
Por David Wilkerson
sem data
[Esta mensagem foi
pregada no século dezessete por Thomas Manton. Fizemos uma paráfrase para a
linguagem moderna, e a mensagem é tão poderosa hoje quanto naquela época.
Cristãos serenos são os que aprendem a se alegrar em toda e qualquer circunstância.]
“Regozijai-vos sempre!” é uma ordem, e uma ordem para todos os cristãos de todos
os tempos. Deus está dizendo que Seus filhos devem fazer disso uma questão de
consciência: alegrarem-se nEle sempre, e sob quaisquer circunstâncias. O
regozijo não deve ser escolha; é uma ordem de Deus. Se formos tentados a
entender essas palavras como opção, estaremos questionando os imperativos de
Deus para conosco.
Deus
não possuirá os nossos corações enquanto não nos deleitarmos nEle. Desejo
ampliar essa verdade, desafiando-o a dar três passos para o júbilo em Deus
nosso Salvador: 1. Ponha de lado qualquer obstáculo que interfira com o
regozijo; 2. Convença-se de que a alegria é necessária; 3. Pratique a alegria
sempre.
I.
Ponha de Lado Qualquer Obstáculo
Que Interfira com o Regozijo
Quero
lhe preparar desde já: nem sempre isso será fácil. Por exemplo, como podemos
nos alegrar, quando nos convencemos de que foi Deus quem permitiu que as aflições
viessem sobre nós, para começar? Não é tolice ficar feliz quando Ele está
zangado, ou se alegrar na tragédia que Ele poderia ter evitado?
A
gente pode achar que não faz sentido, mesmo quando conseguimos nos alegrar nos
problemas e nas perseguições. Como poderemos nos alegrar, quando é a mão do
próprio Deus que nos manda correção pesada e dolorosa? Devemos ficar felizes
com isso? Quero responder sem hesitação: Deus espera sim que nos regozijemos
nas provações que vêm diretamente dEle. “Ainda que a figueira não floresça,
nem haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não
produzam mantimento, ainda que as ovelhas sejam exterminadas, e nos currais não
haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”
(Habacuque 3: 17-18). Mesmo que Deus escolha nos corrigir com a fome e o
insucesso, “todavia eu me alegrarei no Senhor!”
O
júbilo espiritual não é ignorância, e nem irreverência, mas honra para Deus
- ao nos satisfazermos nEle, mesmo quando tudo mais falha. Uma satisfação
piedosa mostra-Lhe que a Sua consolação é tudo aquilo que necessitamos, visto
que Ele em Si está fora do alcance dos problemas. Para estender a fé acima das
circunstâncias, viver a cada momento numa oculta e alta fenda de amor por Deus,
aprendemos a sorrir quando as forças naturais tentam nos fazer chorar. “Da
assolação e da fome te rirás, e...não temerás” (Jó 5:22).
Se
alegrar no Senhor quando todos os motivos externos para o júbilo cessam, está
longe de ser pecado; pois não importando o quão amarga seja a nossa porção
no mundo, a nossa herança presente e futura em Cristo está reservada para nós
em glória, guardada pelo próprio Deus.
Se
Somos Piedosos, Sofreremos Perseguição,
Mas Não Seremos Abandonados
Precisamos
distinguir entre aflição e o suportar, para que não caiamos no problema.
Ambos podem e devem estar juntos, pois em toda tribulação deste mundo
deveremos ser “os que choram, como se não chorassem” (I Coríntios 7:30).
Em resumo, os problemas são necessários para nos fazer conhecer a força
soberana de Deus; nesse ínterim, a Sua consolação torna o problema suportável.
Certamente
que o Deus de toda consolação não deseja que Seus filhos desfaleçam de angústia,
como se toda alegria tivesse acabado. Nunca estamos totalmente destruídos,
enquanto O tivermos como nossa porção. “A minha porção é o Senhor, diz a
minha alma; portanto esperarei nele” (Lamentações 3:24). Se somos piedosos,
sofreremos perseguição, mas não seremos abandonados. Seremos atormentados,
mas não seremos derrotados. Poderemos ser rejeitados, mas não seremos destruídos.
Como pode ocorrer tudo isto? Isso ocorre porque Deus está vivo em nós!
Unicamente através de provações da nossa fé, chegaremos algum dia a conhecê-Lo
como a verdadeira alegria, e o real deleite da vida.
Podemos
suportar estas dificuldades porque buscamos o Pai e encontramos amor, enquanto
Ele nos corrige. A disciplina não vem apenas da Sua justiça; a misericórdia
é a vara com a qual Ele nos limpa. “Não beberei o cálice que o Pai me
deu?” (João 18:11). Somos capacitados a pegar esse cálice amargo, porque a fé
nos assegura que ele está nas mãos de um Pai misericordioso e onisciente, que
está segurando o outro lado dele.
