HISTÓRIA
DO CRISTIANISMO
Segundo alguns historiadores o topo culminante que assinala, o ponto de partida
do Cristianismo é o Monte das Oliveiras. Foi ali que Jesus Cristo o Nazareno,
cerca do ano 30 da nossa era, ministrou seus últimos ensinamentos a cerca de
500 discípulos, antes de ascender aos céus, dos quais 120 permaneceram até o
dia dos pentecostes.
No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu sobre aqueles 120 irmãos
reunidos, estando ali também os 12 apóstolos, os quais sendo cheio do Espírito
Santo, proclamaram oficialmente as boas nova do Cristianismo e deram impulso a
este movimento começado por Cristo.
O cristianismo iniciou sua historia com um movimento de caráter mundial através
do grande derramamento do Espírito Santo na primavera do ano 30 d.C. e esse
avivamento serviu para iluminar a mente dos discípulos dando-lhes um novo
conceito dp reino de Deus, fazendo com que ele compreendessem que aquele reino não
era um império político, mas sim um reino espiritual para conquistar o mundo
por amor de Cristo.
A principio o Cristianismo era constituído de três categorias de pessoas :
Judeus, Gregos e Prosélitos. Os judeu eram classificados primeiro como Hebreus
representados pelos judeus que não seguiram a dispersão, e sempre moraram na
palestina, e segundo os Judeus-Helenistas, representados por aqueles que se
dispensaram pelas nações e se misturaram com os gentios; os gregos eram
considerados todos aqueles que não eram descendentes de Judeus, e os Prosélitos
eram aqueles pagãos que haviam se convertido á lei Judaica.
A principio o Cristianismo estava limitado apenas á cidade de Jerusalém, porém
com a perseguição a partir da morte de Estevão, os crentes da igreja de
Jerusalém se espalharam por toda a parte do império, deixando o Cristianismo
sem está restrito apenas ao povo Judeu, alcançando a Síria, Ásia menor, e
outras regiões. Porém o grande triunfo do Cristianismo para a sua expansão
foi a conversão de Paulo, e em toda a história do Cristianismo, nenhuma
conversão a Cristo, trouxe resultados tão importantes e fecundos para o mundo
inteiro, como trouxe a conversão do Apóstolo Paulo. Por decisão favorável
dos Apóstolos no concílio de Jerusalém referente a evangelização de todos
os povos, deu um grande impulso ao Cristianismo entre os Gentios. Ás viagens
missionárias de Paulo incendiou todo o império Romano
AS PERSEGUIÇÕES IMPERIAIS
É bastante estranho observar essas perseguições ao Cristianismo dirigidas
pelos imperadores Romanos, pelo fato dos Romanos possuírem uma vasta cultura na
área jurídica da lei e do direito, perseguirem pessoas tão cidadãs e fieis
ás autoridades como eram os cristãos; mas por outro lado haviam algumas coisas
que despertavam, ciúmes, invejas e iras aos romanos e principais autoridades da
época.
Uma dessas coisas eram que o Cristianismo considerava todos os homens iguais: um
escravo poderia se eleito bispo da igreja, coisas que os nobreza não aceitavam,
outra coisa era que os Cristãos não aceitavam fazer parte ao culto ao
imperador, e outra questão principal, era que os Cristãos pregavam a vinda de
um outro rei “Jesus”, e sim a Ele adoravam, enquanto que os romanos
veneravam a Cezar; e uma das principais causas também era a ambição
pretensiosa de alguns dos funcionários públicos de se apropriar das
propriedades de alguns cristãos ricos, que morriam durante as perseguições .
