Estudo sobre a Palestina

ESTUDO SOBRE A PALESTINA

Parte II

4.CLIMA, FLORA E FAUNA.

A terra de Israel, embora tão minúscula, é bastante diversificada, com as montanhas, vales e desertos. E o resultado disso é que o clima também é muito variável. O Monte Hermom, com seus 3050m. de altitude, ficacoberto de neve do cimo. Dali o terreno desce sob aformade uma garganta até 393 m. abaixo do nível do mar. Mas há também um quentíssimodeserto. Na região montanhosa, as temperaturas são modificadas, e de outubro a abril, os ventos ocidentais carregam chuvas torrenciais. Porém, ventos que sopram do deserto trazem um calor tórrido. A grosso modo, podemos falar em duas estações durante o ano: o inverno, que é chuvoso e úmido ( de novembro a abril ) e o verão que é quente e sem chuvas ( de maio a outubro ).

A Palestina jaz à margemde um dos grandes desertos do mundo, o qual se faz sentir por meio de ventos secos e poeirentos. O deserto vai descendo na direção do mar, e então há uma área úmida com cerca de cem quilômetros de largura. O vale do Jordão, com suas baixas altitudes, torna-se quase insuportavelmente quentedurante os meses de verão; mas, durante o inverno, é delicioso, parecido com o sul do estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América, ou com outros lugares de clima semitropical. A porção leste da garganta do Jordão praticamente desconhece chuva. Assim, o clima da Palestina é mais variado do que qualquer outra área do mundo em dimensões similares.

Flora e Fauna.

Há três regiões florais distintas na Palestina: 

ªOeste ( área do Mediterrâneo ), um lugar dotado de árvores, arbustos de folhagem perene, muitas flores e prados. Amendoeiras, oliveiras, figueiras, amoreiras e videiras medram nessa faixa.

ªO valo do Jordão é subtropical, com muitas espécies de árvores, palmeiras, sicômoros, figueiras, carvalhos, nozes, pêras, álamos, salgueiros, acácias, oliveiras, bravas, mostarda, etc. Há muitas e variegadas espécies de flores. 

ªO deserto ( sul ). O Neguebe e a área de Berseba têm poucas árvores eum mínimo de vegetação. Há, contudo, arbustos, anãos, alho, junipeiro e alguma vegetação desértica típica, com muitos tipos de flores selvagens. 

Quanto à fauna, há animais de porte médio, como o gato do mato, o gato selvagem, a hiena listrada, o lobo, o mangusto, o chacal e algumas espécies de raposas. Os animais de porte pequeno incluem o morcego, muitas espécies de pássaros, a pomba, o corvo, a coruja, a avestruz, a cegonha, a garça, o ganso selvagem, a perdiz, a codorna e muitas outras. Cerca de cem espécies de aves habitam na Palestina como residentes ou passam por ali, em suas arribações. Atualmente, é raro o aparecimento de espécies como o leopardo, o urso sírio e o crocodilo.

Os peixes ocorrem em grande variedade, nos rios e no lago da Galiléia. Há cobras, quase todas elas não-venenosas; abundantes também são os cágados, o camaleão, o lagarto e os escorpiões, etc.

5.A OCUPAÇÃO HUMANA.

Alguma forma de vida urbana já existia na Palestina desde nada menos de cerca de 8000 a.C., conforme a Arqueologia tem sido capaz de demonstrar até agora. O vale do Jordão vem sendo habitado desde a pré-história remota. Cerca de setenta lugares dali datam de antes de 5000 a.C. A planície costeira, ao sul do Carmelo, tem contado com povoações desde tempos pré-históricos. Porém um pouco para o norte, no vale de Sarom e na Alta da Galiléia, antes havia densas florestas, que limitavam bastante a ocupaçãohumana. Entretanto, na Baixa Galiléia e Samaria, as evidências dão conta de uma ocupação humana generalizada. A parte que fica ao sul de Jerusalém não era uma área favorável, devido a condições climáticas. Na Transjordânia, a arqueologia tem desenterrado grandes fortalezas, como as de Petra, Bozra e Tofé. Cidades importantes desenvolveram-se ao longo das rotas comerciais. Entre elas podemos citar Berseba, Hebrom, Jerusalém, Betel, Siquém, Samaria, Megido, Bete-Seã e Hazor. 

6.SUPRIMENTO DE ÁGUA E AGRICULTURA.

