Quem detém o anticristo

SEBEMGE - SEMINÁRIO BATISTA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

TRABALHO DE ESCATOLOGIA

QUEM DETÉM O ANTICRISTO?

Aluno : Anísio Renato de Andrade

Professor : Pr. Marcelo Rodrigues de Oliveira

Período : Sexto - Curso : Bacharel em Teologia Ministerial

Data : 23 de setembro de 1996 - Local : Belo Horizonte - MG

INTRODUÇÃO

Um dos personagens mais citados na escatologia é o Anticristo, também chamado "O Iníquo", ou "Homem da iniquidade". São muitas as especulações em torno da identidade desse homem. Nessas discussões, um dos textos básicos é o que se encontra na primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses, no capítulo 2, versos 6 e 7. No texto, Paulo diz "vós sabeis o que o detém", ou seja, aquele que impede a manifestação do Anticristo que, por sua vez, desencadeará uma série de outros acontecimentos. Como está escrito, os tessalonicenses sabiam quem ou o quê detém o Anticristo. Será que hoje alguém sabe ou pode deduzir isso biblicamente ? Tentando responder a essa questão, nos dedicaremos a pesquisar o tema em algumas fontes bibliográficas. Lançaremos mão do que já foi estudado por teólogos diversos, afim de buscar uma resposta ou teses que ajudem a esclarecer o assunto.

VÓS SABEIS O QUE O DETÉM

O agente retentor é impessoal neste verso, e pessoal no verso 7; este fato é significativo. O apóstolo é intencionalmente vago quando escreve sobre o assunto, mas parece que foi mais explícito no seu ensino oral em Tessalônica. Isto apóia a interpretação de o Império Romano ser o agente retentor, desde que pode ser considerado um poder impessoal, como uma pessoa encarnada no Imperador. Após a acusação levada contra Paulo em Tessalônica (At.17:6 ...), qualquer alusão ao poder imperial tinha de ser vaga quanto possível, por perigo da carta cair em mãos impróprias. "Porque já o mistério da injustiça opera". (v.7). O princípio da rebelião contra Deus já está agindo, na oposição feita ao evangelho em Tessalônica e noutros lugares, mas não está abertamente entronizado no mundo, como será na breve duração do domínio do Anticristo, porque há um que agora o detém. Neste passo, é um agente pessoal que retém o espírito de ímpia revolta, indicando o Imperador. Outros há que consideram aquele que detém como uma figura apocalíptica, no mesmo sentido como o Anticristo, "a anjo do abismo" de Apc.9:1 e 20:1. Caso for assim, não haveria inconveniência em usar termos mais explícitos. Menos plausível ainda é a sugestão de que aquele que detém seja o Espírito Santo. Se "o que o detém" é realmente o Imperador, não precisa concluir que o Imperador Cláudio, (41-54) então reinante, seja especificamente indicado, ou que Paulo estivesse pensando em Nero, sucessor de Cláudio, cuja elevação se deteve enquanto Cláudio vivia. Nero tinha apenas doze anos em 50 d.C, e Paulo escreveu os mais notáveis elogios do poder romano após a elevação de Nero ao trono. Paulo tinha razão em mostrar-se constantemente grato pela proteção das autoridades imperiais, que reprimiam as forças mais hostis ao evangelho. Quando essa proteção fosse retirada, as forças do Anticristo poderiam exercer, livremente, a sua própria vontade.

Devem ser mencionadas outras tentativas de identificar o "poder que o detém". B. B. Warfield sugere que fosse a continuação do Estado judaico : "Logo que a apostasia judaica se completou, e Jerusalém foi entregue aos gentios... a separação do Cristianismo do Judaísmo, já iniciada, se tornou patente. Intensificou-se o conflito entre a nova fé e o paganismo, cuja expressão principal era o culto ao Imperador. Foi desencadeado o poder perseguidor do Império, inevitavelmente.

"Até que do meio seja tirado" - O sujeito desta cláusula é o retentor, mas seria considerado sedicioso falar explicitamente da remoção do Imperador. Daí a imprecisão de Paulo.

INFORMAÇÕES ANTERIORES

O texto evidencia que os tessalonicenses possuíam informações sobre o tema que hoje nos são desconhecidas. Se a tarefa da exegese fosse simplesmente elucidar as novas informações fornecidas pelo texto, seria comparativamente simples. Infelizmente este texto é exemplo clássico de uma situação em que o leitor moderno não compartilha das informações anteriores possuídas pelos endereçados originais da carta. O que, exatamente, eles já sabiam ? Podia ser algo que Paulo lhes ensinara anteriormente ( quer oralmente, quer numa carta anterior) , ou algo que sabiam pela experiência pessoal. O verbo grego aqui usado tem sido considerado possuidor desta última nuança, embora o que os leitores sabiam pessoalmente possa muito bem ter sido algo que reconheciam apenas à luz do ensino anterior de Paulo.

DISCUSSÕES SOBRE A TERMINOLOGIA DE PAULO

O advérbio agora deve provavelmente ser entendido juntamente com o verbo sabeis. Lógica e temporalmente oferece um contraste com o versículo anterior: "Lembram-se daquilo que lhes contei então, e agora sabem por si mesmos".

Paulo usa uma frase com o neutro: o que detém ( to katechon, o artigo com o particípio), mas no v.7 emprega a forma masculina como alternativa. Isto sugere que está pensando nalguma entidade que pode ser considerada tanto um princípio quanto uma pessoa. O significado do verbo traduzido "reter" é disputado. Normalmente o verbo significa "segurar firme ," e pode ser usado para o constrangimento físico (Lc.8:15 Fm13) ou para guardar coisas na memória e obedecê-las ( Lc. 4:42 I.Cor.11:2 15:2 I Ts.5:21 Hb.3:6,14 10:23). Pode, também significar ocupar um lugar (Lc. 14:9) ou manter uma pessoa ou uma coisa presa (Rm.1:18 7:6). No passivo, o verbo pode ser usado para ficar "preso" por um poder sobrenatural, num estado de inspiração ou êxtase religioso.

Tentativas têm sido feitas para sugerir um pano de fundo semítico para o uso que Paulo faz da palavra grega aqui. O . Betz : "Der Katechon", pensou que era o equivalente do hebraico tamak, usado em 1Q27, e R.D. Aus, sugeriu o hebraico ãsar, usado em Is.66:9 para fechar a madre; a força da proposta depende de se a alegação de Aus de que Is.66 fornece outros elementos de pano de fundo para esta passagem for achada convincente. Três possibilidades principais de tradução têm sido propostas : 1) A maioria dos comentaristas traduz "deter, restringir," e, daí: "atrasar". 2) Frame, págs. 258, 264, e Best, pág. 299, entendem o verbo intransitivamente como: "manter domínio". 3) Giblin, págs. 167-242, o entende ativamente como "agarrar", no sentido de progressão espiritual por uma força demoníaca, pseudo-profética que estava cativando os leitores. Esta opinião foi adequadamente refutada por Best, págs.298-9, que nota que o uso ativo do verbo com este significado é incomum, e que em I Ts. 5:21 Paulo usa o verbo num bom sentido ao invés de num mal sentido (como aqui).