A perseguição mais fortes foi a que Nero liderou (66 a 68 d.C.), e Dominicano
(90 a 95 d.C.) entretanto do ano 250 a 313 d.C. ás perseguições eram mais
esporádicas. É tanto que do reinado de Trajano ao reinado Antônio Pio (98 a
161 d.C.) o cristianismo viveu sobre o domínio de cinco imperadores, chamados
cinco imperadores bons, os quais foram: Nerva, Trajano, Adriano, Antônio Pio e
marco Aurélio
Em suas épocas os cristãos não podiam ser presos sem culpa definida ou
comprovada. Com exceção de algumas perseguições locais
Porém dos cincos Imperadores o melhor foi Marco Aurélio, eminente escritor de
Ética, cujo reinado foi de 161 a 180 d.C. mas um pouco antes do seu reinado no
ano 155, foi queimado vivo ao seus 86 anos de idade. Policarpo bispo de Esmirna,
o qual na presença do governador depois de pedir-lhe para ele negar a Jesus,
Policarpo respondeu: “ A oitenta e seis anos que sirvo a Jesus e Ele nunca me
negou e eu também não o negarei” ; e assim foi queimado em praça publica
por ordem do governador
No ano 166 Justino Mártir, eminente filósofo e maior ensinador da sua época
foi martirizado em Roma. De 211 a 217d.C, o imperador Caracará, assinou um
decreto confirmando a cidadania de todas as pessoas que não fossem escravas e
assim indiretamente muitos cristãos foram favorecidos, porque quem era portador
desse título, não podia ser crucificado nem lançado as feras.
E por ultimo a mais sistemática perseguição veio no ano 303 a 310 d.C no
governo de Deocleciano. E enfim no ano 313 d.C , Constantino filho de Cosntâncio,
sucessor de Deocleciano, assinou o memorável edito de tolerância. E assim por
essa lei o Cristianismo foi oficialmente tornado livre aos seus seguidores,
enquanto durou o império romano e mais tarde já no ano 380 d.C. o cristianismo
foi declarado como religião oficial do império romano.
Neste período podemos também destacar o avanço cultural dentro do
cristianismo com a existência três principais escolas teológicas: a primeira
em Alexandria, a segunda na Ásia Menor e a terceira no norte da África. Onde
muitos eruditos conhecidos como pais da Igreja de suas épocas estudaram e
ensinaram nela.
A Alexandria foi fundada no ano de 180 d.C. por Panteno, sucedido por Clemente
de Alexandria (150 a 212 d.C.) e depois sucedido por Orígenes (185 a 284 d.C.)
o mais competente de sua época cujo os ensinamentos são conhecidos até hoje.
Na escola da Ásia Menor se destacou Irineu e na escola do norte da áfrica, se
destacou Tertuliano (160 a 220 d.C.) e também Cipriano.
V. O CRISTIANISMO COMO RELIGIÃO OFICIAL DO IMPÉRIO.
Vamos estudar este período que vai do edito de Constantino em 313 d. C. até a
queda do império Romano em 476 d. C. Este período é conhecido como período
da vitória e triunfo de cristianismo sob todos os poderes contrários
existentes.
Contra o cristianismo estavam todos os poderes do Estado e agora era o contrário,
a favor do cristianismo estavam os poderes do Estado.
I. A conversão do primeiro imperador cristão.
Antes de Constantino assumir definitivamente o reinado em 323 d.C. ele infernou
vários opositores, sendo o mais forte deles Mexencio que reuniu um grande exército
contra Constantino.
Na época da guerra Constantino afirmou ter visto no céu uma inscrição que
dizia: “In hok signo vinces” (Por este sinal vencera). E assim foi,
Constantino venceu aquela guerra e em seguida adotou a cruz como emblema de seu
exército e aboliu a crucificação.
Com a conversão de Constantino o cristianismo cada vez mais se expandia pelo
vasto império romano, chegando até os templos pagãos se transformarem em
templos de adoração a Deus. O próprio Constantino começou a reconstruir e
reformar muitos templos que durante as perseguições eram destruídos. Mandou
também construir em Jerusalém a Belém, colocando o nome nestes templos de Basílica.
No anfiteatro Romano foi proibida a matança de homens para o prazer de
espectadores.
