
História de Israel
O povo judeu nasceu na Terra de Israel (Eretz Israel). Nela transcorreu uma
etapa significativa de sua longa história, cujo primeiro milênio está
registrado na Bíblia; nela se formou sua identidade cultural, religiosa e
nacional; e nela se manteve ininterrupta, através dos séculos, sua presença física,
mesmo depois do exílio forçado da maioria do povo. Durante os longos anos de
dispersão, o povo judeu jamais rompeu ou esqueceu sua ligação com sua terra.
Com o estabelecimento do Estado de Israel, em 1948, foi recuperada a independência
judaica, perdida 2000 anos antes.

A área de
Israel, dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo, inclusive os territórios
sob o auto-governo palestino, é de 27.800 km2 . Com sua forma longa e estreita,
o país tem cerca de 470 Km de comprimento e mede 135 Km em seu ponto mais
largo. Limita-se com o Líbano ao Norte, com a Síria a nordeste, a Jordânia a
leste, o Egito a Sudoeste e o Mar Mediterrâneo a oeste.
A distância entre montanhas e planícies, campos fertéis e desertos pode ser
coberta em poucos minutos. A largura do país, entre o Mediterrâneo a oeste
e o Mar Morto, a leste, pode ser cruzada de carro em cerca de 90 minutos; e a viagem desde Metullah, no extremo norte, a Eilat, o ponto mais meridional leva umas 9 horas.
Israel pode ser dividida em
quatro regiões geográficas: três faixas paralelas que correm de Norte a Sul,
e uma vasta zona, quase toda árida, na metade Sul do país.
Jerusalém
Terra de Deus,
promessa para os homens
Jerusalém está edificada
nas colinas da Judéia, a cerca de 70 Km do Mar Mediterrâneo, no centro de
Israel. Eqüidistante de Eilat, ao sul, e de Metullah, ao norte - os pontos
extremos do país. Nesta geografia, acontecimentos inigualáveis que não se
repetem, mudaram o rumo da história do mundo.
O nome da cidade é
mencionado centenas de vezes nas Escrituras Sagradas e em fontes egípcias.
Jerusalém, do rei Melquisedeque e do Monte Moriá, onde o patriarca Abraão
esteve pronto para sacrificar o seu filho; Jerusalém, da capital do reino de
Davi, do primeiro templo de Salomão e do segundo templo, reconstruído por
Herodes; Jerusalém, palco dos profetas Isaías e Jeremias, cujas pregações
influenciaram atitudes morais e religiosas da humanidade; Jerusalém, onde Jesus
peregrinou, foi crucificado, ressuscitou e subiu ao Céu; Jerusalém, da
figueira que brotou, sinal dos tempos, relógio de Deus.
Nomes e
Significados
Segundo o pesquisador, Pr.
Enéas Tognini, o nome de Jerusalém aparece em registros antiqüíssimos. Nos
textos egípcios do Império Medo foram grafados Rusalimun e Urusali-Mum. No
texto Massorético, Yerusalaim. No aramaico bíblico Yeruselem. E para nosso
vernáculo chegou através do grego Hierousalem.
A cidade, antes de ser
tomada pelos filhos de Israel, pertencia aos jebuseus. E nos escritos jebuseus lê-se
Yebusi. Em Juízes 19:10 afirma-se que Jebus é Jerusalém, donde se conclui que
o nome Jerusalém não é de origem hebraica.
Nos Salmos 87:2 e 51:18 e
mais 179 vezes, Jerusalém é chamada Sião. Outros nomes na Bíblia e extra-bíblicos
são dados a Jerusalém: Cidade de Davi ( I Rs. 8.1); Cidade de Judá (II Cr.
25.28); Cidade Santa (Ne. 11.1 E Is. 52.1); Cidade de Deus (Is. 60.14) (Sl.
87.2); Ariel (Is. 29.1); Ladeira de Deus (Is. 1.26); Cidade de Justiça (Is.
1.26); Cidade do Grande Rei (Mt. 5.35) ; Aelia Capitolina (o primeiro nome do
Imperador Adriano era Aelio e, em 135 d.C. esse foi o nome que se deu à cidade
que paganizou); El-Kuds (“a santa”, nome que o árabe deu a Jerusalém).