Talvez uma objeção mais forte ache-se nas palavras "para que ele seja revelado somente em ocasião própria". Esta frase expressa propósito, e, a despeito das objeções de Giblin, págs.204-10, parece impossível privá-la de um conteúdo proposital e ligá-la com "sabeis" de modo que a "ligação... é pouco mais do que uma expressão de conseqüência temporal entre a presente experiência de uma força análoga ao antropos res anomias e a manifestação futura desta última figura no momento determinado". Pelo contrário, o que Paulo está dizendo é que os leitores sabem o que está retendo o homem da iniqüidade a fim de que este seja revelado somente em ocasião própria e não antes disso ( a palavra somente em ARA indica esse sentido. Nossa exposição toma por certo que ele, que será revelado, é o rebelde como no v.3; as tentativas de interpretar "ele" como sendo Jesus ou o poder que retém são mal-orientadas. Em ocasião própria (ARA, seguindo a variante de UBS, lit. "seu próprio tempo") é o tempo destinado para seu aparecimento por Deus, cujo propósito está no processo do cumprimento (At.1:7). A questão daquilo que está atrasando seu aparecimento será melhor examinado depois de termos considerado o v. 7

O passo seguinte de Paulo é explicar o significado daquilo que seus leitores já sabem. A conjunção "com efeito" demonstra que está explicando como é que o rebelde não será revelado até o tempo certo: embora seja verdade que o ministério da iniqüidade já opera, está sujeito a restrição por enquanto. O efeito do contraste entre as duas partes do versículo é fazer com que a primeira cláusula tenha uma força concessiva. A primeira consideração, portanto, é que o aparecimento do homem da iniqüidade é precedido pela operação atual da iniqüidade; note como a iniqüidade tem seus aspectos pessoais e impessoais, assim como a força que retém. O mistério da iniqüidade dificilmente pode significar "o segredo acerca da iniqüidade", a despeito da analogia doutros trechos onde "mistério" refere-se a um segredo divino agora revelado ao povo de Deus acerca dalgum aspecto do seu propósito salvífico (Mc.4:11 Rm.11:25 I Cor.4:1). Deve referir-se, pelo contrário, à atividade sigilosa e oculta da iniqüidade, "não alguma coisa incompreensível, mas alguma coisa escondida". O paralelo exato desta expressão acha-se em Jos.Bel 1.470 que descreve a vida de Antípater como sendo "iniqüidade secreta" (literalmente "um mistério da iniqüidade") e não na frase "os mistérios do pecado" nos textos de Cunrã. Como no v.3, entendemos iniqüidade no sentido mais geral de rebelião contra Deus. O verbo opera é melhor entendido como uma forma grega do médio (intransitivo) e não como um passivo ( "é causado a operar, sc, por Deus").

A segunda parte do versículo diz literalmente: "somente aquele que agora detém até que ele seja afastado." Pode ser compreendida de duas maneiras principais: 1) Segundo M. Barnouin, o sujeito da cláusula subordinada é igual ao objeto do particípio: alguém detém não é removido do cenário. Esta interpretação, no entanto, deixa a sentença sem um verbo principal e dá uma tradução duvidosa da frase "que seja afastado." 2) É melhor, portanto, entender a forma da sentença à luz do estreito paralelo em Gl.2:10 , onde temos um caso semelhante de elipse da cláusula principal (a ser suprida a partir do contexto anterior) e a colocação da cláusula subordinada antes da conjunção. Assim, temos a tradução: "(está operando) somente até que seja afastado aquele que agora o detém." A força refreadora agora é pessoal (particípio masculino) e agora significa "no presente momento", com um indício, talvez, de limitação temporal (cf. I Ts. 3:6). R. D. Aus, sustenta que a expressão é um hebraísmo baseado em Dn.11:31 e 12:11 (onde sûr é usado para a remoção do holocausto contínuo) . A frase tem paralelos em I Cor.5:2 e Col.2:14, onde significa a remoção do cenário da atividade, ou o banimento. H..W.Fulford aduziu paralelos de Plutarco que demonstram que a frase pode significar "retirar do cenário". Uma vez que o poder detentor tenha sido removido, a rebelião já não ocorrerá de um modo oculto; haverá uma manifestação aberta do mal.

Devemos agora procurar determinar o que Paulo quer dizer com "o poder que detém" e o "rebelde" (lit. "o homem da iniqüidade"). É necessário distinguir entre a origem e o caráter da sua linguagem, e aquilo que porventura quis dizer com ela.

Há algum precedente na apocalíptica judaica para a idéia de refrear um poder maligno. Dois grandes monstros, Beemote e Leviatã, são conservados, até ao tempo em que o Messias começará a ser revelado, para alimentar os que sobreviverem até então. Em Apc.7:1-3 os ventos são conservados, seguros até que os servos de Deus tenham sido selados. Talvez haja sinais do mesmo tema em Jó 7:12. Temos também, o pensamento de Satanás sendo preso durante o milênio, em Apc.20:1-3, idéia esta que tem alguma história prévia em Is.24:21-22, Tob.8:3, onde lemos acerca de demônios, anjos caídos, Mastema e Satanás sendo atados e aprisionados por períodos temporários. Contra este pano de fundo Dibelius argumentou que o ensino paulino depende, em última análise, de um mito em que um ser celestial refreia as forças do mal. Best, págs.296-7, ofereceu algumas críticas desta teoria, em especial porque deixa de identificar de modo satisfatório a força redentora e a natureza da sua atividade. O impacto principal do seu argumento, no entanto, parece ser que a teoria não vai suficientemente longe. Lança luz sobre a linguagem figurada mas não explica como Paulo estava usando. Em resumo, em termos da distinção feita supra, temos aqui uma teoria da origem e do caráter da linguagem de Paulo. Ainda falta determinar como Paulo a usava, e o que queria transmitir com ela.

TESES DIVERSAS PARA A QUESTÃO

1) Uma interpretação antiga da passagem acha a força refreadora no Império Romano, personificado no próprio Imperador. Esta opinião é muito recomendável, por dar uma explicação convincente da mistura de gêneros, e por fazer uso da própria experiência de Paulo do Império como sendo uma força que contribui para a lei e a ordem. A atitude de Paulo para com Roma é geralmente favorável; a administração era basicamente justa, ainda que houvesse bastantes governadores e oficiais injustos. Não é nenhuma objeção a esta opinião dizer que Roma não desempenha este papel na apocalíptica judaica; Paulo pode muito bem ter inovado aqui. Uma dificuldade maior é se Paulo poderia ter imaginado o Imperador ( ou o Império) sendo removido para dar lugar ao rebelde. Se a passagem fosse pós-paulina, alguma consideração poderia ser dada ao mito do Nero redivivo, segundo o qual acreditava-se que Nero não morrera, mas, sim , ocultara-se no oriente entre os partas, pronto para comandá-los numa invasão contra Roma. Sinais deste mito talvez estejam presentes em Apc.13:13-14. Segundo este ponto de vista, o que detém seria o Imperador reinante, e o rebelde seria Nero na sua volta. Este mito, porém, surgiu tarde demais para ter influenciado o próprio Paulo, e até mesmo o medo dos partas não era um fator importante na década de 50 d.C. Tem sido objetado , também, que o rebelde parece ser mais um sedutor religioso do que um tirano político, mas certamente não são desconhecidos casos de tiranos políticos reivindicarem honras divinas para si mesmos.

2) Posto que o Império Romano não chegou ao fim da maneira que acaba de ser contemplado, alguns comentaristas têm procurado salvar a reputação de Paulo como Profeta fidedigno por meio de argumentar que a força que o retém não é do Império Romano propriamente dito, mas, sim, o princípio da lei e da ordem que foi tipificado por ele, e que ainda continua na forma doutros sistemas políticos. Segundo esta opinião, a força recebe uma personificação literária no verso 7.

3) B.B. Warfield identificou o estado judaico como sendo o poder que retém. Uma vez que o judaísmo tivesse efetivamente cessado de existir, e o cristianismo já não pudesse abrigar-se na proteção daquele, este último seria exposto à plena força da perseguição por Roma. Em especial, Tiago de Jerusalém era a personificação desta força retentora. Esta hipótese não parece ter conseguido seguidores.

4) Frame considera que a força que mantém domínio não é outra senão a de Satanás, cuja influência já está no mundo como "o mistério da iniqüidade". Quando chegar o tempo determinado por Deus, Satanás será afastado do caminho, de modo que o rebelde possa ocupar o palco. Frame viu uma possível alusão a este papel limitado de Satanás no logion Freer, uma variante textual de Mc.16:14 na Códice Washington ou Freer: "O termo de anos para o poder de Satanás já foi cumprido, mas outras coisas terríveis se aproximam;" sugeriu que sua remoção talvez correspondesse ao tempo em que foi atirado do céu para a terra em Apc.12. Esta opinião requer que o verbo katecho seja traduzido "manter domínio". Uma opinião requer um pouco semelhante é sustentado por Best, que pensa que o poder que mantém domínio, "o poder hostil ocupante," é um agente mau (mas não o próprio Satanás) que se colocará de lado quando o rebelde aparecer.

