigorosas aclamações de alegria perpétua” (Judas 24 BV).
·
Capítulo 7 - Como Acabar Com Essa Luta.
Um líder da União Gay de São Francisco
escreveu o seguinte em relação a este autor: “O Sr. Wilkerson é um fanático,
que estranhamente se preocupa com as preferências sexuais íntimas e pessoais
dos outros. É um reacionário de cabeça muito estreita, e o que é de se dar
mais risada, é que ele tem a ridícula idéia de que os homossexuais querem
deixar de sê-lo pois têm um outro ego 'mal' dentro de si, que os faz cometer
atos impuros. Sou um homossexual muito feliz, sem nenhum sentimento de culpa, ou
influências 'más' me consumindo por dentro. Gente com culpa, para começar,
simplesmente não é gente estável -- são pessoas que teriam problemas fossem
elas gay ou não. Só pessoas muito fracas falam da assim chamada 'cura'”.
Não tenho senão pena do pecador que não
admite mais a luta interior com o mal. Eles não lutam mais, porque se renderam
às suas paixões malévolas. A Bíblia se refere à estas pessoas como estando
“mortas em delitos e pecados”. Paulo diz o seguinte sobre elas:
“Estão cegos e confundidos. Seus corações
fechados estão cheios de trevas; eles estão muito distantes da vida de Deus
PORQUE FECHARAM A MENTE CONTRA ELE...Não se preocupam mais com o que está
certo ou errado, e se entregam a práticas impuras. ELES NÃO SE DETÊM DIANTE
DE NADA, E SÃO GUIADOS PELAS SUAS MENTES MALVADAS E SUA IMORALIDADE
DESENFREADA” (Efésios 4:17-19 BV- no Original: versão de Phillips).
A pessoa pela qual Deus se interessa, é
aquela que batalha heroicamente contra o obscurecimento vindo do mal, e sente
dor e culpa quando cede à tentação. A própria luta em si é prova suficiente
de que o coração ainda clama a Deus por socorro. Existe esperança para a
pessoa que está experimentando luta íntima. A luta contra o pecado na vida de
uma pessoa honesta, é evidência de que ele ou ela se recusa a sucumbir à essa
força. A diferença entre o pecador e o cristão é como se vê o pecado. O
cristão odeia o pecado; o pecador dá desculpas e o justifica.
O auxílio sobrenatural de Deus é
prometido aos que guerreiam na profundidade do tenebroso útero do pecado,
lutando para ficarem livres. E o sinal mais claro de que vida nova vem brotando
no pecador é a URGÊNCIA PARA CHORAR. Todos recém nascidos choram assim que
chegam à vida. Os que choram estão realmente à beira de uma nova vida.
O primeiro passo no sentido de acabar com
a luta interior é aprender como chorar. Você se cansou do vazio, da solidão,
do desespero e da inquietação? Então deixe que as lágrimas corram sem
acanhamento. Ponha para fora todo o desespero preso. Humilhe-se, e deixe que as
dores e o pesar causados pelo pecado transbordem do seu mais profundo íntimo. A
Bíblia o encoraja a gritar para Deus em sua hora de aflição. O grito de
desespero é a chave para toda libertação do pecado.
Eis prova bíblica:
“Na minha angústia, invoquei o Senhor,
gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu
clamor lhe penetrou os ouvidos” (Salmo 18:6).
“Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu
e o livrou de todas as suas tribulações” (Salmo 34:6).
“Ele se inclinou para mim e me ouviu
quando CLAMEI por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, dum tremedal de
lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos” (Salmo
40:1,2).
“Seu CLAMOR chegou a mim numa época
favorável, quando as portas do acolhimento estavam bem abertas...Agora mesmo
Deus está pronto a dar-lhes acolhida. Hoje Ele está pronto a salvá-los” (2
Coríntios 6:2 BV).
O segundo passo é cultivar a dor pelo
pecados, e confessá-los a Cristo. Quando você clama a Deus, Ele se aproxima de
você com Sua santidade e Seu amor impressionantes.Você saberá, sem dúvida,
quando Deus e você estão ligando o abismo que os separa. A presença santa
dEle se fortalecendo em sua vida produzirá dor e pesar por todo pecado, egoísmo,
e orgulho dos quais você é culpado. Quanto mais perto de Deus, mais você
sentirá a dor e a culpa pelos pecados passados. Mas esta culpa e dor são
coisas maravilhosas; não tente fugir delas. Que elas fiquem ainda mais
intensas, porque este é o único caminho para arrependimento e perdão reais. A
Bíblia diz:
“Porque a tristeza segundo Deus produz
arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do
mundo produz morte...quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós...Que
defesa...que zelo...” (2 Coríntios 7:10-11).
O coração realmente contristado deseja
ser perdoado. Paulo diz: “fostes contristados para arrependimento” (2 Coríntios
7:9). Em outras palavras, “vocês ficaram pesarosos o suficiente para
confessarem e deixarem os pecados”. Você descobrirá uma paz que jamais
pensou ser possível no momento que entregar seus pecados, e aceitar o perdão e
a misericórdia.
“O que encobre as suas transgressões
jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”
(Provérbios 28:13).
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos
para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19).
Arrependimento é mais do que simplesmente
dizer: “Deus, sinto muito! É horrível todo este mal que cometi”.
Isto é pesar, mas não arrependimento.
