[Acontecimentos
impressionantes resultam num] caos de "profecias" e previsões sobre a
aproximação do tempo do fim. Cristãos também participam dessas especulações,
apesar da Bíblia proibi-las: "Por isso, ficai também vós apercebidos;
porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá" (Mt 24.44).
Ele virá "como ladrão"; é o que está escrito no último livro das
Sagradas Escrituras (Ap 3.3). Mas o bom-senso e a razão nos aconselham a pensar
no perigo de "um apocalipse encenado por mãos humanas contra a vontade de
Deus".
Esse perigo é hoje
maior do que no tempo da Guerra Fria, onde o instinto de sobrevivência dos
poderosos deste mundo ajudou a evitar um confronto nuclear. Mas esse instinto de
autopreservação normalmente não existe para os terroristas religiosamente
motivados. Por isso, especialistas em Genebra, Nova Iorque e Haia, em escritórios
da ONU e sedes de outras organizações internacionais, acham muito provável
que esses fanáticos tentarão tornar realidade o tempo do fim por "se
sentirem chamados por Deus".
Longe de ser
fantasia
Provavelmente não
exista outra preocupação maior do governo dos Estados Unidos e de outros países
do que o temor de terroristas virem a apoderar-se de armas químicas ou biológicas
de destruição em massa para usá-las contra a população civil, para castigar
"a sociedade corrompida" ou para pressionar as autoridades forçando
algum tipo de concessão.
"Essa
probabilidade cresce a cada dia...", disse um embaixador credenciado na
"Organização Para a Proibição de Armas Químicas" (OPCW) em Haia.
"Nos tempos da Guerra Fria questionávamos se essas armas seriam utilizadas
algum dia. Hoje só nos perguntamos quando isto acontecerá."
Em linguagem clara,
isso poderia acontecer da seguinte maneira: em um dia calmo de verão, sem
vento, alguém poderia espalhar uma grande quantidade de gás paralisante no horário
de maior movimento, em meio a um engarrafamento em Nova Iorque ou em Frankfurt,
levando dezenas de milhares de pessoas à morte. Ou, pior ainda: durante a noite
um terrorista sobrevoa Washington e despeja cem quilos de "Anthrax"
sobre a cidade; seus bacilos multiplicam-se rapidamente nos corpos de pessoas e
animais e provocam hemorragias internas mortais em um milhão de pessoas.
Esse cenário não
é uma fantasia. Ele é resultado de um estudo do governo dos Estados Unidos. No
início de 1999 a revista "Foreign Affairs", o periódico sobre política
externa mais conceituado do mundo, trouxe informações a respeito desse
assunto. O professor Richard K. Betts, diretor do Instituto para Pesquisa de
Guerra e Paz da Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, salientou que um
acontecimento desses mudaria radicalmente a sociedade livre: "Imaginemos
que uma seita islâmica secreta matasse 100.000 pessoas com uma bomba biológica
e ameaçasse repetir o ato até o governo atender suas exigências. Uma reação
de pânico do nosso sistema judiciário seria bem plausível em um caso desses.
Todos os americanos de origem árabe poderiam ser presos em campos de concentração,
como aconteceu depois do início da Segunda Guerra Mundial com os cidadãos
americanos de origem japonesa." (Abendland)
Na verdade ninguém,
a não ser Deus, sabe quando acontecerá a volta de Jesus. O Senhor enfatizou em
Atos 1.7: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai
reservou para sua exclusiva autoridade."
Precisamos
distinguir claramente entre fatos, suposições e especulações. É fato que
Jesus voltará. A suposição é que Ele virá muito em breve. Mas seria
especulação tentar marcar a data da Sua volta.
Em nosso século e
em outras épocas muitos já tentaram calcular a data da volta de Jesus. Foram
estabelecidas datas bem exatas nas quais deveria acontecer o arrebatamento, mas
sem exceção todas as previsões falharam.
Mas apesar de todos
estes cálculos errados do passado, muitos cristãos sinceros e estudiosos da Bíblia
– sem pretenderem marcar uma determinada data – estão de pleno acordo que
nuvens de tempestades se ajuntam no horizonte da história da humanidade.