O Nilo faz o Egito ser o que é. Sem esse rio, aquele território seria desértico, um ermo por onde somente os nômades passariam. A água é fonte de vida. Na Palestina, há áreas onde as chuvas são abundantes durante os meses de inverno. Mas, no verão, as chuvas rareiam. E isso exigiu a criação de um sistema de cisternas e de irrigação. Por isso mesmo, uma fonte de água sempre foi de capital importância na Palestina. A palavra hebraicaain (fonte), aparece em combinação com setenta nomes locativos na Palestina. Bir , (poço) é uma outra palavra hebraica que aparece em combinação com cerca de sessenta nomes locativos. O Jordão é o único verdadeiro rio daPalestina; mas seus modestos tributários também são uma importante fonte de água potável. Há muitos ribeiros alimentados pelas águas derretidas das neves; esses, naturalmente, produzem água por algum tempo, mas logo secam quando o clima muda, e então no lugar dos mesmos nada mais resta senão wadis.A intervenção da argamassa permitiu a instalação de cisternas. Em cerca de 1300 a.C., já se usava largamente as cisternas. As pessoas que vivem em área desérticas ou nas proximidades, sabem a supremaimportância da água armazenada. Naturalmente, hoje emusam-se grandes reservatórios. Mas o método humilde de armazenar água, na antiga nação de Israel, era o uso de cisternas. E esse foi um importante fator na rápida colonização das terras altas da Judéia. Apesar das cisternas praticamente em nada contribuíram para a irrigação, certamente facilitou a criação de gado, pelo que também em grande parte das riquezas da Palestina girava em torno de animais domesticados. Além das cisternas, existia também reservatórios primitivos. A necessidade de água chegou mesmo a ser uma lição moral, pois existe tal coisa como a água espiritual, bem como as necessidades espirituais da alma humana, que podem ressecar-se devido à sede espiritual. Assim, viver perto de águas vivas (ou correntes), constituíauma grande vantagem. E ter acesso às águas vivas espirituais é aquilo de que precisa a alma sedenta.

A agricultura depende de água de modo absoluto. Isso posto, em qualquer região onde inexistem bons sistemas de reservatórios de água, um bom regime pluvial é essencial à vida das plantas, dos animais e dos seres humanos. A população rural da Palestina central, consistia em pequenos proprietários de terras. A cevada era mais importante do que o trigo, na Palestina, porque podia ser cultivada com pouca chuva, o que já não sucede no caso do trigo. Além desse produto, muito importante era o cultivo de videira e da oliveira. A videiramedrava principalmente na área do Carmelo, enquanto que a oliveira era plantada principalmente na Galiléia e no território de Efraim. A seca, porém, trazia o endividamento e a servidão, com seu labor servil e forçado. A vida pastoril era uma atividade proeminente na Transjordânia e no Neguebe. Os poços artificiais, e alguns poucos oásis permitiam uma agricultura muito limitada no deserto e em certas áreas desérticas.

7.REGIÕES E DIVISÕES.

1.Regiões.

Até mesmo um país pequeno como é o caso da Palestina, se tiver uma natureza variegada (como é o caso dali), pode ser dividido em regiões e sub-regiões, pelo que aquilo que aqui dizemos está sujeito a revisões e objeções. Não obstante, na Palestina há algumas regiões naturais obvias, que se pode mencionar. Falando em termos bem genéricos, temos a Palestina as seguintes regiões naturais: a) a planície costeira, b) a região montanhosa central, c) a garganta do rio Jordão, d) o platô da Transjordânia, e) o deserto.

A Planície Costeira. Essa planície estende-se por cerca de centoe noventa quilômetros, desde as fronteiras do Líbano até Gaz. O monte Carmelo interrompe esse tipo de paisagem, no norte. Ao norte, do mesmo fica a planície de Aser, que se estende por quarenta quilômetros até a antiga Escada de Tiro. Nesse local, as colinas da Galiléia chegam até bem perto das costasmarítimas. Para suleste fica o vale de Jezreel e a planície de Esdrelom. Amplia-se por cerca de quarenta e oito quilômetros, para o interior, tendo apenas dezenove quilômetros de largura, em seu trecho mais amplo. Uma estrada importante passava por ali, ligando o Egito a Damasco, na Síria. Várias cidades importantes achavam-se ao longo dessa rota, como Megido, Bete-Seã e Jezreel.Ao sul do monte Carmelo fica a planície de Sarom. Cinco notáveis cidades filistéias existiam ali: Ecrom, Asdode, Asquelom, Gate e Gaza. Mais para leste ficava a Sefelá, uma espécie de zona tampão entre Israel e os filisteus. Nos tempos antigos, as colinas da região eram densamente arborizadas, principalmente com sicômoros.