Alguns estudiosos afirmam que a primeira parte da palavra Jerusalém (a raiz
IRW) encerra a idéia de fundamento, e “Salém” significa paz, portanto
Jerusalém = cidade da paz. Morada da paz! Eis o que significa Jerusalém na língua
hebraica.
Tempos Bíblicos
A história judaica começou
há mais ou menos 4000 anos (c. séc. XVII A.C.) - com o patriarca Abraão, seu
filho Isaque e seu neto - Jacó. Documentos encontrados na Mesopotâmia, que
datam de 2000 - 1500 E.C., confirmam aspectos de sua vida nômade, tal como a Bíblia
descreve.
Êxodo e o
assentamento
Após 400 anos de servidão,
os israelitas foram conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa
bíblica, foi escolhido por Deus para tirar Seu povo do Egito e retornar à
Terra de Israel, prometida a seus antepassados (sec. XIII-XII
A.C). Durante 40 anos
eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-se uma nação; lá receberam o
Pentateuco, que inclui os Dez Mandamentos. O êxodo do Egito (1300 A.C.) deixou
uma marca indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um símbolo
universal de liberdade e independência. Todo ano os judeus celebram as festas
de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa
dos Tabernáculos) relembrando os eventos ocorridos naquela época.
A Monarquia
O reinado do primeiro rei,
Saul (1020 A.C.), permitiu a transição entre a organização tribal já frouxa
e o pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor.
O Rei David (1004-965 A.C.)
fez de Israel uma das potências da região através de bem sucedidas expedições
militares, entre as quais a derrota final dos filisteus, assim como as alianças
políticas com os reinos vizinhos. Ele unificou as doze tribos israelitas num só
reino e estabeleceu sua capital, Jerusalém. David foi sucedido por seu filho
Salomão (965-930 A.C.) que consolidou ainda mais o reino. Salomão garantiu a
paz para seu reino, tornando-o uma das grandes potências da época. O auge do
seu governo foi a construção do Templo de Jerusalém.
A Monarquia
dividida
Após a morte de Salomão
(930 A.C.) uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a
divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas
dez tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de
Judá e Benjamim.
O Reino de Israel, com sua
capital Samaria, durou mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá
sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de
reis, todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírios e
babilônicos, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo sob domínio
estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos assírios (722 A.C.) e seu
povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a Babilônia conquistou o
Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e
o Templo (586 A.C.).
Primeiro Exílio
(586 - 538 a.c.)
A conquista babilônica foi
o primeiro estado judaico (período do Primeiro Templo), mas não rompeu a ligação
do povo judeu com sua terra. Às margens dos rios da Babilônia, os judeus
assumiram o compromisso de lembrar para sempre da sua pátria: “Se eu me
esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.
Apegue-se a língua ao paladar, se não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém
à minha maior alegria.” (Sl. 137.5,6)
O exílio na Babilônia, que
se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora
Judaica. Lá, o judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida
religioso fora de sua terra, para assegurar a sobrevivência nacional e a
identidade espiritual do povo, concedendo-lhe a vitalidade necessária para
preservar seu futuro como uma nação.

Dominação Estrangeira
Os Períodos Persa e Helenístico (538-142 A.C.)
Em conseqüência de um
decreto do Rei Ciro, da Pérsia, que conquistou o império babilônico, cerca de
50.000 judeus empreenderam o primeiro retorno à Terra de Israel, sob a liderança
de Zerobabel, da dinastia de David. Menos de um século mais tarde, o segundo
retorno foi liderado por Esdras, o Escriba. Durante os quatro séculos
seguintes, os judeus viveram sob diferentes graus de autonomia sob o domínio
persa (538-333 A.C.) e helenístico - ptolemaico e selêucida (332-142 A.C.)
A repatriação dos judeus, sob a inspirada liderança de Esdras, a construção do segundo templo no sítio onde se erguera o primeiro, a fortificação das muralhas de Jerusalém e o estabelecimento da Knesset Haguedolá (a Grande Assembléia), o supremo órgão religioso e judicial do povo judeu, marcaram o início da segundo estado judeu (período do segundo templo). Como parte do
mundo antigo conquistado por Alexandre Magno, da Grécia (332 A.C.), a Terra de Israel continuava a ser uma teocracia judaica, sob o domínio dos selêucidas, estabelecidos na Síria. Quando os judeus foram proibidos de praticar o judaísmo e seu Templo foi profanado, como parte das tentativas gregas de impor a cultura e os costumes helenísticos a toda a população, desencadeou-se uma revolta (166 a.C.) liderada por Matatias, da dinastia sacerdotal dos Hasmoneus, e mais tarde por seu filho, Judá, o Macabeu. Os judeus entraram em Jerusalém e purificaram o Templo (164 A.C), eventos comemorados até hoje anualmente, na festa do Chanuká.