Vivemos hoje em uma sociedade que não pode ser comparada a nenhuma outra
anterior à nossa. Em nosso mundo acontecem coisas que apontam de maneira
extremamente clara para a iminente volta de Jesus. Ninguém sabe dizer se isto
acontecerá hoje, amanhã ou somente daqui a alguns anos. Mas todos os sinais
apontam para o último grande alvo da história da humanidade.
O povo judeu está
novamente em sua própria terra, onde irá receber primeiramente o anticristo,
sendo depois levado ao encontro do Senhor que está voltando. Assim, profecias
milenares aguardam seu cumprimento final (Jr 24.6-7). A situação no Oriente Médio
se agrava de maneira dramática. Mas o clamor por paz e segurança não se
limita apenas ao Oriente Médio, abrangendo o mundo todo (1 Ts 5.3). Vivemos
numa época em que é possível destruir o mundo inteiro em apenas uma hora. O
cenário apocalíptico em todas as áreas se delineia de maneira cada vez mais
evidente e torna-se cada vez mais provável. Está sendo construído um sistema
econômico global, uma verdadeira teia, da qual ninguém mais pode escapar, e é
possível que esse sistema desabe de uma hora para outra. Atualmente uma crise
em qualquer lugar do globo já abala o mundo inteiro (comp. Ap 18.10ss). As catástrofes
naturais alcançaram dimensões e freqüências assustadoras, são cada vez mais
dramáticas e se sucedem a intervalos sempre menores (Lc 21.25ss). O afastamento
de Deus e o distanciamento das verdades bíblicas é tão evidente e cada vez
mais atrevido que fica difícil achar uma situação que se compare a ela. Alguém
observou: "As pessoas de hoje sabem tão pouco das verdades bíblicas que
vivem suas vidas como se Deus não existisse" (comp. 2 Ts 2.3; 2 Tm 3.1ss). Na área do ocultismo, o diabo está solto: nos meios de
comunicação, no cinema e na televisão as pessoas são literalmente afundadas
no esoterismo e soterradas por filmes de ficção científica. Alexander
Soljenitzyn observou: "Os poderes do mal iniciaram sua ofensiva
decisiva" (comp. 2 Ts 2.9; 1 Tm 4.1). Ultimamente também o mundo secular
(desligado de Deus) tem chegado sempre mais à convicção de que nos
aproximamos do fim do mundo. Parece que os sinais dos tempos prenunciam a
chegada da noite, e o nosso mundo vê mais "o túnel no fim da luz" do
que o inverso. Mas os filhos de Deus não têm motivos para ficar resignados. Ao
contrário. Para eles, pela fé, aparece a luz no fim do túnel: Jesus voltará.
Lemos em 2 Tessalonicenses 1.10: "quando vier para ser glorificado nos
seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi
crido entre vós o nosso testemunho)." Até que chegue esse momento,
devemos remir o tempo e cumprir nossa tarefa para que mais pessoas sejam ganhas
para o Senhor Jesus e para que Sua Igreja seja preparada para quando Ele voltar.
Acima de tudo, temos a Palavra Profética, para a qual devemos atentar como uma
luz que brilha em lugar tenebroso (2 Pe 1.19). (Norbert
Lieth - http://www.chamada.com.br)
Como os Eventos Atuais se relacionam com a Profecia?
Thomas Ice e Timothy Demy
Hoje, o mundo é um
cenário sendo montado para a apresentação de um grande drama. Quais
preparativos já foram feitos?
O Dr. John Walvoord
descreve e resume a atual situação da montagem do cenário:
Todos os eventos
históricos necessários já aconteceram. A tendência a um governo mundial,
iniciada com as Nações Unidas em 1946, está preparando o caminho para o
governo do fim dos tempos. O movimento da igreja mundial, formalizado em 1948,
está preparando o caminho para uma super-igreja que dominará o cenário
religioso depois que a verdadeira Igreja for arrebatada. O espiritismo, o
ocultismo, e a crença em demônios continuará a se espalhar. O comunismo,
apesar de sua filosofia ateísta,... [preparou] o mundo para uma forma final de
religião mundial que exige a adoração de um ditador totalitário.
Israel e as nações
do mundo estão sendo preparadas para o drama final. Mais importante ainda é
que Israel está de volta à sua terra, organizado como um Estado político, e
ansioso em realizar seu papel nos eventos do fim dos tempos...