Os escravos passaram a ter um tratamento mais humano e outras mudanças
importantes ocorreram. Contudo se o término das perseguições foi uma bênção,
a oficialização do Cristianismo como religião de Estado foi uma maldição.
Todos queriam ser membro da igreja e continuarem no pecado e quase todos eram
aceitos por questões políticas.
O nível de moral do cristianismo no poder era mais baixo do que os pagãos, os
costumes, cerimônias pagãs foram aos poucos se infiltrando no meio da igreja.
Algumas das festas pagãs eram introduzidas dentro da igreja, só mudavam os
nomes.
Já no ano 405 d.C. as imagens dos Santos Mártires começaram a aparecer nos
templos e serem reverenciados. A adoração a Maria simplesmente substituíram a
adoração a Vênus e a Diana.
O cristianismo que deveria influenciar o paganismo, ao contrário, foi
influenciado pelo paganismo.
Com a união da igreja com o Estado, o Estado passou a dominar a igreja de tal
forma que até nomeava bispos. E era aceito na igreja quem o imperador quisesse,
e a igreja perdeu todo o poder que possuía, e como vemos mais na frente a
igreja foi se apoderando tanto do poder secular que o cristianismo deixou de ser
cristianismo e passou a ser uma hierarquia corrompida que dimanava as nações
da Europa fazendo da igreja uma máquina política.
Logo após o cristianismo ter sido elevado como a religião oficial do império,
antes de entrar no paganismo, Constantino resolveu construir uma nova capital
afirmando que Roma estava contaminada pelos templos pagãos e que na nova
capital só iria construir templos cristãos, e o lugar escolhido foi Bizânico,
cidade Grega que mais tarde foi batizada de Constantinopla, em homenagem a
Constantino.
E na nova capital foi construído muitos templos, e o mais magnífico foi o de
Sta. Sofia, conhecida como a catedral do cristianismo, e era tão importante que
durou até 1453, quando a cidade foi tomada pelos turcos.
Constantino era tolerante por tanto por natureza como por motivo político
acabou com o culto ao imperador, devido ás pessoas levarem oferendas á estátua
do imperador. Mas, conservou o título de “ Potifix Máximas” (Sumo Pontífice).
Título esse conservado por todos os Papas até hoje.
Como já sabemos Constantinopla passou a ser a nova capital, posição perdida
por Roma. Porém com a morte de Constantino começou uma grande controvérsia.
Roma agora queria recuperar sua posição de capital e reclamava autoridade e
trono que dizia ter sob todo mundo cristão, assim começou a grande rivalidade
entre Constantinopla e Roma.
O bispo de Roma que já se chamava Papa, insistia em ser reconhecido como cabeça
da igreja em toda Europa.
O bispo que dirigia igreja em cidades comuns eram chamados “Metropolitanos”,
em Jerusalém, Antioquia, Alexandria, e Constantinopla eram chamados Patriarca,
porém o bispo de Roma tomou o título de “pai” , que mais tarde foi
modificado para “papa”.
2. Ascensão Papal e Queda do Império Romano Ocidental.
Roma reclamava para si autoridade apostólica, até que a tradição inventou
que Pedro foi o primeiro Bispo de Roma, e portanto, o primeiro Papa de Roma.
Naquela época se reunia os concílios formados só por votação de bispos para
resolver qualquer questão, e como os bispos de Roma eram em número maior,
quando se reuniam no concílio de Calcedônia em 451 d.C. na Ásia menor, ficou
decidido que Roma ocuparia o primeiro lugar e Constantinopla o segundo.
E foi assim que todo Ocidente passou a considerar o bispo de Roma como
autoridade suprema de toda igreja, abrindo caminho para pretensões ambiciosas
da parte de Roma de do Papa nos séculos futuros.