5) Uma opinião diametralmente oposta é que a força detentora é o próprio Deus, na pessoa do Espírito Santo; é Ele quem adia a revelação final em toda a sua plenitude. Esta opinião foi especialmente desenvolvida por Strobel. Trilling, argumenta que a força que detém é simplesmente a demora da parusia que os leitores estavam experimentando e que, em última análise era devida ao próprio Deus. Trilling argumenta que não há nenhuma diferença essencial entre as formas neutra e masculina da expressão, embora reconheça que é Deus quem fica por detrás da ação adiadora. É surpreendente que Trilling não faça tentativa alguma no sentido de responder às críticas que Best, já fizera contra esta interpretação. Best argumenta que esta é uma maneira muito estranha de referir-se à ação de Deus, que a teoria requer que "ser afastado" signifique "retirar-se" (mas veja supra para esta possibilidade), e que entender katchõ no sentido de atrasar é anormal.

6) Uma opinião correlata é que o fator que detém é a proclamação do evangelho (neutro) pelos missionários cristãos e em especial pelo próprio Paulo (masculino); quando Paulo estiver "fora do caminho," então virá o Fim (O . Cullmann). A teoria sugere que Paulo cristianizou o princípio de que todo Israel deve arrepender-se antes do Fim poder vir. Best argumenta contra esta opinião de que Paulo não está especialmente consciente da sua posição apostólica como missionário aos gentios nestas Epístolas; mas esta não é uma consideração de peso tendo em vista a evidência de I Ts. 1-2 . Uma objeção muito mais forte é que Paulo, conforme I Ts.4:13-18, contava com a possibilidade da sua própria sobrevivência até à parusia (Whiteley), e esta objeção deve ser pronunciada fatal para a teoria nesta forma. É, também, muito duvidoso se Paulo, embora insista na sua posição de apóstolo aos gentios, via-se como fator essencial no plano salvífico de Deus em prol da humanidade.

7) Finalmente, conforme vimos, Giblin entende katechõ no sentido de "agarrar" e argumenta que falsos profetas estavam enganando os tessalonicenses; eram liderados por um indivíduo específico que, segundo Paulo acreditava, deveria ser expulso antes da manifestação do rebelde e a destruição deste pelo Senhor ocorrer. Esta opinião é filologicamente improvável, e deixa de explicar porque a remoção de falsos profetas numa só igreja local deveria ocupar uma posição tão crucial no desenvolvimento do plano de Deus.

Agora já examinamos as opiniões principais acerca desta passagem, e podemos dizer com segurança que nenhuma delas está livre de dificuldades. A opinião de que o poder que detém ou que ocupa é bom ao invés de mau no seu caráter parece essencial a fim de dar sentido à passagem. Uma luta entre duas forças malignas em oposição parece muito improvável, e a idéia de uma força maligna desaparecer para dar lugar a outra parece improvável também. Se for assim, podemos excluir as opiniões 4 e 7. Se Paulo considerava Roma como o poder que detém, ficamos com o problema de achar um candidato para o homem da iniqüidade. Segundo esta opinião, dificilmente poderia ter sido um Imperador Romano, embora os paralelos de Pompeu e Calígula decerto teriam apontado nitidamente naquela direção. Esta consideração contraria as opiniões 1 e 2. Somos levados de volta à opinião de que o próprio Deus está envolvido na detenção. Assim como o rebelde é uma figura apocalíptica, acerca de cuja identidade e natureza Paulo não especula, assim também a força detentora é de dimensões sobrenaturais, e deve ser considerada divina na sua origem. A opinião que vê a pregação do evangelho a todas as nações (Mc. 13:10) como sendo o fator que leva Deus a refrear o irrompimento final do mal é atraente, na condição de não ser ligada à atividade de qualquer indivíduo isolado, tal qual o próprio Paulo. É possível que Paulo tivesse em mente alguma figura angelical que estava conservando o mal sob restrição durante o período da pregação até sua manifestação final e aberta; se for assim, não é muito difícil pensar nesta figura "afastando-se" mediante a ordem de Deus , no tempo determinado.

Talvez uma hipótese coerente seria uma versão modificada da opinião 6, de acordo com a qual será Deus, em última análise, que permitirá que o rebelde seja manifestado somente quando a presente oportunidade para pregar e ouvir o evangelho for levada ao fim pelo afastamento da figura angelical que agora está no comando. Depois, o poder do mal, que tem operado secretamente no mundo, mas não menos eficazmente por causa disto, será abertamente manifesto para produzir a confrontação final.

As vantagens deste ponto de vista são :

a.       Reconhece a natureza essencialmente apocalíptica da linguagem de Paulo.

    1. Liga o ensino de Paulo com outros fios de apocalíptica no Novo Testamento, e em especial faz uso da única condição claramente expressa que deve ser cumprida antes do fim, a saber, a pregação do evangelho ( 2 Ped.3:9 Apc.14:6-7).
    2. Evita os problemas causados por considerarem Paulo como a personificação da força que detém, e também evita falar no próprio Deus como tendo sido "afastado."
    3. Fornece um modo de entender a passagem que se encaixará na sua origem paulina. Já que Paulo revela conhecimento do ensinamento apocalíptico sinótico, nada há aqui que é incompatível com I Tessalonicenses. Se, porém, a passagem não for de Paulo, somos confrontados pela dificuldade insuperável de que o autor se expressava de uma maneira que teria sido quase incompreensível para seus leitores, especialmente porque o v.5 não pode referir-se agora à instrução prévia dada aos leitores.
    4. Sem forçar a linguagem da passagem, descobrimos que a exegese mais provável dela dá uma interpretação que ainda pode ser válida hoje, sem dúvida depois de um período mais longo do que Paulo pode ter contemplado.

8) Uma vez que a força que detém ou que ocupa está fora do caminho, ocorre a etapa final do drama apocalíptico. Então contrasta-se com "agora" no v.7; mas a frase é comum em profecias de uma série de eventos apocalípticos (Mc.13:21,26,27). O iníquo é a frase grega normal para a pessoa descrita como "o homem da iniqüidade" de modo hebraico no verso 3. Em contraste com a operação secreta do mal no presente tempo, será revelado abertamente (cf.vv3,6 ). Paulo, portanto, chegou de volta no mesmo ponto do tempo que no verso 3, depois do parêntese nos vv. 6-7. Foi cumprida a condição para o aparecimento do Senhor Jesus. Não somos informados por quanto tempo o rebelde agirá abertamente e sem impedimento; pelo contrário, toda a atenção é concentrada na sua queda, que ocorre na ocasião da manifestação da vinda do Senhor, e como resultado dela. Esta frase está no dativo, e expressa instrumentalidade, e aqui, pela primeira vez, Paulo coloca lado a lado com a palavra parousia outro termo, epiphaneia, para descrever o aparecimento do Senhor (I Tm.6:14 II Tm.4:1 Tt.2:2:13; em II Tm.1:10 é usado para descrever a encarnação de Jesus). A palavra tem o mesmo significado básico que parousia, tanto assim que alguns comentaristas pensam que Paulo está simplesmente, amontoando palavras visando o efeito retórico. Mas a palavra era usada no Antigo Testamento uma epifania ou revelação de Deus, especialmente, mas não exclusivamente, num sentido hostil (II Sm.7:23 ); e também era usada no grego helenista para visitas por imperadores e outros dignitário. Algo destes significados bem possivelmente pode estar presente enquanto Paulo enfatiza o caráter poderoso e soberano do aparecimento do Senhor.

CONCLUSÃO

No Texto em análise, o apóstolo Paulo faz afirmações vagas sobre "aquele que o detém". Foram utilizados vocábulos pessoais e impessoais. Em conseqüência disso, muitas têm sido as hipóteses levantadas para explicar a frase, conforme estudamos nesse trabalho. A lacuna é tão grande, que as teorias vão de um extremo a outro. Há quem diga que quem detém o Anticristo é Satanás. Outros, em grande número, defendem que aquele que o detém é o Espírito Santo. Em posições intermediárias, alguns votam a favor do Império Romano ou do Estado Judaico, das leis romanas ou dos falsos profetas. Há quem afirme que o poder detentor é a proclamação do evangelho, o propósito divino ou mesmo um anjo de Deus. Nas raias do absurdo encontramos quem defenda que tal personagem é o profeta Elias. Há opiniões para todos os gostos.