A Dinastia
dos Hasmoneus ( 142-63 A.C.)
Após novas vitórias dos
Hasmoneus (142 a.C.), os selêucidas restauraram a autonomia da Judéia (como
era então chamada a Terra de Israel) e, com o colapso do reino selêucida (129
a.C.), a independência judaica foi reconquistada. Sob a dinastia dos Hasmoneus,
que durou cerca de 80 anos, as fronteiras do reino eram muito semelhantes às do
tempo do Rei Salomão; o regime atingiu consolidação política e a vida
judaica floresceu.
O Domínio
Romano (63 - 313 A.C.)
Quando os romanos substituíram
os selêucidas no papel de grande potência regional, eles concederam ao rei
Hasmoneus Hircano II autoridade limitada, sob o controle do governador romano
sediado em Damasco. Os judeus eram hostis ao novo regime, e os anos seguintes
testemunharam muitas insurreições. Uma última tentativa de reconquistar a
antiga glória da dinastia dos Hasmoneus foi feita por Matatias Antígono, cuja
derrota e morte trouxe fim ao governo dos Hasmoneus (40 a.C.); o país
tornou-se, então, uma província do Império Romano.
Em 37 a.C., Herodes, genro
de Hircano II, foi nomeado Rei da Judéia pelos romanos. Foi-lhe concedida
autonomia quase ilimitada nos assuntos internos do país, e ele se tornou um dos
mais poderosos monarcas da região oriental do Império Romano, porém não
conseguiu a confiança e o apoio de seus súditos judeus.
Dez anos após a morte de
Herodes (4 a.C.), a Judéia caiu sob a administração romana direta. À proporção
que aumentava a opressão romana à vida judaica, crescia a insatisfação, que
se manifestava por violência esporádica, até que rompeu uma revolta total em
66 a.C.. As forças romanas, lideradas por Tito, superiores em número e
armamento, arrasaram finalmente Jerusalém (70 a.C.) e posteriormente derrotaram
o último baluarte judeu em Massada (73 a.C.).
A destruição total de
Jerusalém e do Templo foi uma catástrofe para o povo judeu. De acordo com o
historiador da época, Flavio Josefo, centenas de milhares de judeus pereceram
durante o cerco a Jerusalém e em outros pontos do país, e outros milhares
foram vendidos como escravos.
Um último breve período de
soberania judaica na era antiga foi o que se seguiu à revolta de Shimon Bar
Kochbá (132 a.C.), quando Jerusalém e a Judéia foram reconquistadas. No
entanto, dado o poder massivo dos romanos, o resultado era inevitável. Três
anos depois, segundo o costume romano, Jerusalém foi “sulcada por uma junta
de bois”; a judéia foi rebatizada de Palestina e a Jerusalém foi dado o novo
nome de Aelia Capitolina.
O Domínio Bizantino (313-646 d.C.)
No final do sec. IV, após a
conversão do imperador Constantino ao cristianismo e a fundação do Império
Bizantino, a Terra de Israel se tornara um país predominantemente cristão. Os
judeus estavam privados de sua relativa autonomia anterior, assim como do
direito de ocupar cargos públicos; também lhes era proibida a entrada em
Jerusalém, com exceção de um dia por ano (Tishá be Av - dia 9 de Av), quando
podiam prantear a destruição do Templo.
A invasão persa de 614 d.C., contou com o auxílio dos judeus, animados pela esperança messiânica da Libertação. Em gratidão por sua ajuda eles receberam o governo de Jerusalém; este interlúdio, porém, durou apenas três anos. Subseqüentemente, o exército bizantino recuperou o domínio da cidade (629 d.C.), e os habitantes judeus foram novamente expulsos.

Domínio Árabe
(639-1099 d.C.)