A Rússia está
preparada ao norte da Terra Santa para entrar no conflito do fim dos tempos. O
Egito e outros países africanos não abandonaram seu desejo de atacar Israel a
partir do sul. A China Vermelha no leste já possui hoje um poder militar forte
o suficiente para enviar um exército tão grande quanto o descrito no livro de
Apocalipse. Todas as nações estão preparadas para desempenhar o seu papel nas
horas finais da história.
Nosso mundo atual
está bem preparado para o começo do último ato profético que levará ao
Armagedom. Uma vez que o cenário está montado para este clímax dramático dos
tempos, a vinda de Cristo para os Seus deve estar muito próxima. Se já houve
uma hora em que os homens deveriam considerar seu relacionamento pessoal com
Jesus Cristo, este momento é hoje. Deus está dizendo a esta geração:
Preparem-se para a vinda do Senhor."[1]
Lembre-se de que
apesar do cenário estar montado e continuar pronto para o acontecimento dos
eventos da tribulação, não há nada que precise acontecer antes do
arrebatamento da Igreja. Apesar do arrebatamento não ter sinais e poder
acontecer a qualquer momento, os vários eventos da tribulação devem acontecer
antes que a segunda vinda de Cristo ao planeta Terra possa ocorrer. Quando
examinamos os eventos mundiais e a história recente, vemos muitas indicações
de que as coisas estão chegando a uma conclusão. O Dr. Charles Dyer observa:
A cortina ainda não
se abriu para o último ato do drama divino para a era atual. As luzes do teatro
estão baixas, mas ainda assim podemos perceber movimentos atrás da cortina.
Deus está colocando o cenário no seu lugar e deixando que os atores tomem as
suas posições no palco mundial. Quando tudo estiver pronto, Deus permitirá a
abertura da cortina.
Ao avaliarmos
eventos mundiais contemporâneos, queremos entender que papel eles podem ter na
montagem do cenário para os eventos profetizados na Bíblia. Ao mesmo tempo
devemos lembrar que, enquanto o mundo continua a mudar, só Deus conhece o
futuro. Devemos avaliar eventos atuais à luz da Bíblia, e não ao contrário.
Precisamos conhecer e compreender as profecias da Bíblia para discernir melhor
o papel dos atuais eventos mundiais.[2]
Entender os eventos
mundiais e as profecias bíblicas corretamente significa equilibrar a tensão
entre os dois em nossas vidas diárias. O Dr. Ed Hindson escreve sobre essa tensão:
Cada um de nós
planeja sua vida como se ainda fosse viver muitos anos. Temos responsabilidades
com nossas famílias, com nossos filhos e netos, e com outras pessoas à nossa
volta. Mas também devemos viver como se Jesus viesse a qualquer momento. É difícil
para os descrentes entender a abordagem equilibrada que devemos ter do futuro. Nós
crentes não tememos o futuro porque acreditamos que Deus o controla. Mas ao
mesmo tempo, não o vemos com otimismo desenfreado.[3]
Devemos estar
sempre preparados para o amanhã, reconhecendo que, em última análise, é
Deus, e não indivíduos, quem controla o futuro.
Existem
salvaguardas contra a marcação de datas?
Talvez a maneira
mais simples é lembrar o slogan que dizemos à nossa sociedade sobre abuso de
drogas: "Simplesmente diga não!" As palavras de Jesus são claras;
marcar datas não é parte do estudo da profecia. A melhor maneira de evitarmos
isso em nossos estudos é através de um método de interpretação gramatical,
histórica e contextual coerente, conhecido como interpretação literal. Já
que o texto das Escrituras proíbe marcar datas, e sabemos que não há
significados ocultos a serem descobertos através de uma abordagem
interpretativa esotérica, concluímos que à medida em que estudarmos as
Escrituras não encontraremos uma abordagem que nos leve a marcar datas.
Devemos sempre
observar os eventos atuais (e todos os aspectos das nossas vidas) através das
lentes das Escrituras. A Bíblia interpreta as notícias; as notícias não
interpretam a Bíblia. A volta de Jesus Cristo é nossa esperança – não a hora
da Sua volta. Não devemos ser como a criança numa viagem de carro que fica
perguntando a seu pai a toda hora, "Está perto, pai?" Ou, "Falta
muito?" Como o pai dirigindo o carro, sabemos que estamos nos aproximando,
mas não podemos dizer com certeza quão perto estamos. (Thomas
Ice e Timothy
Demy - http://www.chamada.com.br)
A Verdade Sobre os Sinais dos Tempos
Thomas Ice e Timothy Demy
Quais São os Sinais do Fim da Era da
Igreja?