Fazer afirmação categórica sobre a questão é algo bem temerário. Se Paulo não disse a quem se referia, é bem difícil concluirmos quem possa ser tal pessoa ou fator, principalmente por não haver outro texto bíblico que nos auxilie nesse empreendimento. A hipótese de que seja o Espírito Santo, é a mais aceita. Por certo, muitos são os pontos que dão força a essa idéia. Embora o texto não afirme isso, é bem difícil encontrarmos candidato melhor para tal função, haja vista a envergadura do desafio aí envolvido.

SINAIS DOS TEMPOS FINDOS
Pr Airton Evangelista da Costa

As dores de parto estão se amiudando, ficando mais intensas, mais fortes, mais preocupantes. A violência explode em todo o mundo. Violência no trânsito; violência sexual; violência contra a vida; contra a mulher; contra crianças. Para completar o quadro, a violência dos abortos provocados: 238.874 curetagens pós-parto foram realizadas no Brasil, em 1997, 22% em jovens de 10 a 19 anos. Milhões de homens, mulheres e crianças obrigados a um exílio forçado pelas circunstâncias, em várias partes do mundo. Tribos em guerra fratricida. Milhares fugindo de ditaduras, de perseguições. Fugindo dos próprios compatriotas, da terra natal, de suas origens. Fugindo sem destino certo, sem rumo. Nas maiores cidades do Brasil as autoridades se declaram incompetentes diante das atrocidades de gangues.

"Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas essas coisas SÃO O PRINCÏPIO DAS DORES... muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E por se multiplicar a iniquidade o amor a muitos esfriará... olhai, não vos assustei, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim" (Mateus 24.1-14). Terremotos e furacões se sucedem, cada vez mais fortes. Água potável, indispensável à vida humana, escasseia em várias partes do mundo, como é exemplo o nordeste brasileiro. A UNESCO declarou que a "próxima guerra mundial será deflagrada pela disputa de água potável".

As estatísticas da fome mundial é assustadora. Trezentos milhões de miseráveis na Índia. A malária nunca foi erradicada do planeta e continua matando milhões. Câncer e AIDS, outro tanto. O sexo entre não casados tornou-se uma prática normal em nossa sociedade depravada, não apenas no Brasil. É o aumento da iniquidade, da depravação e do desrespeito à Palavra de Deus. O produto disso são divórcios que geram famílias desestruturadas e filhos sem esperança. O adultério, a traição entre cônjuges, são uma rotina em nosso meio. "Nenhum fornicador, ou impuro... tem herança no Reino de Cristo e de Deus"(Efésios 5.5). "Não adulterarás"(Êxodo 20.14).

As drogas estão ceifando vidas jovens, alcançam adolescentes e penetram nas escolas: em 45% das escolas públicas do Brasil há tráfico de drogas. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas do Rio (Nepad) concluiu que 27 mil estudantes de escolas públicas do Rio usam drogas com freqüência. "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros... nem bêbados herdarão o reino de Deus" (1 Coríntios 6.9-10).

Satélites da Nasa detectaram que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica se estende agora por 27 milhões de quilômetros quadrados, cinco por cento maior que o tamanho máximo alcançado em 1996. "A temperatura global poderá aumentar cerca de 3,5 graus centígrados até o ano 2.100, a maior mudança climática em dez mil anos", concluiu a Quarta Reunião da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática. A verdade é que em muitas partes do mundo o calor está aumentando. Enormes blocos de gelo se deslocam das regiões polares. Reflitamos:

"E os homens foram abrasados com grandes calores... e não se arrependeram" (Apocalipse 16.9; Malaquias 4.1).

Não é por menos que as queimadas em várias partes da Terra estão devorando as matas. Dez por cento da floresta amazônica - o pulmão do mundo - foram devastados nos últimos 50 anos, em decorrência da ação predatória do homem. É bom que façamos uma reflexão para o que o Apóstolo Paulo disse:

"Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com DORES DE PARTO até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo"(Romanos 8.22-23).

Os homens estão cada vez mais ansiosos e deprimidos, ora porque não conseguem superar as dificuldades economico-financeiras, ora porque não conseguem acompanhar o ritmo do progresso, ora porque se sentem excluídos da sociedade organizada e elitizada. O século XXI será das doenças do cérebro, como resultado do esforço do homem para acompanhar a rápida evolução social. Esta a declaração do diretor de Saúde mental da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Jorge Alberto Costa e Silva. Vinte e cinco por cento da população mundial sofrem de ansiedade. Reflitamos:

"Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus"(Filipenses 4.6).

A ansiedade e oconseqüente medo do povo brasileiro, por exemplo, produzem uma corrida alucinada aos jogos de azar. Ali, no jogo, depositam suas esperanças jovens, velhos e até crianças. E o Brasil que até há pouco tempo colocava barreiras à instalação de cassinos, tornou-se num grande cassino ao permitir toda sorte de jogatina. "Os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e perdição" (1 Timóteo 6.9).

A par de todos esses desvios, em que os valores éticos, morais e cristãos são desprezados, a prática do espiritismo e do satanismo cresce a olhos vistos. Os búzios, os tarôs, os baralhos ciganos; numerologia, mapa astral, cristalomancia, e outras práticas esotéricas de adivinhação e feitiçaria são procuradas por milhões de desesperançados brasileiros - ovelhas sem pastor - como náufragos à procura de uma tábua de salvação. Confiam mais na palavra do pai-de-santo, do Dr. Fritz; mais na palavra dos demônios (orixás, caboclos, espíritos guias) do que na Palavra de Deus. Para reflexão:

Desnecessário continuarmos expondo as feridas da humanidade. Muitos reconhecem que a situação não é nada boa. O sistema mundial, quer seja gerido ou conduzido pelo Comunismo ou pelo Capitalismo, por governos democráticos ou ditatoriais, faliu. O fosso entre ricos e pobres aumenta. Os dois bilhões de miseráveis deste planeta são o retrato falado da incompetência, da prepotência, do desamor e da depravação do homem. Porém, Deus não está de braços cruzados. Assim como nos tempos de Noé e de Ló, Ele sabe o dia e a hora e até os segundos em que o seu grande dia - o Dia do Senhor - terá início. Nos dias de Noé, Deus vendo que "a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente", e que "a terra estava cheia de violência", exterminou todos os seres viventes através do dilúvio. Pela mesma razão as cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas com seus habitantes, por se multiplicarem a violência, a imoralidade e a injustiça.

Em nossos dias, a promiscuidade sexual e a maldade dos homens alcançaram níveis insuportáveis. O sistema mundial está falido, e não podia ser de outra maneira porque "o mundo jaz no maligno"(1 João 5.19). Satanás é o deus deste mundo, e na sua ação devastadora ele deseja "matar, roubar e destruir". Satanás é o maior inimigo do homem porque o homem é a obra-prima de Deus. Quando os homens se rebelam contra Deus, ficam automaticamente sob o domínio do Maligno e, nessa condição, os desejos carnais predominam: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, iras, pelejas, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias (Gálatas 5.19-21).

Os que amam as coisas deste mundo, ou seja, os que fazem parte do processo mundano; os que estão se sentindo muito bem na prática do adultério, das drogas, da mentira, da idolatria, da consulta aos mortos, esses não estão vendo nada de anormal à sua volta. A razão é porque estão cegos: "Se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" (2 Coríntios 4.4) . Quem está morto não sente o peso do pecado, porque defunto não sente dor. Quem nasce e vive em trevas não sente muita necessidade de luz. Quem está atolado em excremento até o pescoço não sente a fedentina ao seu redor. Mas quem está fora do processo, como gotinhas reluzentes de óleo pairando sobre águas turvas, enxerga, sente e geme diante da situação caótica do mundo. Os gemidos dos filhos de Deus são no sentido de apressar a vinda do Senhor Jesus, pela pregação do Evangelho. "E ESTE EVANGELHO DO REINO SERÁ PREGADO EM TODO O MUNDO, EM TESTEMUNHO A TODAS AS GENTES, E ENTÃO VIRÁ O FIM" (Mateus 24.14).