A conquista do país pelos
árabes ocorreu quatro anos após a morte de Maomé (632 d.C.) e durou mais de
quatro séculos, sob o governo de Califas estabelecidos primeiramente em
Damasco, depois em Bagdá e no Egito. No início do domínio muçulmano, os
judeus novamente se instalaram em Jerusalém, e a comunidade judaica recebeu o
costumeiro status de proteção concedido aos não-muçulmanos sob domínio islâmico,
que lhes garantia a vida, as propriedades e a liberdade de culto, em troca do
pagamento de taxas especiais e impostos territoriais.
Contudo, a introdução
subseqüente de restrições contra os não-muçulmanos (717 d.C.) afetou a vida
pública dos judeus, assim como sua observância religiosa e seu status legal.
Pelo fim do sec. XI, a comunidade judaica da Terra de Israel havia diminuído
consideravelmente.
Os Cruzados
(1099-1291 d.C.)
Nos 200 anos seguintes, o país
foi dominado pelos Cruzados que, atendendo a um apelo do Papa Urbano II,
partiram da Europa para recuperar a Terra Santa das mãos dos “infiéis”. Em
julho de 1099, após um cerco de cinco semanas, os cavaleiros da Primeira
Cruzada e seu exército de plebeus capturaram Jerusalém, massacrando a maioria
de seus habitantes não-cristãos.
Entrincheirados em suas
sinagogas, os judeus defenderam seu quarteirão, mas foram queimados vivos ou
vendidos como escravos. Nas poucas décadas que se sucederam, os cruzados
estenderam seu poder sobre o restante do país. Após a derrota dos cruzados
pelo exército de Saladino (1187 d.C.), os judeus passaram a gozar de liberdade,
inclusive o direito de viver em Jerusalém. O domínio cruzado sobre o país
chegou ao fim com a derrota final frente aos mamelucos (1291 d.C.) uma casta
militar muçulmana que conquistara o poder no Egito.
O Domínio
Mameluco (1291-1516 d.C.)
Sob o domínio mameluco, o
país tornou-se uma província atrasada, cuja sede de governo era em Damasco. O
período de decadência sob os mamelucos foi obscurecido ainda por revoltas políticas
e econômicas, epidemias, devastação por gafanhotos e terríveis terremotos.
O Domínio
Otomano (1517-1917 d.C)
Após a conquista otomana,
em 1517, o país foi dividido em quatro distritos, ligados administrativamente
à província de Damasco; a sede do governo era em Istambul. No começo da era
otomana, cerca de 1000 famílias judias viviam na Terra de Israel, em Jerusalém,
Nablus (Sichem), Hebron, Gaza, Safed (Tzfat) e algumas aldeias da Galiléia. A
comunidade se compunha de descendentes de judeus que nunca haviam deixado o país,
e de imigrantes da África do Norte e da Europa.
Um governo eficiente, até a
morte do sultão Suleiman, o Magnífico (1566 d.C.), trouxe melhorias e
estimulou a imigração judaica. À proporção que o governo otomano declinava
e perdia sua eficiência, o país foi caindo de novo em estado de abandono
geral. No final do séc. XVIII, a maior parte das terras pertencia a proprietários
ausentes, que as arredavam a agricultores empobrecidos pelos impostos elevados e
arbitrários. As grandes florestas da Galiléia e do monte Carmelo estavam
desnudas; pântanos e desertos invadiam as terras produtivas.
O sec. XIX testemunhou os
primeiros sinais de que o atraso medieval cedia lugar ao progresso. Eruditos
ingleses, franceses e americanos iniciavam estudos de arqueologia bíblica.
Foram inauguradas rotas marítimas regulares entre a Terra de Israel e a Europa,
instaladas conexões postais e telegráficas e construída a primeira estrada,
entre Jerusalém e Iafo. A situação dos judeus do país foi melhorando, e a
população judaica aumentou consideravelmente. Inspirados pela ideologia
sionista, dois grandes fluxos de judeus da Europa Oriental chegaram ao país, no
final do sec. XIX e início do sec. X. Resolvidos a restaurar sua pátria através
do trabalho agrícola, estes pioneiros começaram pela recuperação da terra árida,
construíram novas colônias e lançaram os fundamentos do que mais tarde se
tornaria uma próspera economia agrícola.
Ao romper a I Guerra Mundial
(1914), a população judaica do país totalizava 85.000 habitantes, em
contraste com os 5.000 do início do séc. XVI.
Em dezembro de 1917, as forças
britânicas, sob o comando do General Allemby, entraram em Jerusalém, pondo fim
a 400 anos de domínio otomano.