Salvo algumas exceções,
a era da Igreja não é um período de cumprimento profético. Pelo contrário,
a profecia será cumprida depois do Arrebatamento, em relação à ação de
Deus com a nação de Israel nos sete anos da Tribulação. A atual era da
Igreja, em que os crentes vivem hoje, não tem uma cronologia profética específica,
como Israel e sua profecia das setenta semanas de anos (Daniel 9:14-27). No
entanto, o Novo Testamento dá características gerais que descrevem a era da
Igreja.
Até mesmo
profecias específicas cumpridas durante a era da Igreja estão relacionadas ao
plano profético de Deus para Israel e não diretamente para a Igreja. Por
exemplo, a destruição profetizada de Jerusalém e seu Templo em 70 d.C. é
relativa a Israel (Mateus 23.28; Lucas 19.43-44; 21.20-24). Portanto, não é
contraditório que as preparações proféticas relacionadas a Israel já
estejam acontecendo com o restabelecimento de Israel como nação em 1948,
apesar de ainda estarmos vivendo na era da Igreja.
A era da Igreja não
é caracterizada por eventos proféticos historicamente verificáveis, exceto
seu início no Dia de Pentecostes e seu fim com o Arrebatamento. Mas o rumo
geral desta era foi profetizado e pode oferecer uma visão panorâmica do que se
pode esperar durante esta era.
Existem sinais relacionados ao plano
divino do fim dos tempos para Israel?
Sim, existem muitos
sinais relacionados ao programa divino do fim dos tempos para Israel. No
entanto, devemos ter cuidado com a maneira como os relacionamos a nós hoje
durante a era da Igreja. Já que os crentes de hoje vivem na era da Igreja, que
terminará com o Arrebatamento da Igreja, sinais proféticos relacionados a
Israel não são cumpridos nos nossos dias. Ao invés disto, o que Deus está
fazendo profeticamente nos nossos dias é preparando o mundo ou "montando o
cenário" para a hora em que Ele começará Seu plano relacionado a Israel,
que envolverá o cumprimento dos sinais e dos tempos. Um indicador importante de
que provavelmente estamos próximos do começo da Tribulação é o fato
evidente de que a nação de Israel foi reconstituída depois de quase 2000
anos.
O que significa "montar o cenário"?
A atual era da
Igreja não é uma época em que a profecia bíblica está sendo cumprida. A
profecia bíblica está relacionada com um período depois do Arrebatamento (o
período de sete anos da Tribulação). Porém, isto não quer dizer que durante
a atual era da Igreja, Deus não esteja preparando o mundo para esse período
futuro – na verdade, Ele está. Mas isto não é "cumprimento" específico
de profecia bíblica. Portanto, mesmo que a profecia não esteja se cumprindo na
nossa época, isto não quer dizer que não podemos identificar "tendências
gerais" na atual preparação para a Tribulação vindoura, principalmente
porque ela acontecerá logo depois do Arrebatamento. Chamamos esta abordagem de
"montagem de cenário." Assim como muitas pessoas separam a roupa na
noite anterior para usá-la no dia seguinte, Deus está preparando o mundo para
o cumprimento certo da profecia no futuro.
O Dr. John Walvoord explica:
Mas se não há
sinais para o Arrebatamento em si, quais são as fontes legítimas que levem a
crer que o Arrebatamento esteja próximo desta geração?
A resposta não é
encontrada em nenhum dos eventos proféticos previstos antes do Arrebatamento
mas no entendimento dos eventos que seguem ao Arrebatamento. Assim como a história
foi preparada para a primeira vinda de Cristo, ela está sendo preparada para os
eventos que levam à Sua Segunda Vinda... Sendo assim, isto leva à conclusão
inevitável de que o Arrebatamento pode estar inevitavelmente próximo.[1]
A Bíblia fornece
profecias detalhadas sobre os sete anos da Tribulação. Na verdade, Apocalipse
4-19 oferece um esboço detalhado e ordenado dos participantes e eventos
principais. Com base em Apocalipse, o estudante da Bíblia pode harmonizar as
centenas de outras passagens bíblicas que falam da Tribulação num modelo
claro do que será o próximo período de tempo no planeta Terra. Com esse
modelo para nos guiar, podemos ver que Deus já está preparando ou montando o
cenário para o mundo, no qual o grande drama da Tribulação se desdobrará.