A Bíblia nos diz que Cristo voltará, mas ninguém sabe em que dia e hora Ele voltará. O próprio Jesus declarou que o fim viria somente depois que todos os povos tomassem conhecimento da Verdade evangélica. A meu ver, isso não elide a possibilidade de estarmos no "princípio das dores".

                 O Tempo do Fim

                 “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim, muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará.” (Dan. 12:4)

                 O cenário global e os acontecimentos recentes levam a tremenda curiosidade do que será daqui para a frente. As pessoas querem respostas para suas ansiedades e incertezas. Isso favorece o surgimento de falsos profetas, prognosticadores, adivinhadores, bruxos, interpretadores de profecias etc., que aproveitam a situação para se promover. Transformam a ansiedade em mercado e faturam com dinheiro, fama e poder. Esses são dias de crise de explicações seguras e de excesso de explicações sem fundamento.

                A escalada de violência que desde o ano de 1999 vínhamos anunciando, com base em textos proféticos, se realiza e recrudesce dramaticamente. A crueldade dos homens maus a tempos que passou de qualquer imaginação possível, e não se detém ante nada. O horror há tempo semeado pelo cinema agora se transforma em dura realidade. O que parece ficção, agora ante nossos olhos é pura realidade: milhares de pessoas sendo cruelmente dizimadas com total cobertura pela TV. O horror esfria o amor das pessoas e incentiva nelas o ódio. As respostas não são de perdão, mas de ódio: ódio em resposta ao ódio = mais ódio e maior crueldade.

                O espetáculo da crueldade desafia as pessoas à busca de respostas às inúmeras e perplexas perguntas que surgem. Dentre muitas fontes de explicação concorrentes, a Bíblia está cada vez mais sendo buscada, quer para interpretações falsas, quer verdadeiras. Enquanto massas de pessoas andam sem rumo quanto ao futuro, muitos estão encontrando sabedoria na Palavra de DEUS, e vêem nos fatos indicadores dos tempos, de que tudo está conforme o previsto, e que DEUS continua no comando. Ele sabia de tudo e nos avisou, pelos profetas.

                O saber que se multiplica é o do conhecimento da verdade na Palavra de DEUS. De fato, desde os idos de 1844, antes até, a Bíblia vem sendo estudada por número cada vez maior de pessoas. E do saber relacionado a verdade que se multiplica, resulta o aumento fantástico do saber científico. A relação é direta: quanto mais confiamos na verdade, mas revelação científica DEUS abre aos que estudam. Por outro lado, satanás vale-se desse conhecimento para destruir a Terra, e arma os povos para sua própria destruição. Hoje estamos cientificamente preparados para eliminar a vida do planeta! Estamos nos tempos do fim: muito conhecimento científico sendo utilizado por muitos loucos em postos de comando importantes, cheios de ódio uns contra os outros. “Amai-vos uns aos outros”? Isso está quase totalmente frio. Em lugar do amor, cada vez mais ódio e violência. São os tempos que antecedem a volta de JESUS.

                Nós, que estudamos a palavra de DEUS não podemos deixar de anunciá-la. “O Senhor convida os que n’Ele crêem a serem Seus cooperadores. Enquanto durar a vida, não devem achar que sua obra terminou. Deixaremos que os sinais do fim se cumpram sem advertir as pessoas do que sobrevirá à Terra? Consentiremos que elas pereçam nas trevas sem ter-lhes realçado a necessidade de se prepararem para o encontro com o Senhor? A menos que nós mesmos cumpramos o nosso dever para com os que nos rodeiam, o dia de Deus virá sobre nós como um ladrão. O mundo está cheio de confusão, e em breve apoderar-se-á dos seres humanos um grande terror (esse tempo já está chegando). O fim está muito próximo. Nós, que conhecemos a verdade, nos devemos estar preparando para o que está prestes a irromper sobre o mundo como esmagadora surpresa.” (Recebereis Poder, 159)

                “Muitos há no mundo hoje que fecham os olhos às evidências dadas por Cristo para advertir os homens sobre Sua vinda. Buscam aquietar toda a apreensão, ao mesmo tempo em que os sinais do fim se cumprem rapidamente e o mundo se apressa em direção ao tempo em que o Filho do homem Se revelará nas nuvens do céu. Paulo ensina ser pecaminoso mostrar-se indiferente aos sinais que devem preceder à segunda vinda de Cristo. Aos culpados desta negligência chama ele filhos da noite e das trevas. Ao vigilante e atento anima ele com estas palavras: "Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão. Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios." I Tess. 5:4-6.” (AA, 260)

                 A Palavra Segura da Profecia

                 O Senhor DEUS não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus profetas.” (Amós 3;7) A profecia nos dá informação segura dos tempos em que vivemos, mas ela hoje não nos dá datas nem períodos de tempo. Ela descreve características do tempo atual, e permite, estudando fatos comparados à profecia, ter suficiente noção de que coisas estão pela frente e se serão em breve. Para isso, é importante estudar as profecias de forma classificada, o que veremos mais adiante: Sinais dos tempos e sinais do fim.

                Os dias atuais são de tremenda agitação e incerteza. Aqui entre nós nada está seguro, exceto o que confia no Senhor. Mesmo esses estão perplexos ante a crueldade envolvida nas ações do ser humano. O cenário favorece especulação, mentiras, invenções de teorias falsas, elaboração de profecias alarmistas e interpretação alarmista da Bíblia. Seitas proliferam com soluções para todos os problemas, e geralmente elas resolvem os problemas de seus líderes: ganhar muito dinheiro e viver bem, às custas das necessidades do povo. Estes líderes, estou certo disso, viverão para ter sua recompensa (castigo), em pouco tempo.

                Ao povo de DEUS compete viver calma e confiantemente, como quem de fato tem certeza quanto ao futuro. Isso resulta em testemunho para os demais. Cabe estudar muito na Palavra de DEUS para entendê-la, praticá-la e ensiná-la. Há uma sede de saber crescente, devido a necessidade de explicações pelos fatos que se sucedem rapidamente. Coisas espantosas estão acontecendo, e maior ainda será o espanto nos dias futuros. Coisas horríveis teremos de presenciar. Está sendo preparado o caminho para o desfecho da história do pecado, e o fim se aproxima rapidamente. Não há mais tempo para perder,  tudo o que temos, tudo o que somos, tudo o que sabemos deve ser empregado para, calma e solenemente advertir o mundo que JESUS está por vir e solucionar todos os problemas daqueles que n’Ele crêem.

                Não podemos negar a correlação de inúmeros fatos com o cenário profético do fim. Historicamente fatos revelam a ação de satanás. Esta ação torna-se, nesses últimos dias, mais acentuada, mas ainda contida pelo poder de DEUS. Precisamos ter um bom entendimento dos fatos que vem ocorrendo ao longo da história, e perceber sua intensidade, sua freqüência e seus efeitos, para então obter deles a compreensão dos dias de hoje no contexto dos seis mil anos de pecado. Isso é possível e desejável, isso é vigiar.

                Se por um lado há alarmismo, por outro há uma estranha apatia ante as profecias em cumprimento. Nunca se viu tantos investindo dinheiro a longo prazo, como se JESUS ainda estivesse longe para voltar. Líderes e pregadores, como nunca desde que se iniciou o tempo do fim (1844) hoje investem no material. É reduzido o número daqueles que, nem alarmam, nem dormem, mas estudam e pregam sem pensar em benefício próprio, sem desejarem retorno nesta terra, porque aqui o retorno não mais seria aproveitado, ao menos não o suficiente. Se tentar adivinhar o dia da volta de JESUS é perigoso, viver indiferente também é. Nem fanatismo nem conformismo, mas realismo, testemunhando com seu estilo de vida e anunciando pelas palavras, nas igrejas e de porta em porta, como nos tempos do início da pregação. E disponibilizando os bens para a pregação, daquilo que lhe excede. Não há porque ter mais do que necessita para lhe garantir a vida. Não é mais tempo de acumular, mas de preparar-se para a volta de JESUS.