A Região Montanhosa Central. Essa região cobre cerca de trezentos e vinte quilômetros, desde o norte da Galiléia até o Sinai. Muitas formações montanhosas juntam-se para formar uma espécie de baixa serra montanhosa. Temos aí o coração geográfico de Israel. A região montanhosa eleva-se a um pouco mais que 900 m. de altitude, em seu ponto mais elevado, em Hebrom. A oeste, o declive das colinas , na direção do Mediterrâneo é suave. A leste, a descida na direção do vale do Jordão é mais abrupta. As terras dessa área não são muito férteis, e dependem de fontes e poços, para irrigação; mas grande parte da região é desértica. As colinas em torno da Judéia formam uma massa compacta, o que facilitava a defesa militar da região. Ao norte de Jerusalém ficam as colinas do território de Efraim, bastião de defesa do reino do norte, Israel. Trata-se de uma espécie de planalto dissecado, com cumes isolados, como os montes Gerizim e Ebal. Termina ao norte com o monte Gilboa, onde acaba o coração geográfico da Palestina. As colinas dessa área são bastante modestas. Ali ficava, localizadas cidades como Gibeá, Salém, Siquém e Sicar. Ao norte da planície de Esdrelom espraia-se a Galiléia, dividida naturalmente em BaixaGaliléia, (ao sul) e Alta Galiléia (ao norte). Ali as colinas elevam-se a nada menos de 900 m. de altitude, abrigando certo número de bacias. Essa área é excelente para as lides agrícolas. O monte Carmelo eleva-se ligeiramente mais de 600 m., mas está situado em uma região circunvizinha de baixa altitude, já perto do mar. Por isso mesmo, forma uma elevação impressionante, apesar de não estar em grande altura. A serra do Carmelo tem apenas cerca de oito quilômetros de largura, embora chegue mesmo a interromper a planície costeira, dividindo-a emplanície da Filístia e planície de Sarom, separadas das terras costeiras estreitas da Fenícia. E a serra do Carmelo também forma uma barreira entre a planície de Sarom e a planície de Esdrelom, ficando assim de través da histórica rota comercial entre o Egito e a Mesopotâmia.

A Garganta do Rio Jordão.Esse vale, é uma falha geológica natural, estende-se por cerca de cem quilômetros, quase cortando a Palestina ao meio. Ao norte temos os lagos de Hulé e da Galiléia, com colinas laterais, notavelmente o monte Hermom em cuja área o rio Jordão tem sua cabeceiras. As águas desse rio cortaram rochas basálticas que em tempos imemoriais bloqueavam a grande depressão que começa daí por diante. Uma garganta foi formada no caminho para o mar da Galiléia, que fica a 183 m. abaixo do nível do mar. Não muito abaixo, em seu curso, o rio Iarmuque aumenta as águas do Jordão. Abaixo disso, o valealarga-se, à medida que o rio desce para o mar Morto. Entre o mar da Galiléia e o mar Morto, ficam a planície de Bete-Hã e o vale do rio Jordão. O que sucede nesse vale é que as colinas da região precipitam-se abruptamente até àquilo que não é tanto uma vale, mas um grande buraco na superfície da terra. Às margens do mar Morto, a elevação é de 375 m. abaixo do nível do mar; e ofundo desse mar fica a771 m. abaixo do nível do mar, tornando-o o lugar de maior depressão à face do planeta. Isso posto, o grande buraco natural contra as duas grandes massas de água: o mar da Galiléia, ao norte, e o mar Morto, ao sul. E o largo vale da Arabá (que fica ao sul do mar Morto) resulta de uma falha geológica disfarçada. Tudo isso faz parte de um sistema ainda maior de falhas geológicas naturais, que atravessam o Oriente Próximo e penetra até certo ponto do continente africano. A Arabá estende-se por cerca de cento e sessenta quilômetros até chegar ao golfo de Ácaba ondea área plenodeserto.