Assim, esse período futuro lança sobre a nossa época uma sombra de
expectativa, de tal forma que os eventos atuais oferecem sinais discerníveis
dos tempos. (Thomas
Ice e Timothy
Demy - http://www.chamada.com.br)
Quando acontecerá o fim do mundo?
Pergunta:"Anexo
um artigo de jornal que trata do suposto fim do mundo. Pelo que sei da Bíblia,
ela não fala do fim do mundo, mas de um novo céu e de uma nova terra. Onde se
enquadra 2 Pedro 3.10?"
Resposta:
Realmente, de acordo com 2 Pedro 3.10, a terra ainda enfrentará coisas terríveis,
que muito bem podem ser chamadas de "fim do mundo". Mas temos de ser
cuidadosos a respeito e prestar muita atenção ao que Pedro fala nessa passagem
sobre a época desses acontecimentos: "Virá, entretanto, como
ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e
os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem
serão atingidas."
É preciso
distinguir claramente entre o "Dia de Jesus Cristo" e o "Dia
do Senhor". Sempre que as Sagradas Escrituras falam do "Dia de
Jesus Cristo" ou "Dia do Senhor Jesus", elas tratam da
esperança viva dos crentes e da sua preparação para o arrebatamento e o
galardão. Lemos em 1 Coríntios 15.51-52 sobre esse Dia de Jesus Cristo:
"Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados
seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última
trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós
seremos transformados." Também 1 Tessalonicenses 4.16 fala desse dia: "Porquanto
o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada
a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão
primeiro." Em sua carta de aconselhamento aos filipenses, Paulo
conclama-nos a uma vida em santificação para que não sejamos envergonhados no
dia de Jesus Cristo: "E também faço esta oração: que o vosso amor
aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes
as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo"
(Fp 1.9-10). Ele quer que os filipenses – e nós também – preservemos "a
palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão,
nem me esforcei inutilmente" (Fp 2.16). E ele confia no Senhor, crendo
que Ele levará os Seus ao alvo: "o qual também vos confirmará até ao
fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo" (1
Co 1.8). Por isso, o Dia de Jesus Cristo, que começará com o
arrebatamento, será um descortinar visível da maravilhosa graça de Jesus.
Nesse dia se tornará manifesto e visível para os crentes que Jesus realmente
é o Autor e Consumador da fé dos Seus discípulos! Pois onde estaríamos, se a
graça de Jesus não fosse atuante em nós?
O Dia do Senhor
(a Bíblia também fala "daquele dia", "o dia", "o
grande dia") é, por sua vez, caracterizado pelos grandes juízos da ira de
Deus, como foram anunciados pelos profetas no Antigo Testamento e como o apóstolo
João os viu quando se encontrava na ilha de Patmos. A respeito, leia-se os capítulos
6, 8 a 11, e 16 a 19 de Apocalipse. O Senhor Jesus diz sobre esse período de juízos
extraordinários em Marcos 13.19: "Porque aqueles dias serão de tamanha
tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até
agora e nunca jamais haverá." A Grande Tribulação terá seu fim
quando o Senhor Jesus matar o anticristo com o sopro de Sua boca (2 Ts 2.8).
Apocalipse 19.20 diz a respeito: "Mas a besta foi aprisionada, e com ela
o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que
receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados
vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre." Após o Milênio, o
tempo adentra a eternidade (por favor, leia o último capítulo de Apocalipse a
respeito!), e nesse período se cumprirá a palavra de 2 Pedro 3.10: "Virá,
entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com
estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e
as obras que nela existem serão atingidas." Assim percebemos que o
"Dia do Senhor" só acontecerá após um período muito longo. Pois
desde o arrebatamento e a volta do Senhor em grande poder e glória para
estabelecer Seu reino, o Milênio de paz, passam mais de mil anos até o
"fim do mundo" com a subseqüente criação de novos céus e nova
terra (compare 2 Pe 3.8). [Elsbeth Vetsch]
Israel:
o Maior Sinal do Fim dos Tempos
Arno Froese
Apesar dos
surpreendentes e espantosos acontecimentos experimentados nestes dias, o maior
de todos os sinais do fim dos tempos - e, contudo, o menos enfatizado - é o
retorno do povo judeu à Terra Prometida e a fundação do Estado de Israel.