Quando Deus diz arrependa-se dos pecados, Ele realmente quer dizer: vire as
costas para eles; aprenda a odiar as coisas que antes amava, e aprenda a amar o
que antes detestava. Isto é mudança total de direção, vontade de abandonar
velhos amigos e hábitos para uma nova vida em Cristo. Ele não está tentando
lhe transformar para que assim você possa se adequar aos valores sociais dos
outros, mas sim para que experimente a alegria completa e a liberdade indescritível
só conhecidas pelos que se rendem a Cristo. Devemos nos render a Ele.
“Todo aquele que dentre vós não
renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).
A seguir, aceite o seu perdão pela fé, e
tranque os ouvidos a todas as mentiras que Satanás vai ficar berrando. Estude
as escrituras que se seguem abaixo; creia que são dirigidas a você; e faça o
que Deus manda. Eis a verdade que pode lhe libertar, e lhe ajudar para sempre a
acabar com essa luta.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele
é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”
(I João 1:9).
“Aquele que confessar que Jesus é o
Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus” (I João 4:15).
“Se vocês contarem aos outros com seus
próprios lábios que Jesus Cristo é o seu Senhor, crendo do fundo do coração
que Deus O levantou dentre os mortos, serão salvos. Porque é crendo de coração
que um homem se torna reto para com Deus; e com a boca é que ele fala da sua fé
aos outros, confirmando assim a sua salvação. As Escrituras nos dizem que quem
crê em Deus jamais será decepcionado. Tanto o judeu como o gentio são a mesma
coisa a este respeito... Qualquer um que chamar pelo nome do Senhor será
salvo” (Romanos 10: 9-13 BV).
“Crê no Senhor Jesus e serás salvo”
(Atos 16:31).
“E, assim, se alguém está em Cristo,
é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2
Coríntios 5:17).
Agora, faça esta oração simples que se
segue, na expectativa de que Deus vai lhe ouvir, perdoar e purificar de todo o
pecado:
“Eu aqui e agora confesso com minha boca que Jesus Cristo é
Senhor -- que Ele é o Filho de Deus. Eu me arrependo, e reconheço que sou um
pecador. Confesso a Ele todos os meus pecados; e me entristeço muito por eles.
Creio nEle de todo o meu coração. Pela fé, aceito o perdão de todos os meus
pecados, e agora entendo que sou uma nova pessoa, nascido na família de Deus.
Pela fé nasci de novo, e este é o primeiro dia da minha nova vida servindo
Cristo como pessoa livre.”
Uma palavra final: nunca mais tenha medo
de qualquer presença maligna em sua vida. Entre no descanso que Deus lhe
prometeu -- e deste dia em diante, MANTENHA O SEU ÍMPETO.
A coisa mais importante que posso dizer
para o crente que está sinceramente combatendo um pecado secreto é: mantenha o
ímpeto! Ninguém jamais se afogou nadando rio acima em direção a Cristo.
Ninguém é deixado sangrando na beira da estrada, se está ferido na luta para
ser livre.
Quando você cai, ou quando está cara a
cara com um vício que não sai, Deus traça uma linha exatamente onde você está.
Ele diz: “Levante-se; confesse; e vá em frente. Não volte a ultrapassar a
linha. Não volte à escravidão. Continue em Minha direção. Você foi
liberto, então mantenha o ímpeto para a liberdade, pela fé”.
O movimento mais importante que fará em
sua vida, como crente, é o movimento que você faz assim que cai. Satanás
cochicha: “Você é podre até o fundo da alma; é sensual, infantil, imaturo.
Você nunca será santo; nunca será nada em Deus. Então desista! Pare com
isso. Não adianta tentar. Volte! Deus é elevado e santo demais; é muito
complicado e difícil; você nunca vai entender. Acabou!”
Mentira -- tudo mentira!
Quer dizer que você pecou após ter
confessado e crido? Quer dizer que você achou que tinha liberdade, e a perdeu?
E então você acha que as pessoas vão lhe chamar de falso? Quer dizer que você
pecou de olhos bem abertos -- sabendo das coisas -- com o Espírito Santo
gritando nos seus ouvidos? Quer dizer que você nunca pensou que iria fazer esta
torpeza de novo? E daí? Existe uma tristeza piedosa em você agora? Você está
determinado a se levantar e a se mexer? Você está humilhado, envergonhado, e
arrependido? A sua queda não é fatal. Uma vez mais, confesse, aceite o perdão
de Deus, e recupere o seu ímpeto! Você continua sendo filho dEle. Você não
é um escravo do pecado. O carinho amoroso dEle é maior do que todos os seus
pecados. Olhe para o alto, alegre-se, e crie coragem!
Pare com essa introspecção interminável.
Você não vai encontrar vitória, fuçando na caixa de lixo da natureza má.
Isso seria como um general em derrota, atravessar as linhas inimigas para
consultar o inimigo, e perguntar: “Por gentileza, o senhor poderia me informar
o que estou fazendo de errado? Quero lhe derrotar, mas parece que não estou
conseguindo avançar. O que estou fazendo de errado?”
A direção certa não vem pela compreensão
do errado. Ela só vem entendendo e reivindicando as abundantes promessas de
Deus em Cristo Jesus. Então pare de ficar olhando para dentro; eleve seu olhar
para Ele que o ama o tempo todo. Pare de tentar se entender, e alegre-se em Seu
amor que restaura e cura.
Porque Deus está operando em vocês,
ajudando-os a desejar obedecer-Lhe, e depois ajudando-os a fazer aquilo que Ele
quer” (Filipenses 2:13 BV).
“Portanto, resta um repouso para o povo
de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo
descansou...Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém
caia seguindo o...exemplo de desobediência (incredulidade)” (Hebreus 4: 9-11
- Original do autor: versão de Phillips).
David Wilkerson, autor