O Platô da Transjordânia: A leste do rio Jordão, elevam-se colinas, formando uma cadeia que segue a direção norte-sul. Nesse lado, a paisagem é bastante diferente do que no lado ocidental. Conforme têmdito alguns estudiosos, a paisagem é “muito outra”. A história mostra-nos que os habitantes dessa área oriental também eram bastante diferentes em sua aparência e expressão. No começo da história de Israel, foi ocupada pelas duas tribos e meia do leste do Jordão. Para o norte, temos a Galiléia; para o sul, Moabe, que se estende até um pouco abaixo do Mar Morto. Os montes formam um estreito cinturão de colinas, bem irrigadas. Esse cinturão, varia entre65 e 80 quilômetros de largura, jazendo entre o deserto, na Gor ( para oeste ), e o deserto da Arábia ( ao leste ). Os picos mais elevados ficam a oeste, dando frente parao vale do Jordão. Em Gileade, os montes e suas florestas eram quase tão proverbiais quanto os cedros do Líbano. Nessas florestas era produzido o famoso bálsamo de Gileade. Pastos frutíferos tornaram-se a possessão das tribos de Rúben e Gade. Ao sul de Gileade ficava Moabe. Ainda mais para o sul ficava Edom. O que ali predomina é uma espécie de longa e estreita faixa de terras bem irrigadas, que formam uma espécie de tampão que separa o resto do território do temível deserto, mais para o oriente. Essa área, sempre representou uma ameaça para o povo de Israel.Ali houve muitos conflitos e muitas trocas de terras. Na época de Salomão, toda a região acabou sob o controle rígido de Israel; mas essa situação não perdurou por longo tempo. 

O Deserto:As regiões adjacentes a Israel eram o Líbano, nas costas marítimas, a oeste da Síria, no extremo norte do território de Israel. A oriente ficava o grande deserto da Arábia. Para oriente das montanhas do Líbano fica o oásis de Damasco, em meio a uma região essencialmente desértica, o que já fica no canto nordeste da Palestina. Essa área servia de portão de entrada para forças invasoras. Para leste, além da Transjordânia, o deserto é muito vasto, servindo de fronteira da Palestina, ao longo de seu costado oriental. Essa área, que em eras remotas foi local de regular atividade vulcânica, é desolada e selvática, com muitas cavernas e elevações estéreis. Servia de abrigo para os fora-da-lei e para os grupos minoritários. Alguns poucos corajoso nômades trafegavam por ali. Ao sul da Palestina, havia mais desertos. Esse deserto, servia de limite da Judéia ao sul e suleste. Tribos do deserto vagueavam por ali, e vez por outra atuavam com hostilidade, invadindo Judá. O povo de Israel nunca conseguiu manter um bom controle sobre as terras ao sul de Berseba. Somente por breves períodos o Neguebe esteve sob domínio de Israel. Edom tinha nessa região predomínio muito maior. As terras prometidas a Abraão, estendiam-se do rio Nilo ao rio Eufrates, envolvendo essa área sulista; mas os israelitas nunca tornaram isso uma realidade palpável.

2.Divisões.

Três principais períodos históricos proveram divisões políticas da área do mundo: a) entre os tempos patriarcais de Moisés; b) a invasão da Palestina, após a saída de Israel do Egito; c) a Palestina na época de Jesus, sob domínio romano.

As palavras escritas em letras graúdas representam os reinos que Israel encontrou quando invadiu a Palestina, no século XIII a.C. Os nomes em letras menores, indicam a localização das tribos de Israel, depois que todo o território foi dividido entre elas. Em letras ainda de corpo menor, há alguns poucos nomes locativos, a fim de que o leitor possa localizar mais facilmente certos detalhes. O território da Palestina, na época de Jesus, quando herodes era o rei vassalo que governava a Judéia, e daí até o ano 30 d.C.

8.ARQUEOLOGIA DA PALESTINA.