O Domínio
Britânico (1918-1948)
Em julho de 1922, a Liga das
Nações confiou à Grã-Bretanha o mandato sobre a Palestina (nome pelo qual o
país era designado na época). Reconhecendo a "a ligação histórica do
povo judeu com a Palestina", recomendava que a Grã-Bretanha facilitasse o
estabelecimento de um lar nacional judaico na Palestina - Eretz Israel (Terra de
Israel). Dois meses depois, em setembro de 1922, o Conselho da Liga das Nações
e a Grã-Bretanha decidiram que as estimulações destinadas ao estabelecimento
deste lar nacional judaico não seriam aplicadas à região situada a leste do
Rio Jordão, cuja área constituía os 3/4 do território do Mandato - e que
mais tarde tornou-se o Reino Hashemita da Jordânia.
O Estado de
Israel - 1948
Com a resolução da ONU de
19 de novembro de 1947, em 14 de maio de 1948, data em que terminou o Mandato
Britânico, a população judaica na Terra de Israel era de 650.000 pessoas,
formando uma comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e
econômicas bem desenvolvidas - de fato, uma nação em todos os sentidos, e um
estado ao qual só faltava o nome, porém opondo-se ao estabelecimento do novo
Estado os países árabes lançaram-se num ataque de várias frentes, dando
origem à Guerra da Independência em 1948 - 1949, que defendeu a soberania que
havia acabado de reconquistar. Com o fim da guerra, Israel concentrou seus esforços
na construção do estado pelo qual o povo tinha lutado tão longa e arduamente.
A Guerra
dos Seis Dias - 1967
As esperanças por mais uma
década de relativa tranqüilidade se esvaneceram com a escalada dos ataques
terroristas árabes através das fronteiras como Egito e a Jordânia. Ao fim de
seis dias de combates, os núcleos populacionais do norte do país ficavam
livres do bombardeamento sírio, que durara 19 anos; a passagem de navios
israelenses e com destino a Israel, através do Estreito de Tiran estava
assegurada; e Jerusalém, que estivera dividida entre Israel e Jordânia desde
1949, foi reunificada sob a autoridade de Israel.
A Guerra de
Iom Kipur - 1973
A relativa calma ao longo
das fronteiras terminaram no Dia da Expiação, o dia mais sagrado do calendário
judaico, quando o Egito e a Síria lançaram um ataque de surpresa coordenado
contra Israel (6 de outubro de 1973). Durante as três semanas seguintes, as Forças
de Defesa de Israel mudaram o rumo da batalha e repeliram os ataques. Dois anos
de difíceis negociações entre Israel e o Egito e entre Israel e a Síria
resultaram em acordos de separação de tropas, pelos quais Israel se retirou de
parte dos territórios conquistados na guerra.
Da Guerra
à Paz
Embora a guerra de 1973
tenha custado a Israel um ano de seu PNB, a economia já tinha se recobrado na
segunda metade de 1974. Os investimentos estrangeiros cresceram, e quando Israel
se tornou um membro associado do MCE (1975), abriram-se novos mercados aos
produtos israelenses. O turismo incrementou e o número anual de visitantes
ultrapassou o marco de um milhão.
O círculo vicioso da rejeição
por parte dos árabes a todos os apelos de paz de Israel foi rompido com visita
do Presidente Anuar Sadat a Jerusalém (novembro 1977), à qual se seguiram
negociações entre o Egito e Israel, sob os auspícios E.U., e que culminaram
com os acordos de Camp David (setembro).
Rumo ao Século
XXI
Após o assassinato do
Primeiro-Ministro Ytzhak Rabin (Nov/95), o governo - de acordo com seu direito
de nomear um dos ministros (neste caso, obrigatoriamente um membro do Knesset -
Parlamento Israelense) para exercer o cargo de primeiro-minstro até as próximas
eleições - nomeou o Ministro das Relações Exteriores Shimon Peres a esta função.
As eleições de maio de 1996 trouxeram ao poder uma coalizão governamental
constituída de elementos nacionalistas, religiosos e centristas, chefiada por
Benyamin Netanyahu do Likud.