Vinte e cinco anos após a morte de Constantino os murros do Império Ocidental
começaram a ser derrubados pelos bárbaros e o Império Romano que existia
durante 1.000 anos caiu e deixou de existir, no ano 476 d.C. uma tribo Germânica
conhecida como Herulos, dirigida por Odoacro, apoderou-se de Roma e destronou o
pequeno Rômulo e tomou o título de rei da Itália. E desde este ano, o império
Romano Ocidental deixou de existir e permaneceu ainda o Império Oriental, tendo
como capital Constantinopla até o ano de 1453 d.C.
Podemos destacar neste período grandes dirigentes da igreja como Atanázio (296
a 373) Ambrozio de Milão (340 a 397) João Crisótomo considerado maior
pregador deste período conhecido como “ boca de ouro” chegando a ser bispo
de Constantinopla; Jerônimo (340 a 420) o mais erudito de sua época, e
Agostinho (354 a 430) bispo de Hipona no Norte da África e o mais ilustre teólogo
de sua época.
VI. O CRISTIANISMO NO PERÍODO MEDIEVAL.
Este período compreende da queda de Roma 476d.C. até a Queda de Constantinopla
em 1453d.C.
Crescimento do Poder Papal.
O fato mais importante nos dez séculos da idade média foi o desenvolvimento do
poder Papal e, como afirmamos anteriormente o Papa de Roma afirmava ser “Bispo
Universal” e “Chefe da igreja”. Este desenvolvimento Papal teve três períodos:
Crescimento, Culminância e Decadência.
O período de crescimento do poder Papal começou a fortificar-se no período de
Gregório I, “O Grande”, e teve a culminância no tempo de Gregório VI,
também conhecido como Hildebrando. É bom lembrar que cada papa mudava de nome
ao assumir o cargo Gregório I. Aumentou a rivalidade entre Constantinopla e
Roma, resistiu ao patriarca de Constantinopla e tornou a igreja uma máquina política
governando Roma e suas províncias. Desenvolveu algumas doutrinas na igreja,
como a adoração de imagens, o purgatório e muitas outras heresias. Com a
queda do Império Romano Ocidental, como já estudamos, os governadores Europeus
se enfraqueciam cada vez mais.
Enquanto que o papa se fortalecia cada vez mais, transformando a igreja num império
fortalecido de riquezas materiais e força humana. Os governos das províncias
Européias, enfraquecidos passaram a recorrer sempre a Roma, ficando sempre
dependentes do papa. Com isto surgiram as pretensões ambiciosas do Papa, a
ponto de inventarem muitos documentos falsos, no intuito de se apoderar
definitivamente do domínio da Europa. Um destes documentos tinha o título de
“Doação de Constantino” , que dizia que o primeiro imperador cristão
Constantino, havia dado ao bispo de Roma Silvestre I (314-335), autoridade
suprema sobre todas as províncias Européias. Outro documento falso foi chamado
“Decretos Pseudo-Isidorianos” publicado no ano 850 d.C. Ao qual afirmava que
existia decisões adotadas pelos bispos primitivos de Roma, desde os Apóstolos,
reivindicando autoridade suprema do Papa, independência da igreja do Estado e
ainda dizia que nenhum tribunal do estado poderia interferir ou violar as decisões
do Clero em todos os seus aspectos.
E, como não existia a crítica nesta época de tanta ignorância ninguém se
atrevia a examinar a exatidão ou não destes documentos, os quais só vieram á
ser declaradas como falsificados já no século 16 com o despertar da Reforma.
Também assim como havia imperadores fracos e imperadores fortes, também havia
Papas fracos e perversos, principalmente entre o ano 850-1050 d.C. Quando um príncipe
governante era forte se apunha ao Papa, mas quando era fraco ficava debaixo dos
pés do Papa.
Na última etapa do século oitavo levantou-se Carlos Magno (742-814), um dos
maiores homens políticos de todos os países da Europa, a ponto do próprio
Papa Leão III respeitá-lo e no 800, foi coroado pelo Papa com o título de
“Carlos Augusto”, pelo seu potencial, eram facilmente dominados pelos Papas,
e quando não queriam obedecer as ordens papais, o próprio Papa incentiva
guerras da população contra o imperador.