A despeito de suas minúsculas dimensões, o território da Palestina é aquele que mais intensamente tem sido vasculhado pelas explorações arqueológicas. Essa ciência moderna tem conseguido confirmar a existência de mais de cinqüenta do antigos monarcas de Israel.Locais pré-históricos têm sido desenterrados (entre 4500 e 3000 a.C., ou seja, a era calcolítica). Primitivas culturas palestinas, como aquela de Teleilat Ghassul, ao norte do Mar Morto (perto de Jericó), têm sido regularmente elucidadas. As casas de tijolos de barro eram humildes, embora ricamente adornadas com pinturas murais e outros labores artísticos. Algumas surpreendentes pinturas afresco têm sobrevivido até hoje, provenientes,daquele remoto período. A idade do Bronze Média, biblicamente considerada teve início na Palestina, com a chegada de Abraão na Terra Prometida. Na época, a região era densamente arborizada, embora esparsamente habitada. Têm sido descobertas muitas evidências arqueológicas ilustrando a era dos patriarcas, que tendem por confirmar muitos detalhes do relato bíblico. acerca dos quais os céticos expressam dúvidas.Uma notável característica desse período eram as cidades fortificadas, dotadas de altas muralhas, valados e construções gigantescas, cujo intuito era desencorajar os invasores. A idade do Bronze Moderna, do ponto de vista bíblico é muito importante porque foi nesse período que a Palestina foi invadida pelos israelitas, vindos do Egito. A data mais recuada desse evento, calculada pelos estudiosos, é cerca de 1400 a.C., e 1300 a.C. o mais tardar. É realmente admirável o quanto os arqueólogos têm podido recuperar dessa época, incluindo o altar de Josué. Muitas cidades e povoados, mencionados em conexão com essa invasão, têm sido desenterrados pela arqueologia. Assim, sabemos agora que Jericó foi edificada sobre o mesmo local onde já tinham existido outras três cidades. A quarta cidade oi aquela que ruiu diante de Josué. Ai, Betel e Laquis foram conquistadas pelos israelitas; e estão entre lugares escavados pela arqueologia moderna. As descobertas arqueológicas são por demais numerosas para serem aqui mencionadas .

9.USOS FIGURADOS.

A Palestina arrebata e galvaniza a imaginação de homens do mundo inteiro, apesar de ser tão pequena. Judeus, cristãos e árabes cultos sabem tanto acerca dessa região que ela é, praticamente, uma segundapátria de todos eles, embora eles mesmos estejam dispersos pela face do planeta.Até os filhos pequenos de famílias evangélicas sabem muita coisa sobre a Palestina, com sua história e monumentos. A Igreja Católica Romana está começando a despertar para a necessidade de ensinaràs massas populares, cada vez menos satisfeitas com as informações parciais e dosadas que lhes são um povo que segueum livro sagrado, o Alcorão; e grande parte do mesmo está alicerçada sobre o Antigo e Novo Testamentos. Eles mantêm um controle sobre a área onde os patriarcashebreus foram sepultados. Portanto, é apenas natural que a Palestina tenha adquirido certas significações simbólicas.

1.A conquista da Terra Santa, por parte de Israel, veio a representar qualquer empreendimentonobre o inspirador. Israel precisava pôr os pés sobre a Terra Prometida, onde puseram os pés, a terra tornou-se deles. Ainda recentemente, os israelitas marcharam sobre os territórios ocupados, em um gesto simbólico, invocando Deus como testemunha, para que confirmasse os ganhos deles na Palestina. Essa conquistaterritorial também pode simbolizar a obtenção da vida eterna, que segue à escravidão ao pecado. 

2.De Dã a Berseba indicava a extensão da Palestina conquistada, de norte a sul, pelo que também veio a representar a gama inteira de alguma coisa.

3.A travessia do Rio Jordão aponta para a transição da morte física, que nos conduz a uma vida superior, celestial. 

4.Sião é metáfora de qualquer centro de empreendimento espiritual. Os mórmons chamam a cidade de Salt Lake de Sião, por ser o centro da atividade e da cultura deles. Sião também simboliza a habitação de Deus, e, por extensão, os céus que os crentes antecipam. 

5.A dispersão, representa os recuos ocasionados pelo juízo divino. E o retorno de Judá, representa os resultados do arrependimento e da restauração. E uma outra maneira de expressar a idéia são os contra-ataquesdo reino, após alguma derrota. 

6.As instituições hebréias sãoemblemas dos ofícios e realizaçõesde Cristo. Isso constitui a essência da mensagem da epístola aos Hebreus, no Novo Testamento. 

7. As peregrinações dos patriarcas, que buscavam uma cidade melhor, falam acerca da nossa peregrinação terrestre, que haverá de terminar quando formos cidadãos dos céus.

8.Os quarenta anos de vagueação pelo deserto, simbolizam aqueles que hesitam e que não entram na posse imediata de seus direitos espirituais, ou que deixam de cumprir os seus elevados propósitos, por serem por demais preguiçosos ou temerosos.

BIBLIOGRAFIA

*Enciclopédia Bíblica de Teologia e Filosofia

*Bíblia Shedd

*Bíblia Thompson
                  Em Cristo Jesus !
                   Tatiana Ildefonso.