Este
Pai que se apieda dos filhos, tem a misericórdia suficiente para inverter este
cálice amargo, tornando-o para o nosso bem. “Aqueles, na verdade, por um
pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso
proveito, para sermos participantes da sua santidade” (Hebreus 12:10).
Por
que deveremos nos sentir aflitos quando Deus nos está levando à uma maior
humildade, a desprezo pelo mundo, e à confiança nEle? Por que ficaremos
inquietos e infelizes, havendo Ele aguardado por tanto tempo para que colocássemos
o desejo de nosso coração unicamente nEle? Porque nosso Deus santo, que
corrige, é também um Pai celestial amoroso! Podemos beber do cálice do
sofrimento e afirmar com o salmista: “Provai, e vede que o Senhor é bom;
bem-aventurado o homem que nele se refugia” (Salmo 34:8).
Se
o nosso Pai permite aflição temporária para nos tornar preparados para a glória
eterna, há uma fonte de alegria sendo impulsionada através das lágrimas.
“Pois a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de
glória, acima de toda comparação” (2 Coríntios 4:17).
“BEM-AVENTURADOS
OS QUE CHORAM, PORQUE ELES SERÃO CONSOLADOS” (Mateus 5:4). Uma concepção
errada em relação à alegria é a seguinte: considerando que Cristo promete
abençoar os que sofrem a dor do pecado, como poderemos nos alegrar? Sofrer a
dor do pecado, é a única porta para o arrependimento devido ao pecado; e
reclamar disso naturalmente é nos isolar da retidão. Enquanto estávamos fora
de Cristo, não tínhamos nada para nos consolar, nada para responder ao terror
da lei, nada para enfrentar as acusações da consciência, nada para nos
proteger do julgamento e do inferno.
Devido
ao fato de negligentemente termos merecido o salário do pecado, o que mais
podemos fazer senão clamar a Deus com lágrimas vigorosas e com súplicas? A
Sua primeira ação dentro da conversão, é nos colocar fora do paraíso dos
tolos, onde há alegria e deleite por qualquer coisa, e por tudo, menos por
Cristo. Assim, requer-se uma humilhante contrição do coração para mortificar
o excitante gosto do pecado. Valem a pena as longas horas de dor e choro, quando
podemos apreciar a curadora graça de Cristo, mais do que todos os prazeres e
recompensas que o mundo dá de forma tão atraente.
A
postura mais perigosa do mundo é a do homem que entende estar perdido -
correndo risco de condenação, e contudo não sente pesar pelo pecado. Mas para
a pessoa que sofre em ardente arrependimento, a alegria está sendo preparada!
Deus está pronto para curar assim que a nossa necessidade nos leva ao trono de
graça. “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita na eternidade, e cujo
nome é Santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido
de espírito, para vivificar o coração dos contritos. Não contenderei para
sempre, nem continuamente me indignarei, pois o espírito do homem se
enfraqueceria perante a minha face, o fôlego do homem que eu criei. Por causa
da iníqua avareza me indignei; eu o castiguei, e escondi a minha face,
indignei-me, mas, rebelde, seguiu ele o caminho [desviou-se] do seu coração”
(Isaías 57: 15-17). Mas aí o Senhor acrescenta: “Eu vi os seus caminhos, mas
o sararei; eu o guiarei, e lhe tornarei a dar consolo” (v. 18).
Está
evidente porquê o pranto pelo pecado contém uma semente de alegria: o cristão
humilde fica feliz que seu coração ainda possa ser quebrantado por causa do
pecado! Uma hora de arrependimento sincero, de perscrutação da alma, significa
mais para ele do que muitas noites de excitante diversão; ele não trocaria a
consolação da mão corretiva de Deus, por todo divertimento do mundo. Ele até
prefere sentir o gosto das lágrimas amargas do arrependimento - que mortificam
o pecado, junto com o precioso aprisionamento do amor de Cristo - ao destaque
que o mundo poderia lhe oferecer. Sermos capazes de sentir dor, por termos
produzido dor em Deus, é parte do requisito para nos deleitarmos nEle.
Um
crente penitente e quebrantado, não quer trocar de lugar com o ímpio de maior
sucesso e prestígio. E esta preferência, é a prova de que uma alegria
inquebrantável forma a essência do nosso ser. Não se trata de perfeita
alegria no Senhor, ainda não - não pelo menos até que nos céus conheçamos
este tipo de glória - mas é uma alegria que se mescla ao pesar, com gemidos
inexprimíveis. Em Cristo, o próprio arrependimento genuíno é uma alegria
indizível e gloriosa.