A Separação Definitiva da Igreja Latina da Igreja Grega.
Já no século XI, a igreja latina representada pela cidade de Roma se separou
definitivamente da igreja grega, representada pela cidade de Constantinopla, e
finalmente no ano 1.054, o mensageiro do Papa colocou sobre o altar da Catedral
de Santa Sofia em Constantinopla o Decreto de Excomunhão e a partir daí passou
a haver durante séculos muitas controvérsias e até perseguições entre
ambas. Roma prosseguiu seu próprio caminho na direção dos Papas e a igreja
Grega de Constantinopla prosseguiu na direção de seus patriarcas.
Início da Reforma Religiosa.
Neste período vamos ver muitos movimentos Pró-Reforma. A favor da libertação
do domínio do poder de Roma e do Papa , um destes movimentos foi iniciado pelos
“Albigenses ou Cataristas”, (da cidade de Albi) conseguiram proeminência no
sul da França, cerca do ano 1170. Eles rejeitavam a autoridade da tradição,
distribuíam o Novo Testamento e opunha-se ás doutrinas romanas do purgatório,
á adoração de imagens e ás pretensões sacerdotais. O credo era uma estranha
mistura de Cristianismo e idéias religiosas orientais, e rejeitavam o Antigo
Testamento. O Papa Inocêncio III, em 1208, mobilizou uma cruzada contra eles, e
a seita foi dissolvida com o assassínio de quase toda a população da região,
tanto a católica como a herege.
Outro movimento pró-reforma foi o dos Valdenses que apareceram ao mesmo tempo
em 1170, um negociante de Lyon, chamado Pedro Valdo, começou a distribuir seu
dinheiro com os pobres e tornou-se pregador ambulante do Evangelho. Viajavam
pelo centro e sul da França, ganhando adeptos. Ao fim da idade Média já
encontramos os Valdenses completamente organizados e espalhados por toda a
Europa Ocidental; Apesar de constantemente caçados pela Inquisição, eram
intensamente ativos no ensino do Evangelho e na distribuição de partes
manuscritas da Bíblia na língua do povo.
Outro movimento começou em 1375 na Inglaterra por João Wycliff em favor da
libertação do domínio do poder romano e da reforma da igreja. Wycliff famoso
e considerado o homem mais culto da Universidade de Oxford. Atacava os frades
mendicantes e o sistema monacato. Recusava-se a reconhecer a autoridade do papa
e opunha-se a ela na Inglaterra. Denunciou o papado em toda a organização
clerical, sustentando a tese de que não deveria haver distinções de classes
dentro do clero. Indo além, chegou a negar fundamento bíblico á doutrina da
religião medieval, a transubstanciação. Conseguiu também traduzir o Novo
Testamento para o inglês em 1380 d.C., favorecendo uma excelente contribuição
para a reforma da igreja. Seus auxiliares, outros homens cultos de Oxford,
abriram a Bíblia ao povo da Inglaterra pela primeira vez e seguiram espalhando
pela Inglaterra os seus ensinos, a maioria constituído pelos membros de sua paróquia.
Wycliff foi condenado por um concílio eclesiástico da igreja romana, mesmo
assim, sua posição já era forte na Inglaterra. As autoridades nada fizeram
contra ele mais do que classifica-lo de herege. Foi assim que morreu em paz na
sua paróquia, em 1384.
João Huss, da Boêmia nasceu em 1369, influenciado pelos ensinos de Wycliff,
pregava contra as mordomias do Papa, em contraste com a humildade de Cristo.
Homem muito respeitado pelo povo muito culto e exercia influência na
Universidade de Praga além de sacerdote, pelo que foi escolhido para um lugar
destaque. Mas apesar de suas influências nacional e de suas eloqüentes pregações
foi condenado pelo concílio de Constança e sacrificado em fogueira em 1415.Porém
sua história trouxe elementos favoráveis que influenciaram a Boêmia para
reforma.