O testemunho de Charles Spurgeon
É necessário
olharmos mais meticulosamente para o restabelecimento dessa nação à luz das
profecias.
No decorrer do
tempo, foi pequeno o número de servos do Senhor que O seguiram de todo o coração
e aos quais foi dada a capacidade de reconhecer os acontecimentos futuros.
Charles Spurgeon
foi uma dessas pessoas. Antes de Israel voltar a tornar-se uma nação, quando
aparentemente era impossível que os judeus retornassem para a Terra Prometida,
Spurgeon ensinou que isso aconteceria, exatamente como se lê em Ezequiel 36 e
37:
O significado desse
texto bíblico, conforme o contexto revela, é muito evidente. Diante do
significado dessas passagens, haverá primeiro uma restauração política dos
judeus em sua própria terra e um retorno à sua própria identidade nacional.
Em segundo lugar, existe no texto e em seu contexto uma declaração muito clara
de que haverá uma restauração espiritual, uma real conversão das tribos de
Israel ao Senhor.
Eles haverão de
gozar de uma prosperidade nacional que os tornará famosos; mais ainda, serão tão
gloriosos que Egito, Tiro, Grécia e Roma esquecerão sua própria glória à
luz do grande esplendor do trono de Davi. Se as palavras têm significado real,
este deve ser o sentido desse capítulo.
Eu jamais quero
aprender a arte de distorcer o significado que Deus atribuiu às Suas próprias
palavras. Se a Bíblia diz algo de maneira clara e cristalina, então é isso
mesmo que devemos entender. O sentido literal e o significado dessa passagem -
que não podem ser negados nem espiritualizados -, deixam claro para nós que
tanto as duas quanto as dez tribos de Israel serão restauradas em sua própria
terra, e que um rei governará sobre elas.
O anelo de Israel pela paz
Analisemos o
desenvolvimento progressivo que está acontecendo e que conduzirá Israel a uma
união com a "nova ordem mundial" dominada pela Europa. Apesar dos
constantes conflitos, vemos Israel procurando a paz com seus inimigos, não por
terem adotado uma nova filosofia que os faz amar uns aos outros, mas pelo anseio
por uma paz negociada.
Muitos em Israel
estão fascinados com a possibilidade de viver em paz com seus vizinhos árabes.
Eles acham que essa paz realmente poderá ser alcançada. Mas a Bíblia diz: "Quando
andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição,
como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo
escaparão" (1 Ts 5.3).
Israel: o objeto da profecia
Fazemos bem em
compreender que os sinais do final dos tempos dados pelo Senhor são especificamente
direcionados a Israel. Quando Jesus explicou os eventos dos tempos finais a
Seus discípulos juntamente com os sinais que aconteceriam antes de Sua volta,
Ele endereçou essas palavras ao povo de Israel.
Temos duas características
muito claras mencionadas em Mateus 24, que identificam esse povo:
1. "Então,
os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (v. 16). Isto é uma
referência geográfica, e não diz respeito à Igreja de Jesus Cristo.
Se vivemos nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa, ou em outras partes do
mundo, não somos conclamados a fugir para as montanhas da Judéia, pois as
palavras foram dirigidas aos "que estiverem na Judéia".
2. Além disso,
Jesus está mencionando um motivo de oração: "Orai para que a vossa
fuga não se dê no inverno, nem no sábado" (Mt 24.20). O sábado foi
dado apenas aos judeus. Lemos nas Sagradas Escrituras, com relação ao sábado:
"Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente,
guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações;
para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica" (Êx 31.13).
Portanto, Israel é o grande sinal dos tempos do fim para os gentios e
para a Igreja!
O antigo pecado de Israel
Quais os objetivos
de Israel para o futuro? Hoje a nação de Israel está sendo confrontada com
seu antigo pecado, com o pecado que cometeu como nação. Há quase 3500 anos o
povo de Israel já estava na Terra Prometida. Deus havia cumprido tudo o que
prometera a eles com relação à entrada na terra, mas Israel recusou-se a ser
o povo escolhido por Deus, negou-se a ser uma nação singular e diferente, e
deixou de fazer Sua vontade.