                O Princípio da Profecia

 A profecia tem como princípio anunciar antes, de forma precisa e com informações suficientes, para que quando acontecerem os fatos anunciados, as pessoas creiam que é verdade o principal anúncio profético: a segunda volta de JESUS, e o fim dos tempos de pecado. Os sinais que JESUS realizava, como a ressurreição de Lázaro, foram para que cressem. Ao fatos que JESUS lhes antecipava também foram para que cressem. A profecia tem esse poder: proporcionar confiança a quem não conhece O Criador. Ora, se com detalhada precisão fatos anunciados se cumprem integralmente, com 100% de acerto, é porque: (a) há uma sabedoria que não erra por de trás; e (b) o que está por se cumprir não falhará. A maior de todas as promessas para nós, a Sua segunda vinda, que nos dará vida eterna em perfeita felicidade, essa também se cumprirá.

Os 16 pontos das profecias de Daniel, para se cumprirem na ordem em que foram previstos, estatisticamente tem uma (1) probabilidade em 437.893.890.380.895.375 ocorrências. Isto é, se a história se repetisse esse número de vezes, haveria a possibilidade estatística de ela acontecer apenas uma vez conforme anunciado, pelas leis do acaso. Pois, dos 16 pontos, 14 já se tornaram realidade exatamente conforme a profecia. Será que as outras duas que faltam, (desmorronamento de babilônia e implantação de um reino eterno por JESUS) não acontecerão?

                Sinais, Sinais, em Todas as Partes!

                Nem alarmismo, nem conservadorismo, mas anunciando a necessidade de adoração ao que criou todas as coisas, que estamos em tempo de juízo, que babilônia está caindo e que evitem de receber o sinal da besta, a guarda do domingo ao ser imposto pela força de lei. Em essência, proclamando a breve volta de JESUS, Aquele que fez, que merece ser adorado, isto é, amado reverentemente.

Entendemos que o pastor Mark Finley prega no tom adequado sobre profecias. Ele nada esconde, relaciona bem os fatos e os fundamenta nos escritos. Não se apresenta com mensagem radical nem alarmista, não ofende nenhuma igreja ou seita, mas o que fala, afirma com convicção e diretamente. Ouvindo-o, tem-se a nítida convicção de que crê no que prega e que JESUS volta muito logo. Nem sequer uma pitada de fanatismo, total equilíbrio. Um bom paradigma para quem deseja pregar sobre esse assunto.

                Algo sobre a data da segunda vinda. EGW anuncia em certos lugares que deverão ser 6.000 anos de pecado, e em outros lugares, quase 6.000 anos. Pode-se crer que a história do pecado não ultrapasse os 6.000 anos. Mas há uma consideração importante. Não sabemos quando se inicia a contagem do tempo de pecado. Se o mundo foi de fato criado no ano 4.004 antes de CRISTO, ninguém sabe quanto tempo Adão e Eva viveram no Éden sem pecar. De modo que, se o mundo hoje tiver 6.005 anos, o número de anos de existência do pecado é impossível saber, portanto, é impossível especular sobre o final da contagem dos 6.000 anos de pecado. Há ainda o fato de no calendário Juliano haver um erro de 4 ou 6 anos, tempo que deve estar faltando no calendário. Isso significa que já estaríamos no ano 2.0005 a 2.007. Outros erros podem existir, antes de CRISTO. Portanto, matematicamente nada se pode afirmar.

                Mais uma consideração. EGW teve um sonho, em visão, no qual viu DEUS anunciando o dia e a hora da segunda vinda de CRISTO, entre outras coisas. Ao acordar, lembrou de tudo, menos da data desse anúncio. Isso significa um reforço no que a Bíblia afirma, que o dia e a hora não sabemos. Por outras palavras, esse dia e hora não saberemos antes do anúncio pelo próprio Senhor DEUS, e quem estiver especulando sobre isso, tenta passar por cima da própria autoridade do Criador do Universo, como em outros assuntos também, por exemplo na mudança dos tempos e da lei. Alia-se, portanto, aos que mudam o que só compete a DEUS.

                Lembram o que aconteceu há poucos anos, quando anunciaram o fim do mundo? Uns poucos se preocuparam seriamente com o assunto, muitos resolveram fazer festa e beber cerveja, aproveitando bem, segundo eles, os últimos momentos de vida. Isso dá uma pálida idéia de como seria inconveniente conhecer a data do último dia de vida na Terra.

                 Como nos Dias de Noé

                 As atividades da Terra giram em torno dos negócios. Tudo aqui se compra e se vende, com uma diferença a mais, o lucro. Esse sistema tornou-se como um par de rédeas nas mãos de satanás. Tornou-se tão atraente negociar que satanás tomou esse sistema, único no Universo, e com ele tenta, com muito êxito, dominar o planeta. Aliado a pornografia e ganância, criou um frenético sistema de vida em que, na fórmula do ódio, nos lançamos a competir uns contra os outros, como se fossemos todos inimigos uns dos outros. E as pessoas não tem mais tempo para nada senão ganhar dinheiro, sempre mais.

                Paralelo a esse sistema, uma vida propiciada por ele: comendo, bebendo, casando e se separando, jogando e assistindo jogos, viajando, lazer e prazer, sempre ocupados com alguma coisa totalmente inútil para a vida eterna. Em nada se dando conta de que os tempos estão se escoando e indo para o seu final. A surpresa será de inesperado terror. Ao perceberem, o tempo de graça já não mais existirá, e o fim terá chegado. Tudo parecia normal, embora as circunstâncias presentes nem serem mais normais. Apesar dos muitos sinais, da violência crescente, das catástrofes, do misticismo, da pregação do evangelho, e muito mais, grande parte da humanidade vive como se nada estivesse por acontecer, até que aconteceu. O pior é que muitos cristãos conhecedores das profecias vivem dessa forma, dando um péssimo testemunho. Não vivem o que crêem ou o que pregam. Falam da volta de JESUS, mas vivem como se isso fosse um conto de fadas.

                Tendências

                Como se poderia descrever os dias de hoje, considerando as profecias sobre os tempos? Talvez uma boa maneira de descrever seria: a volta de JESUS está se tornando, em nossos dias, uma premente necessidade, devido os nossos problemas serem grandes demais para os solucionarmos. Já perdemos o controle sobre drogas, poluição, terrorismo, moralidade e costumes e a natureza. “O rabo já está abanando o cachorro.” Estamos perdendo rapidamente o controle sobre a economia e o sistema político. O mundo está se tornando inviável. JESUS precisa voltar logo porque há cidades em que já não é mais possível viver normalmente. Em outras palavras, JESUS já deveria ter voltado, algo O está atrasando, é a pregação do evangelho a todo o mundo. Quando isso for completado, Ele vem!

                Uma boa classificação para estudo dos tempos em profecia é: (a) profecias dos tempos e (b) profecias do fim.

                As profecias dos tempos são aquelas que sempre ou desde há muito vem ocorrendo, que são muitas, e que se intensificam á medida que o mundo chega ao seu final. É o efeito da degeneração (não evolução) da sociedade fundamentada no pecado, influenciada por satanás, em seu estilo de governo. Portanto, por esse critério é possível saber que estamos na época do fim quando esses sinais se tornam muito intensos, quase insuportáveis, e ocorrendo todos eles ao mesmo tempo. Mas não é possível dizer por eles que o fim esteja muito próximo. Exemplo desses sinais: guerras, terremotos, violência, fome, pestes, ódio, etc.