Outro grande movimento reformador foi dirigido por Jerônimo Savonarola, de
Florença na Itália, conhecido como o Percursor da reforma. Pregava também
contra os males sociais, eclesiásticos e políticos de seu tempo. Multidões
ansiosas reuniam para ouvir seus ensinos. Finalmente excomungado pelo papa Jerônimo,
Savonarola foi martirizado, sendo enforcado e queimado em praça pública. Seu
martírio deu-se 19 anos antes de Martinho Lutero, dando maior impulso á
Reforma.
A Queda de Constantinopla.
A queda de Constantinopla em 1453d.C, marcou o início da idade Moderna e pôs
fim ao período do Cristianismo Medieval. Naquele ano os Turcos invadiram
Constantinopla sob as ordens de Maomé II, o templo de Santa Sofia, considerado
na época de Constantino como a catedral do Cristianismo, em um só dia foi
transformado em mesquita. Durante este período que acabamos de estudar, podemos
destacar alguns homens importantes: Pedro Abelardo (1079-1142), eminente filósofo
e teólogo da Idade Média; Anselmo (1033-1109), grande erudito de sua época e
Tomás de Aquino (1225-1274), considerado a maior mentalidade da idade média,
chamado de Doutor “Universal, Doutor Angélico e príncipe da Escolástica”.
VII. CRISTIANISMO DA IGREJA REFORMADA
A reforma em outros países.
A reforma foi ganhando impulso por toda Europa. Na Suíça, quem liderou a
reforma foi Ulrico Zuínglio, o qual em 1517, atacou “a remissão de
pecados”, que muitos procuravam por meio de peregrinações a um altar da
Virgem de Einsieldn. No ano de 1522, Zuínglio rompeu definitivamente com Roma.
A reforma foi então formalmente estabelecida em Zurique, e dentro em breve
tornou-se um movimento mais radical do que na Alemanha. Entretanto, o progresso
desse movimento foi prejudicado por uma guerra civil entre cantões Católico-Romanos
e protestantes, na qual Zuínglio morreu em 1531.
Não muito depois da morte de Zuínglio surgiu um líder ainda maior para tomar
a direção do protestantismo na Suíça. João Calvino (1509-1564) nasceu vinte
e seis anos depois de Lutero de modo que pertencia à segunda geração da
reforma. Declarou-se protestante em 1533, sendo influenciado pelos estudos de
Lutero, surgiu repentinamente, acompanhado de uma grande renovação de sua vida
espiritual.Logo, se transformou no maior teólogo da reforma ou o maior teólogo
da igreja, depois de Agostinho. Teve de fugir para Paris em virtude de uma
inesperada e feroz perseguição. Apesar de sua vida inquieta esteve três anos
em Basiléia e ali aos vinte e seis anos, publicou um livro que lhe permitiu
ganhar a posição de um dos líderes do protestantismo. Esse livro foi o seu
famoso “Instituições da Religião Cristã”, publicada em 1536, quando
Calvino tinha apenas vinte e sete anos. Na primeira edição o livro era
pequeno, não era ainda o tratado de teologia que veio a ser depois; apenas uma
declaração sistemática da verdade Cristã sustentada e defendida pelos
protestantes e destinado ao uso popular.
Desde seus escritos e a sua vida, Calvino trouxe grande contribuição para o
progresso da Reforma. Durante seu ministério, de vinte e três anos, ele viu
que seus ideais por onde passou, mesmo com perseguições, e lugares que suas idéias
tiveram pouco êxito, viu na cidade de Genebra o resultado do seu trabalho.