II. Convença-Se de que a Alegria é Necessária
A
menos que O amemos, e O desejemos mais do que a qualquer outra coisa, Ele não
é o nosso Deus. Quer o mundo se desmorone ou não, quer percamos ou conservemos
tudo e todos que nos são preciosos, o próprio Deus continua sendo a fonte de
nossa satisfação! “Deleita-te no Senhor, e ele te concederá os desejos do
teu coração” (Salmo 37:4).
O
nosso coração, contudo, não será íntegro enquanto não formos tão
arrebatados por amor e louvor pelo Redentor, que nem pensamos se somos ricos ou
pobres, famosos ou desconhecidos. Somente quando nos despojamos de todos os
trajes naturais, e avaliamos um Cristo desnudado (razão suficiente para haver
alegria), é que efetivamente O amamos de todo coração. “Puseste no meu coração
mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o seu trigo e o
seu vinho” (Salmo 4:7). Este tipo de devoção a Deus nos libera a perder
todas as demais coisas, e ainda termos o que desejamos mais. “Por quem sofri a
perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a
Cristo” (Filip. 3:8). Paulo escreveu uma continuação para este “espólio
dos bens” que o mundo não consegue interpretar: “Sabendo que tendes possessão
superior e permanente” (Hebreus 10:34).
Uma
vez estabelecida esta alegria divina, ancorada por Deus em nossos corações,
ela se torna um suporte sólido em tempos de dor, pobreza e desgraças. Nada
pode superar nossa alegria então. “O vosso coração se alegrará, e a vossa
alegria ninguém poderá tirar” (João 16:22). Deus criou um lugar em Seus
filhos para a alegria. Este lugar será preenchido por algo, seja pelas diversões
e coisas secundárias das conquistas do mundo, pelo acumular delas, ou então
pelas coisas celestiais do Criador. Considerando que o amor do prazer sensual
forma a raíz do pecado, sempre haverá desejos carnais que nos atrairão para
longe de Deus. “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria
concupiscência” (Tiago 1:14).
Esta
inclinação para a gratificação da carne é a queda da igreja de hoje.
Sabendo que este tipo de necessidade nasceu, se multiplicou em nós, e se
impregnou profundamente em nossa natureza - ele não sai sem luta. Por exemplo,
se resolvemos alimentar as necessidades de poder e de prestígio, ainda que
apenas com migalhas imperceptíveis de orgulho de cada vez, elas ficarão tão
fortes que rapidamente unirão a nossa alma a píncaros profanos de prazer
sensual. Por isso, então, a fim de não ficarmos atados à servidão da carne,
podemos nos direcionar á uma superior alegria, do mesmo jeito que um prego
maior penetra a madeira, e expulsa o menor.
Enquanto
a natureza pecaminosa ama o prazer mais do que o “Cristo desnudado”, a nova
natureza do homem torna Deus seu grande galardão insuperável, e favorece as
coisas do Espírito. “Os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas
da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito”
(Romanos 8:5). Assim como paramos de gostar de bolotas quando experimentamos pão
de trigo fresco, os apetites carnais morrem um pouco de cada vez, à medida que
vamos possuindo tesouros incorruptíveis em Cristo.
Quando
a nossa alegria pressiona para o alto, para o alvo celestial de ser o prazer de
Deus, ela esvazia a parte mais indesejável da satisfação aqui coletada. O
contentamento sensual, insignificante, se torna leve comparado à alegria do
cristão em Cristo. Uma vez tendo conhecido o maná oculto de Deus, então o
alho, a cebola e os caldeirões carnais do Egito nos causam repugnância. “Em
ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que
do vinho” (Cantares 1:4). A alegria em Deus expulsa o deleite carnal, assim
como o brilho do sol turva o fogo!
Além
disso, “A alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10). A alegria nos
eleva à uma vida de santidade. Muitas vezes sentimos apatia natural e
embotamento ao pensar em servir a Deus. E essa apatia pode ser vencida
unicamente pela introdução do deleite nEle, algo que age de modo tão suave
quanto o óleo derramado sobre rodas desativadas.
III. Pratique a Alegria Sempre
“Regozijai-vos
no Senhor, vós, os justos; aos retos convém o louvor” (Salmo 33:1). Aqueles
que tiveram uma nova e divina natureza colocada neles pelo Deus Todo-Poderoso, não
se satisfazem mais com as coisas do mundo. Quando a nossa nova natureza se mantém
voltando-se para o Pai, podemos sair dos prazeres carnais, deixando-os como
cascas para que os porcos se alimentem deles. “...para que...vos torneis
participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela
concupiscência há no mundo” (2 Pedro 1:4). Uma transformação do coração,
então, implica também numa mudança de desejo. Um coração puro conforme
Deus, deseja o que Ele deseja.