                Os sinais do fim são específicos. Eles só ocorrem no final do tempo do fim da história e não são muitos. Fazem parte da batalha final, junto com os sinais dos tempos. Por exemplo, a pregação do evangelho ao mundo todo, falar em “paz e segurança” (em pleno cumprimento) quando lhes sobrevêm repentina destruição, a manifestação, pela a segunda vez, do abominável da desolação dominando o mundo (na iminência de ocorrer), grande tribulação (está no início, com os tempos difíceis), falsos cristos, sinais e prodígios, e a pregação global do evangelho, o que define a data do fim da graça. O sinal da paz e segurança (I Tes. 5:3) é, por exemplo, bem específico. Em setembro, dias 12 e 13 de 2000, a ONU estava reunida e aprovou a “declaração do milênio”, onde o capítulo mais importante se chama “Paz e Segurança e Desarmamento”. Ironicamente, faltando um dia para essa declaração completar um ano, os EUA são atacados por uma poderosa e inesperada manifestação terrorista. Esse ataque obviamente não é uma repentina destruição, mas se seus efeitos foram terríveis, como não serão aqueles que marcam o fim da história?

 Conclusão

                 Estudar profecia é muito interessante, atraente, prazeroso e compensador. Nos primeiros tempos de estudo, quando ainda se possui pouco conhecimento em profecias, parece difícil. Porém, quando a mente se vai abrindo, e o entendimento se expandindo, os fatos se encaixando perfeitamente, o gosto pelo assunto cresce. É preciso até ter cuidado para, lá pelas tantas, não exagerar no estudo.

O conhecimento um pouco mais aprofundado sobre profecias passa uma grande dose de segurança. E, para quem tem contato com pessoas não crentes, ou pouco crentes, ou mentes secularizadas mas instruídas, profecia tem a força científica mais apreciada: a capacidade de predição nela inserida. Isso é para mentes estudiosas muito atraente. Para professores e cientistas é um dos assuntos ideais para bons contatos iniciais.

                Relato um fato real. Nessa terça à noite, voltando de ministrar uma aula na cidade de Santa Rosa, 105km de onde moro, voltavam junto mais quatro colegas professores. Em razão de ser o dia do ato terrorista ocorrido nos EUA, o assunto naturalmente foi esse. E como todos sabem que estudo Bíblia, quiseram saber o que nela há sobre coisas tão cruéis. Apreciaram relatos sobre as profecias de Daniel 2; 7 e 8, de Apoc, 12, 13 e 17. A ação dos EUA se encaixaram perfeitamente no modo deles pensar, e ficaram maravilhados que isso estivesse escrito num livro que supunham superado. A Bíblia precisa também ser estudada com abordagem científica, e se há algo científico absolutamente preciso, isso é profecia bíblica.

Aqui vai um incentivo para que todos estudem profecia. O bom é iniciar com Daniel 2, porque é bem fácil. Estuda-se até entender bem. Então passa-se a Daniel 7, fazendo o mesmo. Depois Daniel 8. Vai ficar cada vez mais fácil. Em seguida, pode-se estudar os capítulos 12, 13 e 17 de Apocalipse. Nesses capítulos, Daniel e Apoc., está a espinha dorsal das profecias. Então pode-se passar para as demais profecias de Apocalipse – as sete igrejas, os selos, etc, que se tornarão óbvias por si mesmas. Depois, existem espalhadas por toda a Bíblia, pequenas citações de caráter profético, que se encaixam naquela espinha dorsal profética já entendida. O entendimento se torna cada vez mais claro e fácil. E o gosto pelo estudo aumenta. Um diagrama ajuda a estruturar o entendimento, tenha um sempre à mão.

 Informações sobre o cumprimento profético

               O Atentado Terrorista

                Não há uma profecia específica para esse atentado, o maior de toda a história da humanidade. Ele, no entanto, faz parte de um cenário profético, e seu peso é considerável, pelas proporções que assume. Faz parte do contexto de violência típica dos tempos do fim. Mostra claramente a continuidade da escalada do terror, resultante da violação das leis de DEUS pela sociedade, que colhe o que semeou, conforme se lê em Gênesis 6:5, 11 a 13; Zac. 7:23 e Mat. 24:12.

                Desde o início da história do pecado houve violência, porém, jamais com tanta crueldade e em escala tão grande. Muitas guerras no passado não tiveram tantas mortes quanto esse atentado. E os efeitos na economia do planeta, num só ato, jamais alcançaram o que esse atentado irá alcançar. E o seu resultado, uma espiral de represálias, violência e terror. As autoridades estão perdendo o controle sobre si mesmas, fala-se em declaração de guerra, sem saber ao certo contra quem.

                Para elaborar um estudo mais aprofundado do significado desse fato quanto as profecias, e possíveis tendências, é necessário mais um pouco de tempo. É preciso saber com certeza quem foi o responsável por esse atentado, o que queria com ele e como pensa – suas crenças. Na próxima semana possivelmente todos receberão uma análise cautelosa e mais profunda.

                Uma coisa no entanto é certa: o dia 11/09/2001 marca o início de uma nova época no mundo. Daqui por diante, vão haver atentados gigantescos, esse é um precedente. E as potências reagirão com poderosa capacidade de destruição. É assim que pensam as autoridades agora eleitas. Basta lembrar um comentário feito uns tempos antes: democraticamente o mundo está elegendo ditadores truculentos. Ei-los agora desfiando o terrorismo com retaliação. Com esses homens no poder pode se esperar qualquer coisa, menos paz e segurança, como anunciou a ONU no dia 12 e 13 de setembro do ano passado.

                Anexo à lição 12 – citações do Espírito de Profecia sobre o tema da semana.

 “              Sinais do Fim

O dia e a hora exatos de Sua vinda não foram revelados. Cristo disse aos discípulos que Ele Mesmo não sabia o dia ou a hora de Seu retorno; mas, mencionou certos eventos através dos quais poderiam saber quando Sua vinda estaria próxima.

"Haverá sinais", disse Ele, "no Sol, na Lua e nas estrelas." Luc. 21:25. E explicou com maior clareza ainda: "O Sol escurecerá, a Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento." Mat. 24:29.

"Sobre a Terra", disse Jesus, haverá "angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo." Luc. 21:25 e 26.

"E verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E Ele enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus." Mat. 24:30 e 31.

O Salvador acrescentou ainda: "Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas." Mat. 24:32 e 33.

Cristo descreveu os sinais de Sua vinda. Disse que poderíamos saber quando Seu retorno estivesse às portas. Quando as folhas das árvores brotam na primavera, sabemos que o verão está próximo. Do mesmo modo, ao se cumprirem os sinais no Sol, na Lua e nas estrelas, podemos nos certificar de que a vinda de Cristo se aproxima.

Esses sinais já se cumpriram. Em 19 de maio de 1780 o Sol escureceu. Esse dia ficou conhecido na História como "o dia escuro". Na região Leste dos Estados Unidos, tão densas eram as trevas que as lamparinas foram acesas ao meio-dia e até depois da meia-noite, a Lua embora fosse cheia, negou-se a iluminar. Muitos acreditaram que o dia do juízo havia chegado. Nenhuma razão satisfatória pôde explicar a escuridão sobrenatural, exceto a que foi encontrada nas palavras de Cristo. O escurecimento do Sol e da Lua foi um sinal de Sua vinda.

Em 13 de novembro de 1833, ocorreu uma deslumbrante queda de estrelas jamais contemplada pelo homem. Outra vez, as pessoas se convenceram de que era chegado o dia do juízo.

Desde então, terremotos, furacões, maremotos, pestes, fomes, destruições por fogo ou por inundações têm-se multiplicado. Além disso, angústia e perplexidade entre as nações apontam para o iminente retorno do Senhor Jesus.

Aos que haveriam de contemplar esses sinais, o Salvador disse: "Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o Céu e a Terra, porém as Minhas palavras não passarão." Mat. 24:34 e 35.