Aquela cidade dantes turbulenta e dissoluta tornou-se notável por sua ordem,
por sua cultura, por seu Cristianismo ardoroso e pelas condições morais
excelentes. Estes resultados não foram alcançados por Calvino e seus
colaboradores sem dificuldades. Surgiu muita oposição por causa da estrita
disciplina do consistório. Ouve mesmo um tempo quando a obra de Calvino parecia
arruinar-se, mas sua persistência e coragem férrea não falharam. Sua vitória
final foi devida parcialmente a muitos protestante refugiados de perseguições,
vindos de outros países, que se tornaram Cidadãos de Genebra. Nos últimos
nove anos da sua vida ele o governa dor da cidade.
Pelo êxito da reforma por Calvino em Genebra, a cidade serviu de refúgio para
muitos perseguidos por causa da Reforma em outros países.Os refugiados
encontraram nela um lar apropriado, encontraram nela um lar apropriado. Foi também
um lugar de preparo sólido para os líderes do protestantismo. Posteriormente,
muitos refugiados voltaram aos seus países de origem, fortalecidos por sua
estada em Genebra e por seu contato com Calvino. Um deles foi João Knox.
João Knox foi o líder da Reforma na Escócia. Lá o progresso da Reforma foi
lento pois a igreja e o Estado eram governados pela mão férrea do cardeal
Beaton e pela rainha Maria de Guise, mãe da rainha Maria da Escócia. O cardeal
foi assassinado, a rainha morreu, e logo em seguida João Knox, em 1559, assumiu
a direção do movimento reformador. Começou a pregar constantemente com
extraordinária eloqüência, fortalecendo a causa reformada com seus argumentos
poderosos. Knox pôde fazer desaparecer todos os vestígios da antiga religião,
e levar a Reforma muito longe, do que da Inglaterra. A Igreja Presbiteriana,
segundo foi planejado por João Knox, veio ser a igreja da Escócia.
Na Inglaterra, João Tyndale liderou a Reforma e conseguiu traduzir o Testamento
na língua “mater”, a primeira versão em inglês depois da invenção da
imprensa; essa tradução, mais do que outra qualquer, modelou todas as traduções,
a partir daí. Tyndale foi martirizado em Antuérpia, no ano de 1536,
Posteriormente, outros líderes reformadores deram continuidade, e tornaram a
Inglaterra protestante.
Enquanto que Dinamarca, Suécia e Noruega, receberam prontamente a Reforma, a
Holanda se tornara protestante, e assim a reforma ganhou campo por todas as
partes.
A Contra Reforma
Sabemos que a decadência do poder papal, já havia começado, desde o fim da
idade moderna, antes do ano de 1198-1216, Inocêncio III, tinha assumido o cargo
tentando recuperar o terreno que tinha começado a perder, e afirmou no dia da
sua posse que “em tua mão havia sido entregue não somente a igreja, mas,
também o mundo inteiro, com o direito de depor finalmente a coroa do imperador,
e todas as outras coroas”.
No ano de 1303, o papa Bonifácio VIII, ao assumir o cargo que queria mandar nos
imperadores, como mandava os seus antecessores, porém se deu mal quando Bonifácio,
procurou questão com o imperador Felipo, rei da França este lhe declarou
guerra e, ainda lançou o papa Bonifácio no cárcere, depois de soltá-lo em
1305, morreu de tristeza. De 1305 à 1307 o rei da França transferiu a sede da
igreja de Roma, para o Sul da França, as ordens do Papa já não eram
obedecidas, sua excomunhão já não eram levadas a sério. Porém no ano 1377,
o Papa Gregório XI, transferiu novamente para Roma a sede do papa, e desde esta
época os papas residem em Roma.
Agora já no século XVI, período da Reforma, o poder papal, estava cada vez
mais enfraquecido, sabendo que perderia muito terreno para o protestantismo,
iniciou um movimento para acabar com a fé protestante, chamado na época de
“Contra-Reforma”. E já no ano de 1545, o Papa Paulo III convocou todos os
Bispos e Abades da igreja Católica no Concílio do Trento, para fazerem uma
reformulação dentro da própria igreja Católica. E dentre as decisões.
CONTINUA...