A
nossa própria vida precisa ser mudada. Obediência santa exprime o belo fruto
da alegria todas as vezes. “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis
no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço
no seu amor. Tenho-vos dito isto para que a minha alegria esteja em vós, e a
vossa alegria seja completa” (João 15:10,11). O andar no temor de Deus e na
consolação divina, então, torna-os braços inseparáveis do amor divino:
“... andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo” (Atos
9:31). A vida com Deus é a única vida serena: “Ora, a nossa glória é esta:
O testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de
Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido (nos
conduzido) no mundo” (2 Coríntios 1:12).
Se
caimos em pecado que nos separa da paz de Deus, então nossa alegria nEle sofre
um dano terrível. O coração terno que palpita pelo contínuo carinho de Deus,
não pode fazer pouco caso do pecado que rompe esta acarinhada comunhão.
E
eis um lado prático do regozijo: ele não pode se sustentar a menos que seja
continuamente exercitado. Se formos negligentes com essa grande porção da
salvação de Deus em nós, ela murchará, ficará incapaz, e muito indolente
para entoar canções de amor para Cristo. Mas através do uso constante, nós a
mantemos e fazemos crescer até que se torne finalmente a fibra mais vigorosa da
alma - fibra que voluntariamente se torna capaz de controlar qualquer outra afeição.
À
multidão que ouvia a mensagem de arrependimento dada por João Batista foi dito
“vós escolhestes alegrar-vos por algum tempo com a sua luz” (Jo. 5:35). E
os do solo pedregoso da parábola de Jesus, ouvem a palavra, “a recebem com
alegria...crêem por algum tempo, e na hora da provação se desviam” (Lucas
8:13).
Devido
ao fato de o regozijo na bondade de Deus poder ser governado pelas fraquezas
malignas da carne, precisamos fazer com que ele crie firmes raízes em nossa
vontade, e o alimentemos com uso constante, para que cresça e floresça até
que vejamos Cristo - e para depois disto!
Agora
é a hora para se reconsiderar algo que já mencionei. O pecado invade e
maltrata o nosso espírito, até ao ponto em que a alegria luta para sobreviver
à consequência turbulenta da dor. Davi entendeu por experiência própria,
como o pecado torna nebulosa a face de Deus, e absorve a alegria. “Enquanto me
calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido o dia todo. Pois de dia e de
noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de
estio” (Salmo 32:3,4). “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no
qual fostes selados para o dia da redenção” (Efésios 4:30).
Os
Pecados da Língua Traem
Aquilo Que Está Profundamente Oculto no Coração
Veja
a declaração persuasiva de Paulo sobre o entristecer o Espírito Santo: “Não
saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a
edificação” (Ef. 4: 29). Os pecados da língua traem aquilo que está
profundamente oculto no coração, e inexiste conversa esperta, emprestada do
mundo, que valha o corte do fluxo de alegria que vai e que vem de nosso santo
Pai. “Nem torpeza, nem conversa tola, nem chocarrices, que não convêm, mas
antes ações de graças” (Efésios 5:4).
Quando
cedemos à raiva impulsiva, à discussões e à sementes microscópicas de
inveja e vingança, permitimos que pequenas palavras se transformem em furiosas
destruidoras da alegria em Deus. Qualquer forma de conversa vã, então, seja
ela uma cólera habilmente colocada, ou de forma explosiva, ou a mínima insinuação
de um apetite sexual invasivo, é um ato criminoso, que deve ser conquistado e
eliminado para que não tenhamos de conviver com uma consciência cauterizada e
adormecida.
Mas,
e se já tivermos ferido a consciência? Devido à misericórdia de Deus, não
temos de continuar presos à esta dor para sempre. Primeiro devemos nos humilhar
e arrepender, renovar a fé em Cristo Jesus, aceitar o perdão, e permitir que
Sua graça nos livre da desolação. Por haver Deus nos dado o dom do
arrependimento, podemos crer nEle para nos restaurar a alegria de Sua salvação,
para que o nosso coração quebrantado possa ser renovado, nos tornando
novamente íntegros. “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me
com um espírito voluntário” (Salmo 51:12).
Deus
está pronto para receber penitentes que se desviaram, que confessam o pecado e
desejam ardentemente voltar para Ele: “Confessei-te o meu pecado, e a minha
maldade não encobri. Disse: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e
tu perdoaste a culpa do meu pecado” (Salmo 32:5).