Deus identificou a
razão mais profunda dessa rejeição ao dizer que o povo de Israel simplesmente
não queria que Deus o governasse. Eles rejeitaram abertamente as palavras de
Deus ditas através de Moisés: "Porque sois povo santo ao SENHOR, vosso
Deus, e o SENHOR vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra,
para lhe serdes seu povo próprio" (Dt 14.2). Que promessa tremenda!
Israel deveria estar acima "...de todos os povos que há sobre a face da
terra".
Através da História
sabemos que muitas nações têm procurado sobrepor-se a todas as outras nações.
Hoje isso é muito evidente nos Estados Unidos. Os americanos consideram que os
EUA são uma nação especial. A maioria dos americanos reivindica que os
Estados Unidos são a maior nação da história do mundo. Muitas nações antes
deles cometeram o mesmo pecado, mas a poeira de suas ruínas testemunha contra
elas.
Uma nação santa de cristãos
Quem somos nós
cristãos? A resposta está em 1 Pedro 2.9: "Vós, porém, sois raça
eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus,
a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua
maravilhosa luz". Nós, a Igreja de Jesus Cristo, também somos um povo
eleito. Somos uma geração escolhida. Somos uma nação santa. Mas essa nação
santa não pode ser comparada ou identificada com quaisquer nações políticas,
como os Estados Unidos, o Canadá, a França, a Inglaterra, a China ou outra nação
do mundo. Essa nação santa habita entre as nações do mundo, e cada membro
dessa nação santa é conhecido pessoalmente pelo próprio Senhor.
Tudo indica que
essa nação santa está prestes a se completar, e quando isso acontecer, quando
o último dos gentios for agregado à Igreja, seremos arrebatados pelo
nosso Senhor, para estarmos em Sua presença por toda a eternidade!
O clamor de Israel por um rei
O anseio rebelde de
Israel em tempos antigos, ao pedir um rei ao profeta Samuel para ser "como
as outras nações" (veja 1 Sm 8.5-7), não desapareceu simplesmente. Ao
contrário, ele atingiu seu clímax 1000 anos mais tarde. Em João 19.15 está
escrito: "...Não temos rei, senão César!" Todo o peso da
afirmação dos antepassados, refletindo o desejo de serem parte da família das
nações, de serem como qualquer outro povo, atingiu, então, a realização: "...Não
temos rei, senão César!" Israel ainda será confrontado com essa
afirmação quando as nações da terra se ajuntarem para batalhar contra
Jerusalém!
Os passos de Israel rumo à paz
Parece que a única
solução em relação à Terra Santa é seguir o rumo de uma paz negociada.
Apesar dos confrontos com os palestinos, finalmente não restará outra
alternativa. A possibilidade do aumento de comércio através das fronteiras dos
países é muito tentadora, e não há dúvida de que a economia de Israel
continuará a crescer fortemente.
Essas expectativas
positivas jamais mudarão a Palavra Profética. Jesus disse: "Eu vim em
nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome,
certamente, o recebereis" (Jo 5.43). Israel está a caminho de se
tornar parte integrante do último império gentílico do mundo e aceitará o
anticristo.
Apenas quando
compreendemos esses acontecimentos pelo prisma espiritual, podemos começar a
entender o que está ocorrendo no mundo político, econômico e religioso. Com
isso em mente, iremos compreender melhor o desenrolar dos eventos políticos no
mundo de hoje. Se não tivermos conhecimento dos resultados finais, poderemos
ser facilmente levados pelo entusiasmo da falsa paz que será anunciada.
O anticristo: o mestre do engano
Quando a Palavra de
Deus identifica a obra do anticristo, lemos em 2 Tessalonicenses 2.7-11: "Com
efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado
aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o
Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação
de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás,
com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça
aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É
por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito
à mentira".
Esse texto bíblico
deixa dois pontos bastante claros: primeiro, a obra do anticristo será
bem-sucedida através do engano e, segundo, a rejeição à oferta do amor de
Deus (Jo 3.16) é o motivo pelo qual as pessoas crerão numa mentira.
Por essa razão,
mais do que nunca devemos gravar em nossas mentes e em nossos corações aquilo
que o Senhor Jesus ensinou a Seus discípulos: "É como um homem que,
ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada
um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie. Vigiai, pois, porque não
sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar
do galo, se pela manhã; para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache
dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!" (Mc 13.34-47). (Arno
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