 (Vida de JESUS, 175)

                 Sinais dos tempos

                “Enquanto trabalhava em Tessalônica, Paulo tratou tão amplamente do assunto dos sinais dos tempos, mostrando quais os acontecimentos que ocorreriam antes da revelação do Filho do homem nas nuvens do céu, que ele não julgava necessário escrever circunstanciadamente sobre este assunto. Entretanto, especificamente se referiu ao que havia ensinado anteriormente: "Acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva", disse ele. "Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição." I Tess. 5:1-3.” (AA, 259)

                “Vivemos no tempo do fim. Os sinais dos tempos, a cumprirem-se rapidamente, declaram que a vinda de Cristo está próxima, às portas. Os dias em que vivemos são solenes e importantes.” (Benef. Social, 134)

                 “Estas e outras passagens provaram claramente ao espírito de Miller que os acontecimentos que geralmente se esperava ocorrerem antes da vinda de Cristo, como seja o reino universal de paz e o estabelecimento do domínio de Deus sobre a Terra, deveriam ser subseqüentes ao segundo advento. Além disso, todos os sinais dos tempos e as condições do mundo correspondiam à descrição profética dos últimos dias. Foi levado, somente pelo estudo das Escrituras, à conclusão de que estava prestes a terminar o período de tempo concedido para a existência da Terra em sua condição presente.” (CRISTO em Seu Santuário, 52)

                “"E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei." Apoc. 3:3. O advento de Cristo surpreenderá os falsos mestres. Eles estão dizendo: "Paz e segurança." Como os sacerdotes e mestres antes da queda de Jerusalém, assim esperam eles que a igreja goze de prosperidade e glória terrenas. Os sinais dos tempos, eles interpretam como prognóstico dessas coisas. Mas, que diz a Palavra inspirada? - "Então lhes sobrevirá repentina destruição." I Tess. 5:3. Como um laço virá o dia de Deus sobre toda a Terra, sobre todos os que fazem deste mundo sua pátria. Ele virá sobre eles como um ladrão.” (DTN, 635)

                “Tudo no mundo está em agitação. Os sinais dos tempos são cheios de sinais. Os acontecimentos por vir projetam sua sombra diante de si. O Espírito de Deus está sendo retirado da Terra, e calamidade segue-se a calamidade em terra e mar. Há tempestades, terremotos, incêndios, inundações, homicídios de toda espécie. Quem pode ler o futuro? Onde está a segurança? Não há certeza em coisa alguma humana ou terrena. Os homens se estão rapidamente enfileirando sob a bandeira de sua escolha. Aguardam desassossegadamente os movimentos de seus chefes. Há os que estão esperando, vigiando e trabalhando pela vinda de nosso Senhor. Outra classe cerra fileiras sob a chefia do primeiro e grande apóstata. Poucos crêem de alma e coração que temos um inferno a evitar e um Céu a alcançar.” (DTN, 636)

                “A coroa removida de Israel passou sucessivamente para os reinos de Babilônia, Média-Pérsia, Grécia e Roma. Diz Deus: "E ela já não será, até que venha Aquele a quem ela pertence de direito, a Ele a darei."

Esse tempo está às portas. Hoje, os sinais dos tempos declaram que nos achamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Tudo em nosso mundo está em agitação. Ante os nossos olhos cumpre-se a profecia do Salvador relativa aos acontecimentos que precedem Sua vinda: "Ouvireis de guerras e de rumores de guerras. ... Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares." Mat. 24:6 e 7.” (Ed, 179)

                “Demais, nosso Senhor não tem o intuito de dizer com isto que a proximidade do tempo não será conhecida, mas que o 'dia e hora' exatos 'ninguém sabe'. Pelos sinais dos tempos, diz Ele, será conhecido o suficiente para nos induzir ao preparo para a Sua vinda, tal como Noé preparou a arca." - Pesquisas e Trabalhos Missionários, de Wolff.” (GC, 359)

                Pastores não pregam

                “Mas as igrejas, em geral, não aceitaram a advertência. Os pastores, que, como "vigias sobre a casa de Israel", deveriam ter sido os primeiros a discernir os sinais da vinda de Jesus, não quiseram saber a verdade, quer pelo testemunho dos profetas, quer pelos sinais dos tempos. À medida que as esperanças e ambições mundanas lhes encheram o coração, arrefeceram o amor para com Deus e a fé em Sua Palavra; e, quando a doutrina do advento era apresentada, apenas suscitava preconceito e descrença. O fato de ser a mensagem em grande parte pregada por leigos, era insistentemente apresentado como argumento contra a mesma. Como na antiguidade, ao claro testemunho da Palavra de Deus opunha-se a indagação: "Têm crido alguns dos príncipes ou dos fariseus?" E vendo quão difícil tarefa era refutar os argumentos aduzidos dos períodos proféticos, muitos desanimavam o estudo das profecias, ensinando que os livros proféticos estavam selados, e não deveriam ser compreendidos. Multidões, confiando implicitamente nos pastores, recusaram-se a ouvir a advertência; e outros, ainda que convictos da verdade, não ousavam confessá-la para não serem "expulsos da sinagoga". A mensagem que Deus enviara para provar e purificar a igreja revelou com muita evidência quão grande era o número dos que haviam posto a afeição neste mundo ao invés de em Cristo. Os laços que os ligavam à Terra, mostravam-se mais fortes do que as atrações ao Céu. Preferiam ouvir a voz da sabedoria mundana, e desviavam-se da probante mensagem da verdade.” (GC, 380)

                “É preciso termos fé genuína. Até aqui mal aprendemos a realidade da verdade. Cremos apenas parcialmente na Palavra de Deus. O homem age segundo toda a fé que tem. Não obstante os sinais dos tempos estarem-se cumprindo por todo o mundo, a fé na vinda do Senhor tem estado a enfraquecer. Importa que se dêem clara, distinta e seguramente as advertências. Com perigo para nossa alma temos de aprender as condições prescritas sob que temos de operar nossa própria salvação, lembrando-nos de que é Deus que em nós opera, tanto o querer como o perfazer, segundo a Sua boa vontade.” (ME, 93)

                “Satânico Torpor Mortal

O povo de Deus deve acatar a advertência e discernir os sinais dos tempos. Os sinais da vinda de Cristo são demasiado claros para deles se duvidar; e em vista destas coisas, todo aquele que professa a verdade deve ser um pregador vivo. Deus chama a todos, tanto os pregadores como o povo, para que despertem. Todo o Céu está alerta. As cenas da história terrestre estão em rápido desfecho. Achamo-nos entre os perigos dos últimos dias. Maiores perigos se encontram diante de nós, e ainda não estamos despertos. Esta falta de atividade e fervor na causa de Deus, é terrível. Este mortal torpor vem de Satanás.” Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 87 e 88.

                “Cada dia que passa nos leva mais perto do último e grande, importante dia. Achamo-nos um ano mais perto do juízo, mais perto da eternidade, do que estávamos no começo de 1884. Estamos também nos aproximando mais de Deus? Estamos vigiando em oração? Outro ano de nosso tempo de labor rolou para a eternidade. Dia a dia temos estado no convívio de homens e mulheres que se encaminham para o juízo. Cada dia pode ter sido a linha divisória de uma alma; alguém pode ter tomado a decisão que lhe determinará o destino futuro. Qual tem sido nossa influência sobre esses companheiros de viagem? Que esforços desenvolvemos a fim de levá-los a Cristo?” (II, TS, 167)

                “Oh! quão poucos, mesmo entre os que afirmam crer na verdade presente, compreendem os sinais dos tempos, ou o que havemos de experimentar antes do fim! Estamos hoje sob a indulgência divina; mas por quanto tempo continuarão os anjos de Deus retendo os ventos para que não soprem?” (III, TS, 60)

                “Vivemos no tempo do fim. Os sinais dos tempos, a cumprirem-se rapidamente, declaram que a vinda de Cristo está próxima, às portas. Os dias em que vivemos são solenes e importantes. O Espírito de Deus está, gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra. Pragas e juízos estão já caindo sobre os desprezadores da graça de Deus. As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância.

As forças do mal estão-se arregimentando e consolidando-se. Elas se estão robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos.” (III, TS, 280)

                “Os anjos de Deus estão tocando o coração e a consciência do povo de outras nações, e almas honestas estão perturbadas ao testemunharem os sinais dos tempos manifestos no estado de insegurança entre as nações. Surge-lhes no coração a pergunta: Qual será o fim de todas as coisas? Enquanto Deus e os anjos estão trabalhando para impressionar os corações, os servos de Cristo parecem dormir. Poucos trabalham em uníssono com os mensageiros celestiais.” (Vida e Ensinos, 210)