PRINCIPAIS MOMENTOS HISTÓRICOS:
|
XVII-VI a.C. |
Época Bíblica |
|
XVII |
Abraão,
Isaque e Jacó - os patriarcas do povo judeu estabelecem-se na Terra de
Israel. |
|
XIII |
Êxodo
dos israelitas, que deixam o Egito conduzidos por Moisés e vagam no
deserto durante 40 anos. |
|
XIII-XII |
Os
israelitas se instalam na Terra de Israel |
|
1020 |
A
monarquia judaica é estabelecida; Saul é o primeiro rei |
|
1000 |
Jerusalém
torna-se a capital do reino de Davi |
|
960 |
O
Primeiro Templo, centro nacional e espiritual do povo judeu, é construída
em Jerusalém pelo Rei Salomão |
|
930 |
Divisão
do reino: Judá e Israel |
|
722-720 |
O
reino de Israel é destruído pelos assírios; 10 tribos exiladas (as
“Dez Tribos Perdidas”) |
|
586 |
O
reino de Judá é conquistado pela Babilônia. Jerusalém e o Primeiro
Templo destruídos; a maioria dos judeus é exilada. |
|
538-142 |
Períodos Persa e Helenístico |
|
538-515 |
Muitos judeus retornam da Babilônia;
o Templo é reconstruído |
|
332 |
Alexandre Magno conquista o país;
domínio helenístico |
|
166-160 |
Revolta dos Macabeus (Hasmoneus)
contra as restrições à prática do judaísmo e a profanação do
Templo |
|
-129 |
Autonomia judaica sob a liderança
dos Hasmoneus |
|
129-63 |
Independência judaica sob a
monarquia dos Hasmoneus |
|
63 |
Jerusalém capturada pelo general
romano Pompeu |
|
63-313 |
Domínio Romano |
|
63-4 |
O Rei
Herodes, vassalo romano, governa a Terra de Israel. O Templo de Jerusalém
é reformado. |
|
20-33 |
Ministério de Jesus, o Cristo |
|
66 d.C |
Revolta dos judeus contra Roma |
|
70 |
Destruição de Jerusalém e do
Segundo Templo |
|
73 |
Último bastião judeu em Massada |
|
132-135 |
Revolta
de Bar Kochba contra os romanos |
|
313-636 |
Domínio Bizantino |
|
614 |
Invasão
Persa |
|
639-1099 |
Domínio árabe
|
|
691 |
O
Domo da Rocha é construída em Jerusalém pelo Califa Abd el-Malik, no
local dos Templos (Primeiro
e Segundo). |
|
1099-1291 |
Domínio Cruzado (Reino Latino de
Jerusalém) |
|
1291-1516 |
Domínio Mameluco |
|
1517-1917 |
Domínio Otomano |
|
1860 |
Primeiro bairro construído fora dos
muros de Jerusalém |
|
1881-1903 |
Primeira
Aliá (imigração em grande escala), principalmente da Rússia |
|
1897 |
Primeiro
Congresso Sionista, reunido por Teodoro Herzl em Basiléia, Suíça;
fundação da Organização
Sionista. |
|
1904-14 |
Segunda Aliá, principalmente da Rússia
e Polônia |
|
1917 |
400 anos de domínio otomano chegam
ao fim com a conquista britânica. Lord
Balfour, Ministro de Relações Exteriores britânico declara o
apoio ao estabelecimento de um lar nacional judaico na
Palestina” |
|
1918-1948 |
Domínio Britânico |
|
1919-23 |
Terceira
Aliá, principalmente da Rússia |
|
1922 |
A Liga das Nações confia à Grã-Bretanha
o Mandato sobre a Palestina (Terra de Israel); ¾
da área são entregues à Transjordânia, deixando apenas ¼
para o lar nacional
judaico. Criação da Agência Judaica, representante da comunidade
judaica diante das
autoridades do Mandato. |
|
1924-32 |
Quarta
Aliá, principalmente da Polônia |
|
1933-30 |
Quinta Aliá, principalmente da
Alemanha |
|
1939 |
O Livro Branco britânico limita
drasticamente a imigração judaica |
|
1939-45 |
II
Grande Guerra Mundial; Holocausto na Europa, onde 6 milhões de judeus,
entre os quais 1,5 milhão
de crianças. |
|
1947 |
A ONU
propôs o estabelecimento dos estados árabes e judeu no país. Em 14 de
maio de 1948 fim do Mandato Britânico. Proclamação do Estado de
Israel. |
|
|
© 2002 Ministério Internacional da Restauração